Biomédicos são eleitos membros da Academia Brasileira de Ciências

ABC

A Academia Brasileira de Ciências (ABC), fundada em 1916, é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos, que atua como sociedade científica honorífica e contribui para o estudo de temas de primeira importância para a sociedade, visando dar subsídios científicos para a formulação de políticas públicas. Seu foco é o desenvolvimento científico do país, a interação entre os cientistas brasileiros e destes com pesquisadores de outras nações.

A ABC recebe contribuições de seus membros individuais e corporativos e apoio financeiro de agências governamentais. Com um quadro atual de pouco mais de 700 membros no total, a Academia Brasileira de Ciências é uma das mais antigas associações de cientistas no país e reconhecidamente a mais prestigiosa dessas entidades.

Esse mês foi realizada a eleição para membros titulares, correspondentes e afiliados da ABC, que serão empossados em 2018.

Dentre os membros afiliados, foram eleitos quatro biomédicos. Confira quem são:

Alexander Birbrair

É professor adjunto do Departamento de Patologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Possui graduação em Biomedicina pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) (2005-2009), doutorado em Neurociência pela Wake Forest University, Carolina do Norte, Estados Unidos (2010-2014) e pós-doutorado em Biologia Celular no Albert Einstein School of Medicine em Nova York, Estados Unidos (2014-2016). Tem experiência na área de Biologia e Genética Molecular, Farmacologia, Fisiologia, Patologia, Biotecnologia e Biologia Celular.

Daniele Barbosa de Almeida Medeiros

Possui graduação em Biomedicina pela Universidade Federal do Pará (2002), mestrado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará (2004) e doutorado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará (2009). Atualmente é pesquisador em saúde pública do Instituto Evandro Chagas. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Caracterização molecular de Arbovírus, hantavírus e vírus da Raiva; Estudo de epidemiologia molecular de Arbovírus, hantavírus e vírus da Raiva; desenvolvimento de testes laboratoriais para o diagnósticos de arbovírus e hantavírus; desenvolvimento de vacina contra o vírus Zika.

Marcelo Alves da Silva Mori

Possui graduação em Ciências Biológicas (Modalidade Médica) pela Universidade Federal de São Paulo (2002). Adquiriu título de doutor em Biologia Molecular pela Universidade Federal de São Paulo (2007), com estágio no instituto Max-Delbrück for Molecular Medicine (Berlim, Alemanha). Pós-doutorado pela Joslin Diabetes Center/Harvard Medical School (Boston, EUA). Em 2011, foi contratado pelo Departamento de Biofísica da Universidade Federal de São Paulo para exercer o cargo de Professor Adjunto e Pesquisador. Em 2016, assumiu cargo de Professor Doutor em Biologia do Envelhecimento no Departamento de Bioquímica e Biologia Tecidual do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Biologia Molecular com ênfase em Metabolismo, atuando principalmente na investigação dos mecanismos moleculares associados à Síndrome Metabólica e ao processo de envelhecimento.

Siomar de Castro Soares

Possui graduação em Biomedicina pela Universidade de Uberaba (2002-2006). Formação complementar em Bioinformática (2007). Mestrado em Genética pela UFMG (2008-2009). Doutorado em Genética pela UFMG (2009-2013) com 1 ano de doutorado sanduíche pelo Center for Biotechnology (CeBiTec) da Universität Bielefeld (2011-2012). Pós-doutorado em Bioinformática pela UFMG (2013-2014). Pesquisador Sênior Bioinformata no Laboratório Oficial Central do Ministério da Pesca e Aquicultura (2014-2015). Atualmente é Professor do Magistério Superior da Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM (2015-Atual), Secretário da regional Sudeste da Sociedade Brasileira de Genética (2017-atual), Coordenador Substituto do curso de graduação em Biomedicina da UFTM (2017-atual) e Coordenador Substituto de Desenvolvimento de Pesquisa e Tecnologia da UFTM (2017-atual).

