20 de novembro – Dia do Biomédico


O que é a Síndrome Metabólica

De acordo com a Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, a Síndrome Metabólica (SM) é caracterizada por um conjunto de fatores de riscos que se manifestam em um indivíduo e que aumentam a chance de desenvolver doenças cardiovasculares, derrames e doenças crônicas.

A SM tem como base inicial a resistência insulínica que cursam com diversas alterações metabólicas, devido a fatores genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A combinação de três ou mais dos seguintes componentes leva ao desenvolvimento da SM, que são:

  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Diabetes Mellitus tipo 2 ou com histórico de diabetes na família;
  • Hiperglicemia;
  • Hipertrigliceridemia;
  • HDL abaixo de 40 mg/dL;
  • Hipertensão Arterial Sistêmica;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Consumo de álcool;
  • Estresse.

O impacto destes fatores de risco indica uma maior taxa de mortalidade a partir dos 40 anos de idade.

Como complicações da síndrome metabólica podem citar a esteatose hepática, hepatopatias não alcoólicas, estado pró-inflamatório e pró-trombótico, e o surgimento da aterosclerose que pode desencadear o infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral.

Em 1980, Reaven observou que hipertensão, hiperglicemia e alterações no colesterol estavam associadas com a obesidade e a resistência insulínica, anos depois confirmou a associação com doenças cardiovasculares.

A partir disso começaram os estudos mais aprofundados, e hoje se sabe que a SM está relacionada com uma mortalidade 2 a 3 vezes maior por causas cardiovasculares do que indivíduos que não têm a doença. A prevalência de vários fatores de risco tem aumentado na população brasileira, particularmente em crianças e adolescentes, pois vários estudos realizados mostram que 60% das crianças e adolescentes estão com excesso de peso.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente no Brasil estima-se que 1 a 4 pessoas sofrem de SM, e que 2,3 bilhões de adultos apresentam sobrepeso, estima-se também que até 2025 terá 700 milhões de obesos, tudo isso devido às alterações nos hábitos alimentares e a adoção de um estilo de vida sedentário, contribuindo para a epidemia de doenças como a obesidade, o diabetes mellitus e a hipertensão arterial, condições que por sua vez cursam com alterações lipídicas, hipercoagulabilidade, levando a um risco aumentado de doença cardiovascular, e isso têm se tornado importante problema de saúde pública mundial.

Sendo assim, a obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemia são conhecidos por vários autores como o “quarteto mortal”. Portanto, o diagnóstico da SM é realizado através de exames laboratoriais e clínicos do paciente, entre eles:

  • Glicemia de jejum, teste de tolerância oral à glicose (TOTG);
  • Dosagem do HDL - colesterol, LDL, VLDL, triglicérides e colesterol total;
  • A dosagem de creatinina, ácido úrico, microalbuminúria, e o eletrocardiograma são outros exames complementares que podem ser solicitados.

A avaliação do histórico pessoal, o uso de medicamentos, medida do IMC e da circunferência abdominal, aferição da pressão arterial são indispensáveis no diagnóstico.

Como forma de prevenção é indicado a prática diária de exercícios físicos com duração mínima de 30 minutos, perda de peso, dieta balanceada, redução da ingestão de açúcar e sódio, e pode ainda ser necessário o uso de medicamentos prescritos pelo médico para tratamento dos fatores de risco envolvidos.

Portanto, se você se identificou com alguns dos fatores descritos no decorrer dessa publicação, procure seu médico para fazer uma avaliação.

Autora do Texto: Fernanda Mota – Acadêmica do 8º Período de Biomedicina da PUC GOIÁS e Diretora de Marketing da LABIC sob orientação do Profº Orientador: Amarildo Lemos.

