Estudo aponta principais erros na fase pré-analítica

Por Brunno Câmara · Publicado em

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Uma equipe do laboratório do HC da UFRS estudou amostras rejeitadas e os pedidos para recoletadas de sangue nos setores de bioquímica e hematologia, entre junho e agosto de 2010.

Foram analisadas as amostras rejeitadas por estarem coaguladas, hemolizadas, ictéricas e lipêmicas. Dentre as 77.051 mil amostras que precisaram ser coletadas novamente no período analisado, em 441 (0,57%) o motivo foi algum tipo de erro pré-analítico.

Em 43,8%, a causa principal foi a presença de coágulo, seguido de volume insuficiente da amostra (24%). Em 17,9% dos casos, o motivo foi a amostra estar hemolisada.

Outras razões para a rejeição foram erros de identificação, tubos inadequados, amostras lipêmicas, proporção inadequada de amostra/aditivo e mostras ictéricas insignificantes.

Segundo os autores, apesar de ser pequena a porcentagem de erros pré-analíticos, esses poderiam prejudicar a atenção ao paciente. Por exemplo, quando componentes como potássio, magnésio, ferro, LDH, fósforo, amônia e proteínas totais se apresentavam falsamente elevadas devido à hemólise.

Nesse contexto, as amostras de baixa qualidade podem influenciar os resultados, o que seria clinicamente incorreto, e levar o médico a tomar uma decisão adequada.

Como citar este artigo
Brunno Câmara, biomédico e autor do Biomedicina Padrão
SOBRE O AUTOR

Brunno Câmara

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em Patologia Clínica e Hematologia. Responsável técnico e gestor da qualidade no Laboratório Clínico do HC-UFG/HU Brasil. Especialista em Hematologia e Hemoterapia e mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro. Atua também na formação de biomédicos e é criador do Biomedicina Padrão.


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