Fonte: http://www.abc.org.br/centenario/?Saiba-quem-sao-os-novos-membros-da-ABC


Meu depoimento após 5 anos como Biomédico

Parece que foi ontem, mas há cinco anos estava começando minha jornada como biomédico.

Depois de compartilhar com vocês como foram meus dois primeiros anos como biomédico, decidi escrever sobre os três últimos anos que se passaram.

Em 2014 estava começando na residência multiprofissional em hematologia e hemoterapia, no Hospital das Clínicas da UFG, em Goiânia.

Foi uma experiência incrível e única. Ao mesmo tempo que você é um estudante de pós-graduação você também já é um profissional, com registro no conselho, responsável pelos seus atos. Não é mais como no estágio da graduação, em que outro profissional respondia por você. E isso nos ajuda a amadurecer profissional e pessoalmente.

Aprendi muito sobre esse mundo incrível da hematologia e da hemoterapia, e também mais sobre análises clínicas, já que o laboratório clínico foi minha “casa” por dois anos. Participei de ambulatórios, discussões de casos clínicos, aulas com outros profissionais da saúde e fiz estágios externos, como no banco de sangue do HC e no hemocentro de Goiás.

Em 2016, após o término da residência, fui convidado pelo prof. Jeff Chandler para coordenar o curso de especialização presencial em hematologia e hemoterapia da Asgard Cursos, aqui em Goiânia.

Aceitei o desafio e fomos elaborando o curso, buscando um bom corpo docente e também estruturando os módulos, estágios e visitas técnicas. Hoje, o curso já está com a primeira turma em andamento e com matrículas abertas para a segunda turma presencial. E ainda vamos lançar em breve o mesmo curso na modalidade EAD.

Ao mesmo tempo, fui buscar uma oportunidade como docente em alguma faculdade de Goiás. Entrei em contato com meus professores da graduação, amigos e conhecidos para tentar conseguir iniciar na docência universitária.

Mandei currículos e mais currículos e, após quatro meses, graças a ajuda da biomédica Drª Milce Costa, coordenadora da biomedicina na época, surgiu uma oportunidade para dar aulas de hematologia e parasitologia na Faculdade Evangélica de Ceres.

Foi uma experiência muito boa. Conhecer os estudantes, compartilhar seu conhecimento e também aprender muito com eles. Como a primeira vez a gente nunca esquece, sempre me lembrarei da minha primeira turma de biomedicina. Espero que eles tenham gostado do mesmo jeito que gostei.

Meus primeiros alunos. Sexto período de biomedicina da FACER

Alguns meses após começar na docência, fui em busca de outro sonho meu. Comecei a buscar possíveis laboratórios para fazer o mestrado. Olhei em vários programas da UFG, até que achei um em que o processo seletivo era por meio de prova de inglês e  conhecimento específico. Busquei no site os professores do programa e fui olhando seus projetos de pesquisa no currículo Lattes.

Gostei dos projetos da minha atual orientadora, que trabalha com a pesquisa de vírus nos pacientes submetidos ao transplante de medula óssea. Mandei e-mail pra ela perguntando se podíamos conversar. Fui ao laboratório dela, e decidi que tentaria a seleção para fazer o mestrado com ela.

Consegui passar na seleção e dei início ao meu mestrado. Trabalho com um vírus recém descoberto chamado Bocavírus Humano. Tive que padronizar toda a técnica de PCR em tempo real quantitativa, que demorou longos nove meses. Mas deu certo e depois analisei minhas amostras. Hoje já estou qualificado e ano que vem defendo minha dissertação.

Não foi fácil conciliar as aulas em Ceres com o mestrado. Acordava seis da manhã e ia dormir por volta de uma da madrugada. Consegui terminar o semestre bem, mas devido a uma série de fatores tive que deixar a faculdade e fiquei só no mestrado e na coordenação da pós por alguns meses.

Até que surgiu um processo seletivo para professor substituto na UFG para as disciplinas de hematologia e líquidos corporais. Decidi tentar, mas sem muitas esperanças. Fui mais pela experiência. Me preparei bastante e fiz o meu melhor, sabendo que os concorrentes eram muitos bons.