Referências
  1. Carvalho M.H.C.. I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 84, Suplemento I, Abril 2005:1-28;
  2. Souza M. et al. Marcadores laboratoriais da síndrome metabólica em pacientes atendidos em um hospital universitário do recife. Ciências Biológicas e de Saúde Unit | Facipe | v. 3 | n. 1 | p. 95-106 | Junho 2017;
  3. Kauane, M. et al. Identificação de fatores de risco para o desenvolvimento de síndrome metabólica e doença cardiovascular em estudantes universitários. Cadernos da Escola de Saúde, Curitiba, v 2: 50-62.2013;
  4. Xavier H. T et al. V diretriz brasileira de dislipidemias e prevenção da aterosclerose. Sociedade Brasileira de Cardiologia • ISSN-0066-782X • Volume 101, Nº 4, Supl. 1, Outubro 2013;
  5. www.endocrino.org.br/sindrome-metabolica;
  6. www.einstein.br – Hospital Israelita A. Einstein.



Participe do projeto: Mapeamento Eletrônico das Parasitoses no Brasil

O Mapeamento Eletrônico das Parasitoses no Brasil (e-MAP) é um estudo epidemiológico retrospectivo multicêntrico que pretende atualizar a prevalência e a geolocalização das parasitoses no Brasil, com base nos resultados de exames parasitológicos realizados de 2015 a 2018 por laboratórios públicos e privados distribuídos em todos os estados brasileiros.

Para o recrutamento e a seleção (inclusão ou exclusão) dos laboratórios participantes serão utilizadas ferramentas digitais, como: aplicativos multi-plataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones ou computadores (WhatsApp e Telegram), mídias sociais (Facebook) e outros meios eletrônicos (e-mail e sítios eletrônicos de Sociedades Científicas parceiras).

O Brasil é um país endêmico para diversas doenças parasitárias. Dessa forma, diante dos inúmeros cortes no orçamento da ciência/saúde nos últimos anos, resolvemos criar uma estratégia alternativa, através de uma metodologia inovadora (ferramentas digitais) para continuarmos em busca de uma melhor qualidade de vida para as pessoas residentes em áreas endêmicas do nosso país. Os dados gerados com esta pesquisa terão relevância epidemiológica nacional e internacional, em virtude da globalização. Estudos com este desenho experimental são relevantes e destacam a importância das Análises Clínicas em todos os níveis da atenção à saúde.


Clique no link para participar:

http://goo.gl/forms/jgY11UNJLDpD6dU82


A primeira etapa do projeto consiste na aplicação de um formulário simples, disponibilizado pelas ferramentas digitais já citadas, com o objetivo de identificar laboratórios que realizam exames parasitológicos e que teriam interesse em participar da pesquisa (laboratórios candidatos). Dependendo do número de laboratórios cadastrados, o projeto seguirá para a segunda etapa, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos.

Na segunda etapa, após assinatura de “Termo de Declaração de Uso Específico dos Dados Coletados” e de Termo de Compromisso para Utilização de Dados de Arquivos” entre pesquisadores e laboratórios cadastrados, os dados referentes aos exames parasitológicos serão disponibilizados aos pesquisadores, por meio digital para análise dos resultados. Por meio desta análise, teremos condições de mapear todas as regiões do Brasil no período de 2015 a 2018 para a maioria das doenças parasitárias, identificando e caracterizando as principais áreas e comunidades afetadas. Esse mapeamento será disponibilizado para os órgãos públicos competentes central e regionais e servirá como uma base de evidência para o auxiliamento na adoção de estratégias de intervenção para o controle e eliminação destas doenças. A meta deste estudo será cadastrar e coletar dados de 500 laboratórios públicos e privados dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal.

Pesquisadores:

A pesquisa será liderada por 4 profissionais envolvidos com a área de Análises Clínicas e Parasitologia:

- Dra. Camila Henriques Coelho Biomédica (Universidade de Uberaba), Mestre em Ciências (USP), MBA em Gestão Acadêmica e Universitária – CONSAE, Doutora em Ciências Farmacêuticas (UFMG). Pós- doutoramento no Departamento de Biologia da Georgetown University. Atuou com docente na Faculdade Finom (Microbiologia), na FAMINAS (Parasitologia), na UFOP (Bacteriologia). Residente pós-doutoral do Laboratory of Malaria Immunology and Vaccinology (National Institute of Allergy and Infectious Diseases - NIH, Estados Unidos). Consultora da empresa PG-BIOTEC Pesquisas Científica LTDA.

