5 partes do corpo humano que cientistas já conseguem imprimir em 3D

Por Brunno Câmara - terça-feira, agosto 20, 2013


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5- Orelha

Bioengenheiros fazem um escaneamento 3D da orelha de uma criança, criam um molde de sete partes com o programa SolidWorks CAD e imprimem os pedaços. O molde é injetado num gel de alta densidade feito de 250 milhões de células de cartilagem bovina e colágeno de caudas de ratos. Depois de 15 minutos, a orelha é removida e incubada numa cultura celular por alguns dias. Em três meses, a cartilagem terá se propagado o suficiente para substituir o colágeno. (Cornell University)


4- Rins

Uma impressora 3D deposita múltiplos tipos de células renais – cultivadas de células retiradas por biópsia – e simultaneamente constroem uma armação de material biodegradável. O produto final é então incubado. Depois de implantado no paciente, a armação irá aos poucos se degradando enquanto o tecido funcional cresce. (Wake Forest Institute For Regenerative Medicine).


3- Vasos sanguíneos

Usando uma impressora RepRap de código aberto e um software customizado os pesquisadores imprimem uma rede de filamentos de açúcar dentro de um molde e revestem os filamentos com um polímero derivado do milho. Então eles despejam um gel contendo células do tecido dentro do molde. Depois de estabelecido, eles lavam a estrutura com água, que dissolve o açúcar deixando o interior dos vasos vazio. (University of Pennsylvania and MIT)


2- Enxertos de pele

Primeiramente, uma bioimpressora customizada escaneia e mapeia a ferida do paciente. Uma válvula de jato de tinta ejeta a proteína trombina, e outra ejeta células com colágeno e fibrinogênio (a trombina e o fibrinogênio reagem para criar fibrina coagulante). Depois, a impressora deposita uma camada de fibroblastos humanos, seguido de uma camada de queratinócitos (células da pele). (Wake Forest Institute For Regenerative Medicine).


1- Ossos

Pesquisadores imprimem armações com pó de cerâmica, usando a mesma impressora 3D utilizada na produção das partes de metal encontradas nos motores elétricos. Um jato de tinta cobre a cerâmica com uma camada de plástico ligante. A estrutura é aquecida a 1.250ºC por 120 minutos e colocada numa cultura contendo células ósseas. Depois de uma dia, a armação serve de suporte para essas células. (Washington State University)

Com informações de

Brunno Câmara Autor

Brunno Câmara - Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior dos cursos de graduação em Biomedicina e Farmácia. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestrando no Programa de Pós-graduação em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - UFG (IPTSP-UFG). Coordenador e docente do curso de pós-graduação em Hematologia e Hemoterapia da AGD Cursos. Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

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