Para minha surpresa, e alegria, o resultado saiu e eu tinha passado. Nem acreditei.

Então agora estou dando aula na UFG para biomedicina e farmácia, também terminando meu mestrado e já com o pé no doutorado e também coordenando o curso de pós na Asgard Cursos.

Como estou cheio de atividades, muitas vezes não tenho tempo suficiente para atualizar o blog com frequência, mas vou fazendo ao poucos. Quando comecei o blog era um estudante de biomedicina, com tempo para escrever e pesquisar coisas interessantes para o blog. Atualmente, a correria às vezes não me deixa atualizá-lo, mas não vou parar.

Então é isso. Queria deixar aqui meu depoimento de como está sendo a minha vida profissional depois de formado. Não é fácil, mas se a gente quiser consegue chegar longe. Não desista!


Notícias científicas #1

notícias científicas

Novo tratamento para a neurocisticercose

O tratamento da neurocisticercose, causada pelas larvas de Taenia solium, comumente causa inflamação e convulsões quando o parasito morre no cérebro. Agora pesquisadores reportaram que o pré-tratamento com a droga anti-TNF, chamada Etanercept, é uma estratégia viável para o manejo dessa inflamação após o tratamento.

Siddhartha Mahanty, Miguel A. Orrego, Carla Cangalaya, M. Paz Adrianzen, Gianfranco Arroyo, Juan Calcina, Armando E. Gonzalez, Héctor H. García, Cristina Guerra-Giraldez, Theodore E. Nash. TNF-α blockade suppresses pericystic inflammation following anthelmintic treatment in porcine neurocysticercosis. PLOS Neglected Tropical Diseases, 2017; 11 (11): e0006059 DOI: 10.1371/journal.pntd.0006059


Antibióticos pode reduzir a habilidade das células do sistema imune em matar bactérias

Um novo estudo mostrou que os antibióticos podem reduzir a habilidade das células imunes de camundongos em matar bactérias, e que mudanças bioquímicas no microambiente provocadas diretamente pelo tratamento pode proteger as bactérias patogênicas.

Jason H. Yang, Prerna Bhargava, Douglas McCloskey, Ning Mao, Bernhard O. Palsson, James J. Collins. Antibiotic-Induced Changes to the Host Metabolic Environment Inhibit Drug Efficacy and Alter Immune Function. Cell Host & Microbe, 2017; DOI: 10.1016/j.chom.2017.10.020


Biomarcador para monitorar a atividade da Esclerose Múltipla

O monitoramento dos níveis da cadeia leve de neurofilamento, uma proteína que compõe as células nervosas, pode ser utilizado para predizer a progressão da esclerose múltipla, sendo uma alternativa mais barata do que a ressonância magnética. A proteína pode ser detectada no sangue e também no líquido cefalorraquidiano quando as células nervosas morrem.

Kristin N. Varhaug, Christian Barro, Kjetil Bjørnevik, Kjell-Morten Myhr, Øivind Torkildsen, Stig Wergeland, Laurence A. Bindoff, Jens Kuhle, Christian Vedeler. Neurofilament light chain predicts disease activity in relapsing-remitting MS. Neurology - Neuroimmunology Neuroinflammation, 2017; 5 (1): e422 DOI: 10.1212/NXI.0000000000000422


Estudo não encontra evidência que o gadolínio causa danos neurológicos

O gadolínio é um meio de contraste mais utilizado para melhorar as imagens obtidas por ressonância magnética. Ele é injetado na circulação do paciente e eliminado na urina. Estudos anteriores detectaram o meio de contrate retido em vários órgãos após a realização da ressonância magnética. Agora, pesquisadores não encontraram evidências de que o acúmulo de gadolínio no cérebro acelera a diminuição cognitiva.

Radiological Society of North America. No evidence that gadolinium causes neurologic harm. 2017. (link)


Células modificadas podem beneficiar pacientes do SUS com leucemia

Pesquisadores do Hemocentro de Ribeirão Preto estão desenvolvendo uma plataforma de expansão de células T geneticamente modificadas para tratamento de pacientes com leucemias e linfomas.

