Entrevista com a Biomédica Residente Joyce Lima
Anualmente, o Hospital de Amor de Barretos abre duas vagas para biomédicos em sua residência multiprofissional de Atenção ao Câncer.
Por ser uma área bastante chamativa, muitos têm interesse em saber como funciona a seleção dessa residência e como ela funciona.
Por isso, convidei a biomédica Joyce Lima, que está no seu segundo ano de residência lá, para contar para a gente todos os detalhes.
Entrevista com a Biomédica Residente Caroline Gomes

Anualmente, o Instituto de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti - HEMORIO (RJ), abre inscrições para sua residência multiprofissional em Hematologia e Hemoterapia, com duas vagas para biomédico.
Muitos têm curiosidade em saber como essa residência funciona. Por isso, convidei a biomédica residente Caroline Gomes para compartilhar com a gente um pouco da sua experiência nessa residência.
Confira a entrevista:
Como é a Residência em Saúde do Adulto, com o Biomédico Leonardo Francisco
Leonardo Francisco da Silva é Biomédico, habilitado em Análises Clínicas. É especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias e ex-residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) com área de concentração em Saúde do Adulto.
Ela foi considerada uma das 5 vozes mais influentes sobre Covid-19 em 2020

Entrevista com o Biomédico Assessor Comercial Octávio Brito
Entrevista com o Biomédico Neurocientista Luiz Hendrix
Além de fazer Doutorado em Ciência Médicas, com ênfase em Neurociência, Luiz é podcaster no Biomedcast, SciTalk e Mundo Ciência e subdelegado do CRBM-1 na seccional do RJ.
Entrevista sobre Área Comercial da Saúde com o Biomédico Flavio Pacheco

Flavio é Biomédico e Executivo da Área Comercial da Saúde.
Entrevista sobre Pesquisa Clínica com o Biomédico Adriano José de Carvalho

Conte-nos um pouco do seu currículo profissional.
Adriano José: Sou biomédico (CRBM 9098), formado pela Universidade Paulista UNIP (onde fui bolsista do PROUNI). Formei no ano de 2016 e sou pós-graduado em Pesquisa Clínica pela Faculdade de Educação em Ciências da Saúde (FECS) no Hospital Alemão Oswaldo Cruz na cidade de São Paulo – SP.Atualmente sou coordenador de pesquisa na unidade de pesquisa clínica (UPC) do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. Coordeno alguns estudos do serviço de Endocrinologia e Pneumologia.
Entrevista sobre atuação do Analista Clínico no Canadá com Maria Roussakis

Muitas pessoas têm interesse de saber como é a Biomedicina no Canadá. Já falei aqui como atuar como analista clínico e como é o processo de validação de diploma para estrangeiros.
Como estou morando temporariamente em Montréal, Québec, CA, tive a ideia de entrevistar a analista clínica Maria Roussakis para saber mais detalhes sobre a profissão.
Maria Roussakis é graduada pelo programa Medical Laboratory Science da University of Ontario Institute of Technology (UOIT) localizado em Oshawa, Ontario. Atualmente trabalha como analista clínica e está fazendo mestrado em Educação em Ciências da Saúde pela McMaster University.
Lembrando que, no Canadá, o equivalente ao Analista Clínico é o Medical Laboratory Technologist.
A seguir você terá a opção de ler a entrevista em português e inglês.
Entrevista sobre Citopatologia com o Biomédico Adrian Barbosa

