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Como micro-organismos fagocitados são destruídos

Quando os fagócitos (neutrófilos e monócitos/macrófagos) estão ativados, eles destroem os micro-organismos em suas vesículas intracelulares, chamadas de fagossomos.

Os lisossomos se fundem com os fagossomos, formando o fagolisossomo. Enzimas NADPH oxidases que foram ativadas durante o processo de internalização do micro-organismo, convertem oxigênio molecular em ânion superóxido, peróxido de hidrogênio e radicais livres.

Agentes oxidantes

Os radicais livres são chamados de espécies reativas de oxigênio, e são tóxicos para o micro-organismo.

Em alguns fagócitos, a enzima mieloperoxidase catalisa a reação na presença de íon cloreto e peróxido de hidrogênio para produzir ácido hipocloroso (o que é basicamente a composição da água sanitária).

Todos esses agentes oxidantes tem potente atividade antimicrobiana, mas também causam danos aos tecidos, principalmente às células endoteliais. Sendo assim, existe um sistema antioxidante para proteger os tecidos, mas que pode ficar sobrecarregado durante episódios inflamatórios.

Alguns desses antioxidantes incluem vitamina E, catalase e glutationa peroxidase.

Óxido Nítrico

Uma enzima chamada sintetase indutora de oxido nítrico (iNOS), catalisa a conversão de arginina em óxido nítrico (NO).

O NO promove a vasodilatação e media o recrutamento de mais leucócitos para o local da inflamação. Ele reage com os radicas livres para produzir metabólitos reativos derivados de nitrogênio, que também têm atividades antimicrobianas.

Outros componentes

Outros componentes liberados pelos lisossomos leucocitários ajudam a destruir os invasores, como parte da resposta inflamatória.

Dentre eles estão peptídeos e proteínas catiônicas, como defensinas nos neutrófilos e proteína básica principal nos eosinófilos.

Estão presentes também proteases ácidas e neutras, esterases e nucleases.

Fonte: Abul K. Abbas, Andrew H. Lichtman e Shiv Pillai. Imunologia Básica. 4ª ed. | Imagem: Graham Colm


Curso de Interpretação do Hemograma

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Conteúdo

  • Definições e conceitos;
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Dia 06 de agosto de 2016 - Sábado

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Tudo o que você precisa saber sobre os basófilos

basófilos

Os basófilos compartilham muitas características com os mastócitos, incluindo a expressão de FcεR1, secreção de citocinas Th2, coloração metacromática e liberação de histamina depois de sua ativação.

Apesar disso, os basófilos possuem muitas características únicas. Uma delas é a rápida e potente expressão de IL-4 e IL-13.

Acreditava-se que eles tinham funções similares as dos mastócitos, mas trabalhos recentes mostraram que eles têm funções distintas e também seu papel nas respostas alérgicas e na regulação imune.

Morfologia

Os basófilos têm de 5 a 8 μm de diâmetro, possuem um núcleo segmentado e condensado. São identificados através da coloração por corantes básicos, como o azul de toluidina ou azul de alcian.

Existem poucos, mas grandes, grânulos nos basófilos, se comparados aos mastócitos. Ao contrário dessas, os basófilos têm pouca capacidade proliferativa.

Eles expressam uma variedade de receptores para citocinas (ex.: IL-3R, IL-5R, e GM-CSFR), receptores para quimiocinas (CCR2 e CCR3), receptores para o complemento (CD11b, CD11c, CD35, e CD88), receptores para prostaglandinas (CRTH2), receptores para a região Fc das imunoglobulinas (FcεR1 e FcγR2b) e receptores Toll-like (TLRs).

Desenvolvimento

Os basófilos se originam a partir de progenitores CD34+, se diferenciam e maturam na Medula Óssea (MO), circulam no sangue periférico, onde constituem < 1% dos leucócitos, e têm alguns dias de vida.

A principal citocina que promove a diferenciação das células progenitoras em basófilos é a IL-3.