- Especialista, Helder Cavalcante Fortes Farmacêutico (UFMT), Especialista em Citologia Clínica (ISMD), Proprietário e Gestor de Laboratório de Análises Clínicas, Fundador dos grupos de discussão científica através de plataformas digitais – Grupos ACB – Análises Clínicas do Brasil.

- Dra. Mauren Isfer Anghebem Farmacêutica (PUC-PR), Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas (UTP), Especialista em Citologia Cérvico-Vaginal (SBAC), Mestre e Doutora em Ciências Farmacêuticas com ênfase em Análises Clínicas (UFPR). Docente da Escola de Ciências da Vida (Farmácia e Medicina) da PUC-PR e docente do Departamento de Análises Clínicas da UFPR. Conselheira no CRF-PR e membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC).

- Dr. Pedro Henrique Gazzinelli Guimaraes Biomédico (FCS-FUMEC), Mestre e Doutor em Parasitologia (ICB-UFMG). Foi consultor do programa Schistosomiasis Control Initiative (SCI) da Imperial College - Londres, UK e Supervisor do projeto Schistosomiasis Consortium for Operational Research and Evaluation (SCORE) em Moçambique, gerido pela University of Georgia em Athens - Estados Unidos. Atualmente é residente pós-doutoral do National Institute of Allergy and Infectious Diseases - NIH, Estados Unidos. Diretor da empresa PG-BIOTEC Pesquisa Científica LTDA.


Clique no link para participar:

http://goo.gl/forms/jgY11UNJLDpD6dU82


V Simpósio Acadêmico de Biomedicina da UFMG

Chega à quinta edição o Simpósio Acadêmico de Biomedicina da UFMG!

Esse ano há várias novidades, a começar pelo sistema de inscrições que está mais seguro e contará com mais opções de pagamento!

A programação está imperdível e conta com minicursos espetaculares, como exemplo:

  • Nutracêuticos e Dermoformulações no auxílio de procedimentos estéticos - Dr. Philippe Saldanha (NEPUGA) 
  • Medicina Nuclear e aplicações – Livia Pedrosa Moura e Thalison Costa Neves (UNA, PUC e Nuclear Medcenter)
  • Anatomia Patológica - Rosicleia Freitas (Instituto Mário Penna)
  • Gestão Laboratorial - Denise Sousa (Hospital Risoleta Tolentino Neves) 

Acesse o link de ingressos para ter todas as informações sobre inscrições e programação e ainda nossa página do evento no facebook.

https://www.sympla.com.br/v-simposio-academico-de-biomedicina-da-ufmg__165850

www.facebook.com/cabm.ufmg


Confira o valor da anuidade dos conselhos para 2018

A resolução nº 279 do conselho federal vem fixar os valores das anuidades - pessoa física e jurídica - para o ano de 2018.

O valor da anuidade para Biomédicos (pessoa física) é R$497,00 e tem vencimento em 30 de março de 2018. O valor para pessoa jurídica depende do capital social registrado.

Pagamento

Há várias opções de pagamento:

  • Até 31/01/2018 em parcela única, com desconto de 10%;
  • Até 28/02/2018 em parcela única, com desconto de 5%;
  • Até 30/03/2018, em parcela única, sem desconto;

A anuidade também poderá ser quitada em até cinco parcelas, sem descontos, com vencimentos em 31/01, 28/02, 30/03, 30/04 e 31/05/18.

O profissional Biomédico, a partir da colação de grau no primeiro ano de sua inscrição terá 50% de desconto na anuidade e, a partir do segundo 2º (segundo) ano de inscrição sua anuidade será aquela atribuída pelo Conselho Regional de Biomedicina.

Aumento

Em 2017 o valor da anuidade foi de R$ 490,00 para Biomédicos (pessoa física). Houve aumento de R$ 7,00.

Confira no gráfico abaixo a evolução dos valores das anuidades, de 2008 até o presente ano.