Jornal da USP (link).



Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) – Atualização de 2017

LLC

A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é a leucemia mais comum nos países ocidentais, acometendo indivíduos com idade entre 67 e 72 anos, principalmente do sexo masculino.

Definição

A LLC é caracterizada por uma proliferação clonal de linfócitos maduros, tipicamente linfócitos B CD5+, no sangue periférico, medula óssea, linfonodos e baço.

Etiologia

A doença pode ser iniciada pela perda ou adição de pedaços cromossômicos, como a deleção 13q, deleção 11q e trissomia do 12, seguida de mutações adicionais que podem deixar a leucemia mais agressiva.

Frequência das principais mutações associadas à LLC:

  • Deleção 13q: ~55%;
  • Deleção 11q: ~25%;
  • Trissomia do 12: 10-20%;
  • Deleção 17p: 5-8%.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, o diagnóstico da LLC é estabelecido pelo hemograma e imunofenotipagem.

A doença é sempre uma neoplasia de células B, enquanto a anteriormente denominada LLC-T foi reclassificada como Leucemia Prolinfocítica de células T.

O diagnóstico requer a presença de pelo menos 5000 linfócitos/uL no sangue periférico com uma duração de no mínimo 3 meses.

A clonalidade dos linfócitos B precisa ser confirmada pela imunofenotipagem (citometria de fluxo).

Os linfócitos da leucemia são pequenos, com citoplasma escasso e um núcleo denso, sem nucléolo evidente, com cromatina parcialmente agregada.

Essas células podem ser encontradas juntamente com outras atípicas, células clivadas ou prolinfócitos. A presença de grande quantidade de prolinfócitos favorece o diagnóstico de leucemia prolinfocítica B.

Sombras nucleares, ou manchas de Gumprecht, encontradas como restos celulares, são outra característica morfológica da distensão sanguínea na LLC.

Imunofenotipagem

As células da LLC co-expressam o antígeno CD5 de linfócitos T e os antígenos de superfície CD19, CD20 e CD23 de linfócitos B.

Os níveis de imunoglobulina de superfície, CD20 e CD79b, encontram-se menores em comparação aos linfócitos B normais.

Para saber mais sobre os sistemas de estadiamento, prognóstico e terapia para LLC, leia o artigo na íntegra:

Hallek M. Chronic lymphocytic leukemia: 2017 update on diagnosis, risk stratification, and treatment. Am J Hematol. 2017;92:946–965. https://doi.org/10.1002/ajh.24826


7 vagas de estágio para biomedicina no HC-UFG em Goiânia-GO

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), realizará um novo processo seletivo de estagiários. Serão oferecidas dezesseis vagas a estudantes de graduação das áreas de nutrição, engenharia elétrica, biomedicina e farmácia para realizarem estágio curricular não obrigatório no HC.

Vagas

São oferecidas 7 vagas para o laboratório clínico e banco de sangue, sendo:

  • Matutino: 1 vaga para PNE e 4 vagas para ampla concorrência;
  • Vespertino: 2 vagas para ampla concorrência.

Bolsa e Carga horária

O valor das bolsas para o ensino superior será de R$ 520,00 por uma carga horária semanal de 30 horas, além do auxílio transporte de R$ 6,00 por dia.

Requisitos

  • Ser estudante de uma das seguintes instituições: UFG, UEG, PUC Goiás, UNIP, Estácio de Sá, Universo e IFG;
  • Estar cursando do 5º ao 7º Período de biomedicina.

Duração do estágio

A bolsa terá a duração máxima de dois anos, obedecido ao período mínimo de 1 semestre.

Inscrições

De 27 a 29 de novembro de 2017.

Local de entrega da ficha de inscrição: Divisão de Gestão de Pessoas do Hospital das Clínicas/UFG/EBSERH, Primeira Avenida, S/N, Setor Leste Universitário, Goiânia – GO (próximo a Praça Universitária).

Horário de inscrição: 13h às 16h.