Eles expressam integrinas e receptores de quimiocinas, sendo capazes de infiltrar nos tecidos inflamados (estude mais sobre o recrutamento de leucócitos na áudio aula de imunidade inata), particularmente na pele com dermatite atópica e nas vias respiratórias nas alergias respiratórias.

Ativação

Os basófilos expressam receptores para a região Fc das imunoglobulinas (FcεR1), que estão relacionados com a concentração de IgE livres.

A agregação de FcεR1 ligada com IgE por anticorpos multivalentes levam a ativação dos basófilos, exocitose de seus grânulos e liberação de mediadores.

C3a e C5a também ativam os basófilos, através de seus receptores na superfície dessas células.

IL-3, IL-5, GM-CSF, fator de liberação de histamina, assim como diversas citocinas, ativam basófilos levando a uma degranulação aumentada e secreção de IL-4 e IL-13.

TLR 2 e TLR 4 também são expressos em basófilos e a sua ativação leva a secreção de IL-4 e IL-13 e potencialização da ativação induzida e não induzida por IgE.

Mediadores

Assim como os mastócitos, os mediadores produzidos pelos basófilos são divididos em mediadores pré-formados, mediadores lipídicos recém sintetizados e citocinas/quimiocinas.

O principal mediador pré-formado, presente nos grânulos dos basófilos, é a histamina.

A histamina, que é uma amina vasoativa, forma complexos com proteoglicanos, principalmente sulfato de condroitina, e se dissocia após a exocitose por trocas iônicas e mudanças no pH.

Ela tem efeitos no músculo liso (contração), nas células endoteliais, terminações nervosas e na secreção de muco. Possui uma meia-vida de aproximadamente 1 minuto no líquido extracelular e é degradada pelas enzimas histamina N-metiltransferase e diamina oxidase.

Citocinas liberadas por basófilos são importantes na amplificação da síntese de IgE.

Função na saúde e doença

A função fisiológica dos basófilos continua desconhecida, apesar de parecerem estar envolvidos na defesa contra parasitas.

Os basófilos são a principal fonte de IL-4 para os leucócitos ativados por parasitas e alérgenos.

Nas neoplasias mieloproliferativas, principalmente as crônicas, o número de basófilos pode estar aumentado no sangue periférico.

Fonte: Stone KD, Prussin C, Metcalfe DD. IgE, Mast Cells, Basophils, and Eosinophils. The Journal of allergy and clinical immunology. 2010.


Quando estagiar, LGBT e Biomedicina ou Biotecnologia

Estamos vivendo uma época de mudanças em nossa sociedade, e o mesmo ocorre com a biomedicina, onde muitas pessoas são do “público LGBT”. Mas será que isso interfere nas habilidades e competência do profissional biomédico? Será que ainda existe preconceito? Conheça a iniciativa de alguns estudantes de biomedicina e também nossa opinião sobre o assunto.

Muitas pessoas não estão felizes em suas profissões/empregos, e com isso vem a vontade de mudança de carreira. A biomedicina muita vezes é a escolhida para acolher esses profissionais de outras áreas. Mas será que a biomedicina irá se encaixar no perfil deles? Ouça e saiba mais!

Existe uma época certa para procurar estágio ou já é possível começar a estagiar no início do curso?

Ainda falando em mudanças, será que vale a pena trocar biotecnologia por biomedicina, sendo que a sua paixão é a biomedicina, mas você já está no primeiro período de biotecnologia?

Confira também algumas dicas rápidas para concursos!

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Áudio aula sobre Imunidade Inata

A imunidade inata está sempre a postos para combater qualquer micro-organismo e também eliminar restos celulares. Ela é o primeiro passo na nossa defesa contra infecções. As principais reações são o processo inflamatório e a defesa antiviral. Confira mais nessa áudio aula.

Após o download, você poderá escutar em seus dispositivos móveis, em casa, no ônibus ou no carro, a caminho do seu estágio/trabalho ou faculdade. Que tal levar seus estudos para outro nível?

Sumário:

- Introdução;

- Características gerais;

- Receptores celulares;

- Componentes da imunidade inata;

- Reações desencadeadas;

- Defesa antiviral;

- Regulação;

- Revisão.