Adrian Barbosa da Silveira é biomédico Especialista em Citopatologia Ginecológica, Conselheiro titular no Conselho Estadual de Saúde de Goiás (CES-GO), Membro Sócio da Sociedade Brasileira de Citologia Clínica, Coordenador da Especialização em Citopatologia Ginecológica – INCURSOS, Professor de Citopatologia na PUC-Goiás, Professor-tutor de Citopatologia no CQMed, Professor-tutor na FGV online, Auditor Líder ABNT NBR ISO 9001:2008 (Sistema de Gestão da Qualidade).
Entrevista sobre Análise Ambiental com o Biomédico Prof. Dr. Agenor Jácome
Conte-nos um pouco do seu currículo profissional.
Prof. Dr. Agenor Jácome: sou biomédico, mestre em Biotecnologia e Doutor em Química pela UFPE. Sou professor Adjunto da Asces-UNITA em Caruaru-PE para os cursos de Biomedicina, Farmácia, Nutrição, Saúde Coletiva, Odontologia e Fisioterapia.
Componho o corpo docente do curso de especialização em Microbiologia Laboratorial também da Asces-UNITA, sou coordenador do Programa de Extensão Águas do Agreste, supervisor de estágio da área de análises Bromatológicas para os alunos de Biomedicina da Asces-UNITA no LACEN-PE, Fábrica Vitamassa, São Domingos Indústria de Alimentos (PepsiCo Brasil).
Além disso, sou avaliador Adhoc da Revista Ambiente e Água (Qualis B1), coordenador do Curso de Atualização em Análises Bromatológicas (CAAB/SBAC-PE) e CEO do Laboratório de Análises Ambientais, Água e Alimentos Biotech Soluções Inteligentes.
Por que você escolheu Biomedicina?
Prof. Dr. Agenor Jácome: a Biomedicina apareceu na minha vida ainda no segundo grau. Durante toda a minha vida achei que ia ser Engenheiro Mecânico, mas no primeiro ano do ensino médio fiz um trabalho sobre a clonagem da ovelha Dolly e me apaixonei.
Decidi virar cientista da área de saúde. Sempre gostei de criar e montar coisas e vi que poderia fazer o mesmo na área de saúde.
Teve uma feira de profissões no meu colégio e ali fui apresentado a Biomedicina.
Fiz o vestibular e passei de primeira entrada para começar a profissão que definiria toda a minha vida.
Como e quando foi o seu primeiro contato com a Análise Ambiental?
Prof. Dr. Agenor Jácome: foi num simpósio organizado pelo DA do curso, onde o tema era a qualidade da água e a influência na saúde de pacientes que faziam hemodiálise.
Esse simpósio foi estimulado por uma tragédia que houve em Caruaru 5 anos antes, conhecida como tragédia da hemodiálise.
72 pacientes vieram a óbito ocasionado por uma toxina produzida por uma cianobactéria que havia contaminado a água da clínica.
Esse simpósio mudou não só o rumo da minha profissão como também o resto de minha vida.
Quais são as atribuições do biomédico nessa área?
Prof. Dr. Agenor Jácome: o nosso vasto conhecimento na área de microbiologia, faz do biomédico um profissional muito atrativo para as áreas de análise ambiental e bromatológicas.
A bagagem em Biologia Molecular, Biofísica, Bioquímica, Saúde Coletiva também geram um diferencial em relação a outras profissões.
Nossa maior complementação precisa ser na química (por isso fiz o doutorado em Química Fundamental) para uso nas análises físico-químicas dos alimentos e ambientes.
Essa não é só uma deficiência nos cursos de Biomedicina mas de todos os cursos da área da saúde que se candidatam a esse tipo de atuação profissional (farmácia e nutrição, por exemplo). Todos os alunos de Biomedicina, Farmácia e Nutrição que me procuram interessados em atuar nessa área sempre recebem de mim o conselho de procurar pós graduações que os capacite mais nas análises físico-químicas.
O que é e como foi o processo de criação do Laboratório Biotech?
Prof. Dr. Agenor Jácome: desde 2008, com a criação do Projeto Águas do Agreste, muitos empresários da região me procuraram para socorrê-los em consultorias na área ambiental e de alimentos.
No início fui resistente a abrir um laboratório próprio, pois sempre fui um bom acadêmico, com vários congressos, palestras, publicações e consultorias. Não me via como empresário. Achava que não saberia tocar o negócio já que minha vida toda estava voltada para a área acadêmica.
Vim maturando a ideia ao longo de todos esses anos, ajudei alunos a montarem seus próprios laboratórios. Foi quando em 2016 essa ideia saiu do papel e, junto com uma aluna de excelente desempenho científico e técnico, montamos um laboratório que ia além de uma simples prestação de serviço de análise: o Biotech.
Como seu próprio slogan diz “soluções inteligentes para a sua saúde e de sua empresa”, o Biotech nasceu para colocar no mercado aquilo que estava a nível de revistas científicas. Inovações, soluções, atualizações e servir também de laboratório escola para formar profissionais que estejam interessados na área.
O Biotech é um laboratório composto hoje por biomédicos (em sua grande maioria), químicos, engenheiros químicos, engenheiros ambientais e jornalistas que juntos chegam a soluções inteligentes, rápidas, baratas e modernas além do laudo.
Somos um laboratório de serviços e científico! Um verdadeiro laboratório escola!
Confira também:
Análise ambiental é uma habilitação promissora para o Biomédico
Quais os serviços que o Biotech oferece?
Prof. Dr. Agenor Jácome: hoje o Biotech possui 4 vertentes:
- Análises Ambientais: Análises físico-químicas e microbiológicas da água, de efluentes, superfícies, do ar e de vestimentas profissionais;
- Análises Bromatológicas (alimentos): análises físico-químicas e microbiológicas em alimentos para o cumprimento de legislações como a RDC 12;
- Análises Clínicas: avaliação da microbiota oral de pacientes pré-cirúrgicos em clínicas de odontologia;