Link para o edital


20 de novembro – Dia do Biomédico


O que é a Síndrome Metabólica

De acordo com a Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, a Síndrome Metabólica (SM) é caracterizada por um conjunto de fatores de riscos que se manifestam em um indivíduo e que aumentam a chance de desenvolver doenças cardiovasculares, derrames e doenças crônicas.

A SM tem como base inicial a resistência insulínica que cursam com diversas alterações metabólicas, devido a fatores genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A combinação de três ou mais dos seguintes componentes leva ao desenvolvimento da SM, que são:

  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Diabetes Mellitus tipo 2 ou com histórico de diabetes na família;
  • Hiperglicemia;
  • Hipertrigliceridemia;
  • HDL abaixo de 40 mg/dL;
  • Hipertensão Arterial Sistêmica;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Consumo de álcool;
  • Estresse.

O impacto destes fatores de risco indica uma maior taxa de mortalidade a partir dos 40 anos de idade.

Como complicações da síndrome metabólica podem citar a esteatose hepática, hepatopatias não alcoólicas, estado pró-inflamatório e pró-trombótico, e o surgimento da aterosclerose que pode desencadear o infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral.

Em 1980, Reaven observou que hipertensão, hiperglicemia e alterações no colesterol estavam associadas com a obesidade e a resistência insulínica, anos depois confirmou a associação com doenças cardiovasculares.

A partir disso começaram os estudos mais aprofundados, e hoje se sabe que a SM está relacionada com uma mortalidade 2 a 3 vezes maior por causas cardiovasculares do que indivíduos que não têm a doença. A prevalência de vários fatores de risco tem aumentado na população brasileira, particularmente em crianças e adolescentes, pois vários estudos realizados mostram que 60% das crianças e adolescentes estão com excesso de peso.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente no Brasil estima-se que 1 a 4 pessoas sofrem de SM, e que 2,3 bilhões de adultos apresentam sobrepeso, estima-se também que até 2025 terá 700 milhões de obesos, tudo isso devido às alterações nos hábitos alimentares e a adoção de um estilo de vida sedentário, contribuindo para a epidemia de doenças como a obesidade, o diabetes mellitus e a hipertensão arterial, condições que por sua vez cursam com alterações lipídicas, hipercoagulabilidade, levando a um risco aumentado de doença cardiovascular, e isso têm se tornado importante problema de saúde pública mundial.

Sendo assim, a obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemia são conhecidos por vários autores como o “quarteto mortal”. Portanto, o diagnóstico da SM é realizado através de exames laboratoriais e clínicos do paciente, entre eles:

  • Glicemia de jejum, teste de tolerância oral à glicose (TOTG);
  • Dosagem do HDL - colesterol, LDL, VLDL, triglicérides e colesterol total;
  • A dosagem de creatinina, ácido úrico, microalbuminúria, e o eletrocardiograma são outros exames complementares que podem ser solicitados.

A avaliação do histórico pessoal, o uso de medicamentos, medida do IMC e da circunferência abdominal, aferição da pressão arterial são indispensáveis no diagnóstico.

Como forma de prevenção é indicado a prática diária de exercícios físicos com duração mínima de 30 minutos, perda de peso, dieta balanceada, redução da ingestão de açúcar e sódio, e pode ainda ser necessário o uso de medicamentos prescritos pelo médico para tratamento dos fatores de risco envolvidos.

Portanto, se você se identificou com alguns dos fatores descritos no decorrer dessa publicação, procure seu médico para fazer uma avaliação.

Autora do Texto: Fernanda Mota – Acadêmica do 8º Período de Biomedicina da PUC GOIÁS e Diretora de Marketing da LABIC sob orientação do Profº Orientador: Amarildo Lemos.