Duração: 46min54s

Tamanho: 42,9 MB

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Descoberta bactéria que consome o neurotransmissor GABA

Bactéria GABA

Sabemos que nosso corpo é colonizado por incontáveis bactérias, que compõem a microbiota normal. A maioria dessas bactérias reside em nosso trato gastrointestinal (TGI).

Estima-se que existam no TGI cerca de 100 trilhões de células bacterianas, de 500 espécies diferentes. Dessas, apenas metade pode ser cultivada em laboratório.

Dado esses números, não é surpresa que esses micro-organismos estejam envolvidos em quase todas as desordens humanas, incluindo obesidade, câncer e aterosclerose.

Pesquisadores da Northeastern University, EUA, conseguiram isolar uma nova espécie de bactéria do TGI que não tinha sido isolada antes, chamada de Flavonifractor sp. (KLE1738). Os resultados da pesquisa foram anunciados na reunião anual da American Society for Microbiology, em Boston, em junho de 2016.

Eles descobriram também que essa bactéria depende do fator de crescimento ácido gama-aminobutírico (GABA) para sobreviver.

O GABA é o principal neurotransmissor inibidor do sistema nervoso central de mamíferos, e seus níveis diminuídos estão associados a depressão e ansiedade.

A pesquisa

Muitos membros do microbioma intestinal são capazes de produzir grandes quantidades de GABA.

Pesquisas anteriores mostraram que muitas bactérias que não eram cultivadas in vitro dependiam de fatores de crescimento produzidos por outras bactérias vizinhas.

Sabendo disso, o grupo usou uma técnica de co-cultivo para o crescimento dessas bactérias de amostras fecais humanas.

A espécie Flavonifractor sp. necessitava da presença de outras bactérias como Bacteroides fragilis e Dorea longicatena para seu crescimento.

Após o isolamento do sobrenadante de B. fragilis, o neurotransmissor GABA foi identificado como o fator de crescimento para Flavonifractor sp.

Outro resultado interessante foi que, após a análise genômica de Flavonifractor sp. e o achado de que seu mapa metabólico é focado no consumo de um único nutriente, GABA, os pesquisadores utilizaram a nova espécie como um teste e descobriram que várias bactérias intestinais são produtoras de GABA.

Além disso, o grupo modificou a espécie E. coli Nissle 1917, utilizada em todo o mundo como probiótico, para produzir GABA. Modulando os níveis desse neurotransmissor, eles acham que é possível desenvolver terapias baseadas no microbioma para tratar desordens mentais.

As perguntas que eles vão tentar responder agora são:

  • Essas bactérias influenciam no humor/comportamento?
  • Quais bactérias (e metabólitos bacterianos) estão associadas à depressão e ansiedade?
  • É possível achar bactérias antidepressivas e ansiolíticas, para usar como medicamentos?

Fonte: northeastern.edu | Imagem: Centers for Disease Control and Prevention


Pesquisadores utilizam anticorpos na terapia do HIV

HIV atacando Linfócito T

O desenvolvimento da terapia antirretroviral transformou o tratamento da infecção pelo HIV. O que antes era uma sentença de morte agora é uma condição crônica com a qual as pessoas podem viver por décadas.

Porém, existem algumas desvantagens nessa terapia. Há efeitos colaterais, incluindo problemas renais, diminuição da densidade óssea e problemas gastrointestinais. E se a pessoa descontinuar o tratamento, ou mesmo perder algumas doses, os níveis do vírus no corpo podem aumentar rapidamente.


Você pode ouvir essa notícia no Biomedcast (Biomed Express #4): biomedcast.com/e4


Pesquisadores da Rockefeller University, EUA, estão desenvolvendo um novo tipo de tratamento com uma droga baseada em anticorpos que pode fornecer uma melhor estratégia a longo prazo no controle do HIV. Os resultados das pesquisas foram publicados numa série de artigos nos periódicos Nature e Science.

Neutralizando um vírus mortal

O nome da molécula utilizada na pesquisa é 3BNC117, um anticorpo de ampla neutralização (em inglês bNAbs, de "broadly neutralizing antibodies"), pois tem a habilidade de combater uma grande variedade de cepas do HIV.

