6 coisas que você deve saber sobre resistência bacteriana

Por Brunno Câmara - sexta-feira, dezembro 23, 2011


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Superbug/Superbactéria

Antes da era do antibiótico, não era incomun as pessoas morrerem de pneumonia, de um simples corte, ou de outro mal menor. Com sua descoberta, a mortalidade infantil diminuiu e a expectativa de vida aumentou dramaticamente. No entanto, houve um preço a se pagar por essa descoberta. Hoje em dia a resistência bacteriana está tornando-se mais e mais prevalente em todo o mundo. Para ajudar você a entender melhor, nós reunimos alguns itens que você não pode ficar sem saber.

1. As bactérias podem resistir

Assim como nós temos nosso jeito de combater uma gripe, as bactérias têm a capacidade de lutar contra os antibióticos que são administrados. Outra parte do problema é que as menos resistentes são mortas, sobrevivendo apenas as fortes, que continuam a se disseminar pelo corpo humano.

2. Uso excessivo

Nos Estados Unidos 80 milhões de receitas para antibióticos são prescritas por ano; acredita-se que esse uso em excesso leve à resistência bacteriana. Isso acontece também em quase todos os países do mundo, por isso o número de bactérias super-resistentes está aumentando significativamente, e estamos ficando sem saída.

3. Vírus x Bactéria

Uma maneira comum de fazer mal uso de antibiótico é quando trata-se uma virose como se fosse infecção bacteriana. Antibióticos não devem ser usados no tratamento de doenças como resfriado, gripe, dor de garganta, ou algumas infecções de ouvidos. Primeiramente deve-se identificar o agente etiológico para depois começar o tratamento adequado.

4. Agricultura também usa antibiótico

Mesmo que nunca tenha tomado um antibiótico, você corre o risco de adquirir resistência bacteriana. Muitas práticas agrícolas usam-no para proteger o alimento e ele durar mais tempo; e essas substâncias podem ser transferidoas para nós.

5. Mau uso

Muitos pacientes não fazem o correto uso dos antibióticos como o prescrito pelo seu médico. Por exemplo, um paciente foi orientado a tomar um antibiótico por duas semanas, começa a sentir-se bem depois de uma semana e para de tomá-lo. As bactérias remanescentes podem permanecer incubadas por um momento, mas se multiplicarão novamente, forçando o paciente a voltar com o uso do antibiótico, desnecessariamente,  e às vezes, o mesmo antibiótico de antes não funcionará mais.

6. Não descarte o uso de antibiótico

Só por que uma bactéria é resistente a um tipo de antibiótico não quer dizer que ela não pode ser combatida com outro. Geralmente são utilizados vários tipos, dependendo da espécie bacteriana. Mas deve-se ter cuidado, pois nos dias atuais, os antibióticos de última escolha não estão tendo os mesmos efeitos de antigamente.

Se você ficou preocupado com a resistência bacteriana, procure um médico para o início ou encerramento de um tratamento adequado.

Quem escreveu esse artigo foi Brooke Stafford em parceria com o blog Biomedicina Padrão. Ela é estudante de enfermagem nos Estados Unidos e também escreve para o site Family Nurse Practitioner Degrees, que ajuda estudantes a encontrar a faculdade de enfermagem adequada para cada perfil.

Brooke Stafford is a nursing practitioner student and also writes for Family Nurse Practitioner Degrees. The site helps students find the right nurse practitioner degree to fit their needs.

Brunno Câmara Autor

Brunno Câmara - Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior dos cursos de graduação em Biomedicina e Farmácia. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestrando no Programa de Pós-graduação em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - UFG (IPTSP-UFG). Coordenador e docente do curso de pós-graduação em Hematologia e Hemoterapia da AGD Cursos. Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

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