Resolução CFBM nº 279, DOU de 27/10/2017


Estudantes de biomedicina criam a Liga Acadêmica de Análises Clínicas - Hospital da Cruz Vermelha (LAAC/HCV)

A Liga Acadêmica de Análises Clínicas - Hospital da Cruz Vermelha (LAAC/HCV) é uma associação civil e científica, sem fins lucrativos e com duração indeterminada. A LAAC foi fundada por acadêmicos do curso de Biomedicina de Curitiba em parceria com o laboratório do Hospital da Cruz Vermelha com o objetivo de aproximar os ligantes com a área e aprofundar os conhecimentos de forma teórica e prática.

A LAAC vem com a proposta fincada nos 3 fundamentos que regem todos os encontros: interdisciplinaridade, extensão e pesquisa. Com isso, através de palestras, discussões de casos clínicos, produção de artigos científicos, seminários e visitas técnicas, foi formada uma estrutura de aprendizado complementar. Assim, o estudante passa a ter contato com o profissional desde cedo, tendo acesso e tomando um conhecimento que muitas vezes está distante em sala.

Os temas abordados durante os encontros lidam com o que se encontra no dia-a-dia de um laboratório de Análises Clínicas, desde Controle de Qualidade, Biossegurança, Hematologia, Imunologia, Bioquímica, Uroanálise, Parasitologia, Microbiologia, Toxicologia entre outros. Os profissionais convidados a palestrar trazem a realidade da rotina laboratorial, mostrando os desafios enfrentados diariamente.

Por não ter ligação com qualquer instituição de ensino, a LAAC recebe integrantes de quaisquer cursos da área da saúde que tenham interesse na área de Análises Clínicas e independente da instituição de ensino. Dessa forma, acreditamos dar mais acesso aos acadêmicos para que possam dividir e compartilhar conhecimento e informação, trazendo o pilar da interdisciplinaridade de modo que todos possamos nos desenvolver e aprimorar de formar a nos tornarmos profissionais cada vez melhores.

Além disso, a Liga vem com a intenção de fugir dos métodos educacionais padrões, o acadêmico passa a ter liberdade de trazer temas que acha pertinentes a serem discutidos, visto que é um projeto de alunos para alunos que buscam ainda mais conhecimento. Com isso, muitas vezes a palavra deixa de ser do palestrante e passa a ser do acadêmico, o qual é responsável por trazer e apresentar algo novo a ser debatido, seja uma atualização em metodologia e protocolos laboratoriais como artigos ou projetos voltados para análises clínicas.

Os encontros ocorrem quinzenalmente aos sábados no Hospital da Cruz Vermelha em Curitiba. Atualmente a LAAC/HCV conta com 15 membros e a seleção para novos ligantes acontece anualmente, a próxima seleção está programada para Fevereiro de 2018.

Para saber mais sobre a Liga e receber informações sobre seleção de novos ligantes e eventos, curta e siga a página no Facebook: facebook.com/LAACHCV.Curitiba

E-mail para contato: laachcv@gmail.com

Informações por Nicole Cantarin do Rosário, Acadêmica de Biomedicina da Universidade Positivo


Os 15 melhores cursos de biomedicina de 2017 segundo o Ranking Universitário Folha

O RUF (Ranking Universitário Folha) é uma avaliação anual do ensino superior do Brasil feita pela Folha desde 2012. Na edição de 2017 há dois produtos principais: o ranking de universidades e os rankings de cursos.

No ranking de universidades estão classificadas as 195 universidades brasileiras, públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado.

Os dados que compõem os indicadores de avaliação do RUF são coletados por uma equipe da Folha nas bases do Censo da Educação Superior Inep-MEC (2015), Enade (2013, 2014 e 2015), SciELO (2013 e 2014), Web of Science (2013, 2014 e 2015), Inpi (2006-2015), Capes, CNPq e fundações estaduais de fomento à ciência (2015) e em duas pesquisas nacionais do Datafolha.

Confira os 15 melhores cursos de biomedicina do Brasil em 2017:

  1. Universidade de São Paulo (USP)
  2. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP)
  3. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
  4. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  5. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  6. Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  7. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  8. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  9. Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  10. Universidade Federal do Pará (UFPA)
  11. Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  12. Universidade Paulista (UNIP)
  13. Universidade Federal Fluminense (UFF)
  14. Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
  15. Universidade Federal de Goiás (UFG)
Seu curso não está entre os 15? Clique no link a seguir e veja em que posição ele ficou ruf.folha.uol.com.br/2017/ranking-de-cursos/biomedicina (você pode filtrar por estado e cidade, e também se a instituição é publica ou privada).