Ele foi isolado há vários anos, de um paciente HIV positivo cujo sistema imune tinha uma habilidade excepcional de neutralizar a viremia, através do bloqueio da infecção e da destruição dos linfócitos T CD4. Os alvos do anticorpo são vários sítios da proteína gp160, do envelope do HIV-1, onde o linfócito T CD4 se liga.

Estudos iniciais mostraram que o 3BNC117 pode neutralizar mais de 80% das cepas de HIV encontradas no mundo.

Estudo Clínico - Fase I

Esse estudo incluiu 15 pacientes que tinham altos níveis do vírus no sangue e outros 12 cuja viremia estava sendo controlada com antirretrovirais. Eles foram infundidos com uma única dose do anticorpo e houve monitoração por seis meses.

Desses 15 pacientes, 14 estavam produzindo novos anticorpos que eram capazes que neutralizar diferentes cepas de HIV. No grupo controle, não foi observada mudança na atividade neutralizante.

Geralmente, o desenvolvimento de uma ampla neutralização sorológica durante a infecção pelo HIV-1 ocorre vários anos após a infecção.

O estudo evidenciou que uma única dose do anticorpo estimula o sistema imune do paciente, fazendo com que sejam produzidos novos e melhores anticorpos contra o HIV-1.

Estudo Clínico - Fase II

Já em um estudo clínico Fase II, 13 pacientes HIV-1 positivos, sabidamente sensíveis ao 3BNC117, interromperam o tratamento antirretroviral para participar da pesquisa, o que é eticamente delicado pois eles substituíram uma terapia que funciona por outra ainda em pesquisa.

Na maioria desses indivíduos, depois de um tempo de tratamento (de 5 a 9 semanas), foi observado um aumento da resistência ao anticorpo, com elevação dos níveis de vírus, indicando escape. Porém, 30% dos pacientes continuaram suprimidos (com carga viral baixa) até que a concentração do anticorpo ficasse menor que 20 μg/mL.

Os pesquisadores concluíram que a administração do anticorpo exerce forte pressão seletiva no HIV-1 em pacientes que interromperam o tratamento antirretroviral. Eles também especulam que é necessário a combinação de alguns anticorpos neutralizantes diferentes para manter a supressão do vírus nesses pacientes, como é feito na terapia antirretroviral atual, onde são combinadas várias drogas.

Artigos

Caskey, M. et al. Viraemia suppressed in HIV-1-infected humans by broadly neutralizing antibody 3BNC117. Nature, 2015.

Scheid, JF. et al. HIV-1 antibody 3BNC117 suppresses viral rebound in humans during treatment interruption. Nature, 2016.

T. Schoofs et al. HIV-1 therapy with monoclonal antibody 3BNC117 elicits host immune responses against HIV-1. Science, 2016.

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Fonte: newswire.rockefeller.edu | Imagem: National Institutes of Health


Resumão sobre Micologia. Universo microscópico: Fungos

Micologia

A micologia é uma área da microbiologia que nem todos gostam. Mas, apesar de muitas vezes não darmos a devida atenção, ela é muito importante.

Conheça um pouco mais sobre as características gerais dos fungos e o que os diferencia dos demais seres vivos, como as plantas e bactérias.

Se um fungo for corado pela coloração de Gram, como ele ficaria? E por quê? Ouvindo o cast você irá descobrir.

Conheça os principais fungos de importância médica e os fungos perigosos.

Saiba mais sobre o tratamento antifúngico e um pouco da pesquisa de doutorado do nosso convidado ilustríssimo, o biomédico micologista Antônio Evangelista (Tony).

E para finalizar, falamos sobre fungos famosos, curiosidades e fungos que usamos no dia a dia para produzir alimentos, como cerveja, queijo e pão.

Não é todo dia que você tem uma aula de micologia desse jeito. Ouça o Biomedcast #36 – Universo microscópico – Fungos!

