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Minha vida como biomédico após a residência multiprofissional

terça-feira, setembro 13, 2016 0 Comentários


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Em fevereiro desse ano, compartilhei com vocês que mais uma etapa da minha vida/carreira tinha sido concluída, a minha especialização em hematologia e hemoterapia, pelo programa de residência multiprofissional no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG). E, no final do texto, brinquei dizendo que ia descobrir se existe vida pós residência.

Pois bem, escrevo hoje a vocês para dizer que sim, existe vida e ela pode ser bem legal. Pelo menos pra mim está sendo.

Quando a residência estava quase acabando, comecei a pensar o que faria depois. Como me acostumar a ficar sem a bolsa que é oferecida pelo programa? Será que iria conseguir meu objetivo?

A primeira coisa foi ficar um tempinho totalmente de férias, sem fazer absolutamente nada. Afinal, foram dois anos intensos, sem feriados e com plantões aos finais de semana.

Fui convidado então para coordenar o curso de pós graduação em hematologia e hemoterapia da Asgard Cursos, em Goiânia, do prof. Jeff Chandler. Que inclusive está com inscrições abertas, veja aqui.

Mas não quis parar por aí. Comecei a contatar alguns conhecidos para ver se sabiam de alguma vaga para docente de biomedicina em alguma faculdade de Goiânia.

O problema é que, além de não ter experiência como docente, o Brasil estava (e ainda está) em crise econômica e política. Milhões de desempregados.

O cenário também estava mudando no ramo universitário. Grupos comprando instituições de ensino superior, outras faculdades fechando ou extinguindo cursos, diminuição dos auxílios financeiros para os estudantes, professores mestres e doutores sendo demitidos e aulas presenciais sendo substituídas por EAD.

Fiquei desanimado por um período, pois quando iria entrar no mercado pra valer, o cenário não estava nada favorável. Mas não deixei isso me abater e continuei a buscar uma vaga na docência. Mandei alguns e-mails e entreguei na mão de Deus.

Foi então que a coordenadora do curso de biomedicina de uma faculdade localizada a 170 km de Goiânia me retornou dizendo que talvez poderia dar certo. Mandei alguns documentos e aguardei mais um pouco. No final deu certo e hoje estou fazendo aquilo que desde a minha graduação é meu objetivo, ajudar na formação de novos biomédicos.

Abro um parêntese aqui para falar da importância do networking. Em 2014 fui convidado pela coordenadora do curso de biomedicina de uma faculdade para dar uma palestra em Anápolis. Um ano depois ela me indicou para a coordenadora de biomedicina da faculdade onde atualmente estou dando aula para dar uma palestra. Seis meses depois essa coordenadora me retorna dizendo que talvez eu conseguiria dar aula lá. E deu certo. Quanto mais pessoas você conhece maiores são suas chances.

Bom, uma coisa já tinha conseguido. Mas ainda faltava uma vontade pessoal, fazer mestrado.

Procurei várias linhas de pesquisa e orientadores e encontrei uma área que achei interessante. Fiz todo o processo seletivo, e conto isso a vocês com um sorriso no rosto: começarei meu mestrado ainda esse mês.

Vou sobreviver? Não sei. Conto para vocês com o passar do tempo. Mas quero dizer a vocês que é possível, seja lá o que você quer fazer, basta correr atrás.

Não poderia deixar de compartilhar isso com vocês, pois esse é um dos objetivos de eu ter criado o blog. Daqui pra frente vou contar pra vocês como é a experiência de dar aula, de fazer mestrado e de fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Brunno Câmara Biomédico

Biomédico, CRBM-GO 5596. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast (biomedcast.com).