III Simpósio de Biomedicina do Oeste Paulista

A Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE realizará em Presidente Prudente, SP, o Simpósio de Biomedicina do Oeste Paulista, Jornada de Iniciação Científica e Encontro de Egressos, no período de 20 a 26 de Novembro em 2017.

Neste evento, pretende-se reunir mais uma vez, grande número de estudantes, professores e profissionais das diversas áreas da saúde do Estado de São Paulo e demais Estados da Federação. O programa foi cuidadosamente elaborado, de modo a proporcionar aos participantes novas e diferentes visões, perspectivas sobre diversas vertentes da área biológica. Para isso, serão realizadas palestras e minicurso na área biomédica, além das comunicações orais e apresentação de painéis com resultados de trabalhos realizados.

O Simpósio de Biomedicina do Oeste Paulista será uma excelente oportunidade para reencontrar amigos, conhecer outros estudantes e profissionais, e tomar conhecimento de diferentes opiniões e perspectivas científicas e profissionais.

O evento será realizado no Campi I da UNOESTE, localizado na Avenida José Bongiovani, 700, nas proximidades do Hospital Regional. As palestras serão ministradas no Teatro César Cava.

Veja no site os detalhes da localização e as opções de transporte, hospedagem e alimentação.

A área científica tem sido aprimorada ao longo dos anos em suas mais variadas vertentes. A atualização no diagnóstico, pesquisa e no ensino da saúde passou a ser uma necessidade e um objetivo a ser alcançado. Diante dessa realidade clínico-científica, o Simpósio de Biomedicina do Oeste Paulista tem como tema “O Biomédico na atualidade”.

  • Atualização e aprimoramento dos acadêmicos que, prestes a trilhar os caminhos profissionais, se preocupam em buscar novos conhecimentos, cada vez de maior qualidade, para ingressarem no mercado de trabalho.
  • Possibilitar a integração entre ensino e serviços de saúde.
  • Divulgação de experiências com foco nas ações integradas de atenção à saúde.
  • Fortalecer a formação dos acadêmicos, a partir da participação em eventos científicos
  • Divulgar as áreas de atuação do Biomédico para estudantes e profissionais das áreas da saúde.

Mais informações

simposiodebiomedicina@hotmail.com

www.unoeste.br/SimposioBiomedicina


Pesquisa de biomédico ganha o Prêmio Tese Destaque USP 2017

Biomédico Raphael Sanches Peres. Foto: divulgação/Jornal da USP

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações do corpo, provocando inchaço e dor, podendo ainda levar à erosão dos ossos e deformidades nas articulações.

A pesquisa do biomédico Raphael Sanches Peres mostra que os baixos níveis da enzima CD39 em células T reguladoras (Treg) reduzem as chances de deter a inflamação, prejudicando a resposta à terapia contra a doença.

Segundo Peres, na artrite reumatoide, as células Treg tem sua função comprometida, tornando-se incapazes de controlar a inflamação. Ele afirma que esse é um dos fatores cruciais para o surgimento da doença, e por isso a manipulação de células Treg tem sido apontada como um possível caminho para novos tratamentos.

O estudo propõe que pacientes com diagnóstico recente de artrite reumatoide, que não foram tratados ainda, façam um teste laboratorial em centros médicos de referência, com o kit desenvolvido na pesquisa, para determinar o grau de expressão de CD39 em células Treg.

De acordo com Peres, os pacientes que apresentarem uma expressão reduzida de CD39 em células Treg seriam indicados a outras terapias disponíveis, como a administração de agentes biológicos, evitando gastos com tratamentos ineficazes.

O principal medicamento utilizado no tratamento é o metrotexato, porém aproximadamente 40% dos pacientes não respondem ao fármaco, obrigando a adoção de de outras terapias com maior custo.