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Ouça também:

O Universo Microscópico: Bactérias

O Universo Microscópico: Vírus



4 vagas para biomédico no concurso dos Hospitais Universitários da UFPA (2016)

HUBF-UFPA e HUJBB-UFPA

O Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, no uso de suas atribuições legais, torna pública a realização de Concurso Público para a contratação do quadro de pessoal, visando ao preenchimento de vagas em empregos da Área Assistencial, com lotação no COMPLEXO HOSPITALAR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ, CONSTITUÍDO PELO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA – HUBF-UFPA E PELO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO – HUJBB – UFPA.

Requisitos

Diploma, devidamente registrado, de curso de graduação em Biomedicina, fornecido por instituição de ensino superior, reconhecido pelo Ministério da Educação; e registro profissional no Conselho Regional de Biomedicina.

Quantidade

4 vagas.

Carga horária

40 horas semanais.

Remuneração

R$ 5.409,79 mensais.

Período de inscrição

Até 01 de agosto de 2016.

Taxa

R$ 80,00, nível superior.

Banca organizadora

Instituto AOCP.

Link para o edital


Como diferenciar uma hifa de uma pseudo-hifa

Hifa x Pseudo-hifa

Alguns fungos podem ter vários tipos de esporos assexuais morfologicamente diferentes. Assim, o talo de alguns fungos pode reversivelmente mudar de levedura, para pseudo-hifas e para hifas sob condições ambientais específicas.

Essas formas são independentes umas das outras e apresentam características específicas de desenvolvimento.

Hifa

As hifas são estruturas tubulares. O citoplasma é cercado por uma parede rígida que separa o fungo, fisicamente e funcionalmente, do meio externo.

Na maioria dos casos, a hifa é divida em compartimentos. A parede que a divide é chamado septo. O septo é incompleto nos estágios iniciais da vida de uma hifa.

Hifa verdadeira

O alongamento da hifa acontece no ápice. A região da ponta se estende enquanto o citoesqueleto distribui vesículas contendo materiais e enzimas para a dissolução da velha e construção da nova parede no ápice.

Pseudo-hifa

De acordo com o dicionário, o prefixo pseudo- significa: de teor falso; cujo conteúdo não corresponde à realidade. Sendo assim, uma pseudo-hifa (nova grafia após acordo ortográfico), quando vista ao microscópio, pode ser muito semelhante a uma hifa e causar confusão.

Uma pseudo-hifa é definida como uma série de leveduras alongadas unidas entre si, que tem constrições nos sítios septais. Ou seja, após o brotamento, as leveduras não se separam, alongando-se e ficando com o aspecto semelhante às hifas.

Uma colônia de pseudo-hifas pode ser chamada de pseudomicélio. A extensão de alongamento das células pode variar consideravelmente, dependendo das condições de crescimento.

Pseudo-hifa

Todas as pseudo-hifas compartilham algumas propriedades, como divisões celulares sincronizadas, o que as distinguem das hifas verdadeiras.

Uma grande variedade de espécies de fungos formam pseudo-hifas, incluindo as espécies mais patogênicas de Candida e muitos fungos pleomórficos que exibem transições entre as formas de crescimento filamentosa e unicelular.

Critério de diferenciação

O critério para a diferenciação entre hifa verdadeira e pseudo-hifa está na observação da formação do tubo germinativo (hifa verdadeira).

A partir da célula leveduriforme, na formação da hifa verdadeira não há a constrição entre a célula-mãe e o filamento, já pseudo-hifas possuem a constrição entre a célula-mãe e o comprimento do filamento.

Hifa, pseudo-hifa e levedura

 

Referências

Barbedo, LS; Sgarbi, DBG. Candidíase. DST - J bras Doenças Sex Transm, 2010.

Bastidas, RJ; Heitman, J. Trimorphic stepping stones pave the way to fungal virulence. PNAS, 2009.

Wightman et al. In Candida albicans, the Nim1 kinases Gin4 and Hsl1 negatively regulate pseudohypha formation and Gin4 also controls septin organization. JBC, 2004.

Veses, V; Gow, NA. Pseudohypha budding patterns of Candida albicans. Med Mycol, 2009.