Referências
  1. Carvalho M.H.C.. I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 84, Suplemento I, Abril 2005:1-28;
  2. Souza M. et al. Marcadores laboratoriais da síndrome metabólica em pacientes atendidos em um hospital universitário do recife. Ciências Biológicas e de Saúde Unit | Facipe | v. 3 | n. 1 | p. 95-106 | Junho 2017;
  3. Kauane, M. et al. Identificação de fatores de risco para o desenvolvimento de síndrome metabólica e doença cardiovascular em estudantes universitários. Cadernos da Escola de Saúde, Curitiba, v 2: 50-62.2013;
  4. Xavier H. T et al. V diretriz brasileira de dislipidemias e prevenção da aterosclerose. Sociedade Brasileira de Cardiologia • ISSN-0066-782X • Volume 101, Nº 4, Supl. 1, Outubro 2013;
  5. www.endocrino.org.br/sindrome-metabolica;
  6. www.einstein.br – Hospital Israelita A. Einstein.



Participe do projeto: Mapeamento Eletrônico das Parasitoses no Brasil

O Mapeamento Eletrônico das Parasitoses no Brasil (e-MAP) é um estudo epidemiológico retrospectivo multicêntrico que pretende atualizar a prevalência e a geolocalização das parasitoses no Brasil, com base nos resultados de exames parasitológicos realizados de 2015 a 2018 por laboratórios públicos e privados distribuídos em todos os estados brasileiros.

Para o recrutamento e a seleção (inclusão ou exclusão) dos laboratórios participantes serão utilizadas ferramentas digitais, como: aplicativos multi-plataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones ou computadores (WhatsApp e Telegram), mídias sociais (Facebook) e outros meios eletrônicos (e-mail e sítios eletrônicos de Sociedades Científicas parceiras).

O Brasil é um país endêmico para diversas doenças parasitárias. Dessa forma, diante dos inúmeros cortes no orçamento da ciência/saúde nos últimos anos, resolvemos criar uma estratégia alternativa, através de uma metodologia inovadora (ferramentas digitais) para continuarmos em busca de uma melhor qualidade de vida para as pessoas residentes em áreas endêmicas do nosso país. Os dados gerados com esta pesquisa terão relevância epidemiológica nacional e internacional, em virtude da globalização. Estudos com este desenho experimental são relevantes e destacam a importância das Análises Clínicas em todos os níveis da atenção à saúde.


Clique no link para participar:

http://goo.gl/forms/jgY11UNJLDpD6dU82


A primeira etapa do projeto consiste na aplicação de um formulário simples, disponibilizado pelas ferramentas digitais já citadas, com o objetivo de identificar laboratórios que realizam exames parasitológicos e que teriam interesse em participar da pesquisa (laboratórios candidatos). Dependendo do número de laboratórios cadastrados, o projeto seguirá para a segunda etapa, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos.

Na segunda etapa, após assinatura de “Termo de Declaração de Uso Específico dos Dados Coletados” e de Termo de Compromisso para Utilização de Dados de Arquivos” entre pesquisadores e laboratórios cadastrados, os dados referentes aos exames parasitológicos serão disponibilizados aos pesquisadores, por meio digital para análise dos resultados. Por meio desta análise, teremos condições de mapear todas as regiões do Brasil no período de 2015 a 2018 para a maioria das doenças parasitárias, identificando e caracterizando as principais áreas e comunidades afetadas. Esse mapeamento será disponibilizado para os órgãos públicos competentes central e regionais e servirá como uma base de evidência para o auxiliamento na adoção de estratégias de intervenção para o controle e eliminação destas doenças. A meta deste estudo será cadastrar e coletar dados de 500 laboratórios públicos e privados dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal.

Pesquisadores:

A pesquisa será liderada por 4 profissionais envolvidos com a área de Análises Clínicas e Parasitologia:

- Dra. Camila Henriques Coelho Biomédica (Universidade de Uberaba), Mestre em Ciências (USP), MBA em Gestão Acadêmica e Universitária – CONSAE, Doutora em Ciências Farmacêuticas (UFMG). Pós- doutoramento no Departamento de Biologia da Georgetown University. Atuou com docente na Faculdade Finom (Microbiologia), na FAMINAS (Parasitologia), na UFOP (Bacteriologia). Residente pós-doutoral do Laboratory of Malaria Immunology and Vaccinology (National Institute of Allergy and Infectious Diseases - NIH, Estados Unidos). Consultora da empresa PG-BIOTEC Pesquisas Científica LTDA.