O kit já foi patenteado e espera-se que nos próximos anos possa estar disponível na prática clínica, acessível a toda a população.

A pesquisa é descrita na tese de doutorado de Peres, A sinalização de TGF-β envolvida na expressão de CD39 em células T reguladoras está associada com a eficácia terapêutica do metrotexato na artrite reumatoide, que recebeu o Prêmio Tese Destaque USP 2017 na área de Ciências Biológicas. O estudo foi orientado pelo professor Fernando de Queiroz Cunha, do Departamento de Farmacologia, e teve co-orientação do professor Paulo Louzada-Júnior, do Departamento de Clínica Médica da FMRP. A pesquisa teve ainda colaboração da Universidade de Glasgow (Reino Unido), por meio do grupo liderado pelo professor Foo Liew.

Leia mais: http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/kit-para-diagnostico-aprimora-o-tratamento-da-artrite-reumatoide/


Discussão sobre os valores de referência para Vitamina D

Valores de Referencia Vitamina D

A Vitamina D é importante no equilíbrio entres os níveis séricos de cálcio e fósforo para um bom funcionamento do metabolismo, principalmente da mineralização óssea. Está envolvida no desenvolvimento do tecido ósseo, sendo essencial durante a infância e adolescência.

Novos estudos mostram que a vitamina D é um importante regulador de processos patogênicos, como doenças autoimunes, cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Além disso, é importante na inibição da proliferação celular e angiogênese, indução da diferenciação celular e promoção da apoptose.

Valores de referência de vitamina D

A avaliação laboratorial da vitamina D é realizada, principalmente, por meio da dosagem sérica do metabólito 25-hidroxivitamina D, também conhecido como 25(OH)D.


Modelo esquemático do metabolismo da vitamina D

Durante o 51º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (CBPCML), o tema foi abordado na conferência “Avaliação crítica dos pontos de corte para Vitamina D”. O palestrante, Jos Wielders, da Holanda, apresentou dados da literatura que corroboram o uso dos limites de corte de 20 ou 30 ng/mL. Apesar de não existir consenso, o conferencista sugeriu que o ideal é manter os níveis entre 30 e 50 ng/mL.

Os valores de vitamina D que grande parte dos laboratórios utiliza em seus laudos são oriundos da literatura internacional.

Valores frequentemente utilizados:

  • – Inferior a 20 ng/mL: Deficiência
  • – 20-29 ng/mL: Insuficiência
  • – Maior ou igual a 30 ng/mL: Suficiência

O Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) informou que os valores de normalidade da 25(OH)D vêm sendo discutidos há algum tempo pelas Sociedades. Esse valor de referência de 30 ng/mL havia sido proposto pela Endocrine Society e a SBEM.

O posicionamento do Departamento é de que:

  • Maior do que 20 ng/mL é o desejável para população geral saudável;
  • Entre 30 e 60 ng/mL é o recomendado para grupos de risco como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, raquitismos, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e renal crônica e pré-bariátricos;
  • Entre 10 e 20 ng/mL é considerado baixo com risco de aumentar remodelação óssea e, com isso, perda de massa óssea, além do risco de osteoporose e fraturas;
  • Menor do que 10 ng/mL muito baixa e com risco de evoluir com defeito na mineralização óssea, que é a osteomalácia, e raquitismo.

Os pacientes, nestes casos, apresentam dor óssea, fraqueza muscular e podem ter fraturas; e acima de 100 ng/mL é considerado elevado com risco de hipercalcemia e intoxicação.

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) esclarece que a responsabilidade sobre valores de referência é de cada laboratório. Existem diferentes fontes para aplicação dos valores de referência para cada tipo de exame. As formas mais comuns para esta definição são: bulas reagentes (validadas), estudos científicos de literatura (nacional e internacional) e criação dos valores pelo próprio laboratório (com critérios definidos pelo laboratório).

A SBPC/ML, como sociedade científica, não define valores para os laboratórios. A SBPC/ML discute os diferentes temas, publica documentos como recomendações e artigos científicos. Os laboratórios devem reportar os valores que julgarem mais adequados.

SBPC/ML e SBEM