- Especialista, Helder Cavalcante Fortes Farmacêutico (UFMT), Especialista em Citologia Clínica (ISMD), Proprietário e Gestor de Laboratório de Análises Clínicas, Fundador dos grupos de discussão científica através de plataformas digitais – Grupos ACB – Análises Clínicas do Brasil.

- Dra. Mauren Isfer Anghebem Farmacêutica (PUC-PR), Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas (UTP), Especialista em Citologia Cérvico-Vaginal (SBAC), Mestre e Doutora em Ciências Farmacêuticas com ênfase em Análises Clínicas (UFPR). Docente da Escola de Ciências da Vida (Farmácia e Medicina) da PUC-PR e docente do Departamento de Análises Clínicas da UFPR. Conselheira no CRF-PR e membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC).

- Dr. Pedro Henrique Gazzinelli Guimaraes Biomédico (FCS-FUMEC), Mestre e Doutor em Parasitologia (ICB-UFMG). Foi consultor do programa Schistosomiasis Control Initiative (SCI) da Imperial College - Londres, UK e Supervisor do projeto Schistosomiasis Consortium for Operational Research and Evaluation (SCORE) em Moçambique, gerido pela University of Georgia em Athens - Estados Unidos. Atualmente é residente pós-doutoral do National Institute of Allergy and Infectious Diseases - NIH, Estados Unidos. Diretor da empresa PG-BIOTEC Pesquisa Científica LTDA.


Clique no link para participar:

http://goo.gl/forms/jgY11UNJLDpD6dU82


V Simpósio Acadêmico de Biomedicina da UFMG

Chega à quinta edição o Simpósio Acadêmico de Biomedicina da UFMG!

Esse ano há várias novidades, a começar pelo sistema de inscrições que está mais seguro e contará com mais opções de pagamento!

A programação está imperdível e conta com minicursos espetaculares, como exemplo:

  • Nutracêuticos e Dermoformulações no auxílio de procedimentos estéticos - Dr. Philippe Saldanha (NEPUGA) 
  • Medicina Nuclear e aplicações – Livia Pedrosa Moura e Thalison Costa Neves (UNA, PUC e Nuclear Medcenter)
  • Anatomia Patológica - Rosicleia Freitas (Instituto Mário Penna)
  • Gestão Laboratorial - Denise Sousa (Hospital Risoleta Tolentino Neves) 

Acesse o link de ingressos para ter todas as informações sobre inscrições e programação e ainda nossa página do evento no facebook.

https://www.sympla.com.br/v-simposio-academico-de-biomedicina-da-ufmg__165850

www.facebook.com/cabm.ufmg


Confira o valor da anuidade dos conselhos para 2018

A resolução nº 279 do conselho federal vem fixar os valores das anuidades - pessoa física e jurídica - para o ano de 2018.

O valor da anuidade para Biomédicos (pessoa física) é R$497,00 e tem vencimento em 30 de março de 2018. O valor para pessoa jurídica depende do capital social registrado.

Pagamento

Há várias opções de pagamento:

  • Até 31/01/2018 em parcela única, com desconto de 10%;
  • Até 28/02/2018 em parcela única, com desconto de 5%;
  • Até 30/03/2018, em parcela única, sem desconto;

A anuidade também poderá ser quitada em até cinco parcelas, sem descontos, com vencimentos em 31/01, 28/02, 30/03, 30/04 e 31/05/18.

O profissional Biomédico, a partir da colação de grau no primeiro ano de sua inscrição terá 50% de desconto na anuidade e, a partir do segundo 2º (segundo) ano de inscrição sua anuidade será aquela atribuída pelo Conselho Regional de Biomedicina.

Aumento

Em 2017 o valor da anuidade foi de R$ 490,00 para Biomédicos (pessoa física). Houve aumento de R$ 7,00.

Confira no gráfico abaixo a evolução dos valores das anuidades, de 2008 até o presente ano.

Resolução CFBM nº 279, DOU de 27/10/2017