- Análises Veterinárias: pesquisa de fungos e bactérias em pets e animais de grande porte no combate a processos inflamatórios.
O Biotech hoje dispõe de setores para cada um desses serviços e está completamente em dia com todas as documentações junto ao CRBM-2, ANVISA, Município, Licença Ambiental, CPRH e bombeiros.
Como está o mercado de trabalho nessa área?
Prof. Dr. Agenor Jácome: esse é um mercado ainda em evolução para o Biomédico. No Biotech temos 2 biomédicos (contando comigo, 3) em nosso quadro de funcionários, além de outros profissionais.
Todos foram ex-alunos que agora são habilitados e atuam na área. Nas indústrias já tenho notícia de ex-alunos que hoje ocupam o quadro de funcionários atuando como coordenadores do laboratório de qualidade e até auditores!
As Vigilâncias Sanitárias Municipais também têm acolhido bem nossos profissionais habilitados.
Outros optaram por se tornarem empresários do ramo abrindo seus próprios laboratórios.
Que dicas você dá para quem quer seguir nessa área?
Prof. Dr. Agenor Jácome: se engaje nos projetos de extensão e pesquisa da sua IES voltados para essa área (mesmo que isso seja em outros cursos, como foi o meu caso).
Se habilite através do estágio em análises bromatológicas e caso sua IES não tenha, procure especializações que possam lhe habilitar.
Faça muitos cursos de atualização pois é uma área que não para de inovar. Cole em e respeite seus professores, eles podem ser a porta para a sua primeira ou definitiva oportunidade de emprego!
Considerações finais
Prof. Dr. Agenor Jácome: sou suspeito para falar sobre analises ambientais e biomedicina.
Sou casado com uma biomédica (também Profª. Dra. Paula Jácome) e no meu lar e na minha vida tudo veio da biomedicina.
Aprendi que a interdisciplinaridade é a chave para grandes negócios e que cada profissional tem um pouquinho para lhe ensinar, portanto respeite as diferenças, tendo-os como colegas e não concorrentes.
Tive orientadores farmacêuticos, nutricionistas, físicos, médicos, químicos e biólogos e cada um trouxe um pedaço de quem eu sou hoje.
Sou eternamente grato a todos eles. O Biomédico é o profissional capaz de unir cada peça desse mosaico e construir um novo futuro!
Contato: www.biotechsolucoes.com
Entrevistei uma Biomédica especialista em Análises Clínicas Veterinária
De acordo com a resolução do conselho de biomedicina nº 154 de 2008, o profissional Biomédico está apto a executar as Análises Clínicas Veterinária, desde que legalmente habilitado em Análises Clínicas.
Confira a entrevista com a biomédica Cinthya Rodrigues, especialista em Análises Clínicas Veterinárias. Tem experiência em diversas clínicas veterinárias e atualmente é proprietária de uma laboratório clínico veterinário.
https://youtu.be/sJAVXQK1PWs
Entrevistei um Biomédico Imagenologista | Diagnóstico por Imagem
Entrevista com o Biomédico imagenologista Antônio Paullo, atuante na Área de Imagenologia com ênfase em “Ressonância Magnética”. Atualmente alocado em duas Clinicas Radiológicas da cidade de Goiânia – GO, experiência em múltiplas plataformas em aparelhos de Ressonâncias Magnéticas. Ministrante de Várias Palestras na área.
https://youtu.be/u0V8CdDKDpg
Entrevista sobre Medicina Nuclear com o Biomédico Dr. Vilmar da Veiga Jr.
A Medicina Nuclear é uma especialidade que emprega fontes abertas de radionuclídeos com finalidade diagnóstica e terapêutica. Habitualmente os materiais radioativos são administrados in vivo e apresentam distribuição para determinados órgãos ou tipos celulares.
Imagenologia e Medicina Nuclear, dois temas que há bastante tempo gostaríamos de explorar mais aqui no Biomedcast, hoje estamos trazendo em grande estilo.
Convidamos o Dr. Vilmar da Veiga Júnior, biomédico e imagenologista, para falar um pouco sobre a área para nós. O que acabou acontecendo foi uma abertura de mentes sobre o tema, levando a atuação do Biomédico para uma área muito pouco explorada, a da Medicina Nuclear.
Para saber mais, confira nosso episódio #72:
http://biomedcast.com/72
Entrevista sobre Microbiologia de Alimentos com a Biomédica Louise Rodrigues
Louise Rodrigues Barreto é biomédica, formada em 2011 pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC (Ilhéus, Bahia), com habilitações em análises clínicas e análises bromatológicas, especialista em Citopatologia Oncótica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e mestre em Biologia e Biotecnologia de Micro-organismos pela UESC. Atualmente trabalha como coordenadora e docente do curso de Biomedicina da Faculdade Estácio Feira de Santana.
Por que você escolheu Biomedicina?
Louise Rodrigues: As áreas da biologia e saúde sempre chamaram a minha atenção e, quando iniciei o período de conclusão do ensino médio uma prima comentou sobre o curso de Biomedicina, que estaria envolvida nas duas áreas. Durante as pesquisas que realizei sobre a profissão, me encantei muito com as áreas de atuação e diversidades de descobertas que poderiam vir dentro destas possibilidades. Após visita a Universidade e conversa com alunos e profissionais, optei pelo curso sem ter definido a área de atuação que gostaria de seguir, mas com disposição de buscar oportunidades de vivenciar as áreas que mais me encantaram e chamaram atenção (genética, microbiologia, análises clínicas e pesquisa).
Como e quando foi o seu primeiro contato com a microbiologia de alimentos?
Louise Rodrigues: Meu primeiro contato com a microbiologia de alimentos foi ainda dentro da Universidade, quando participei voluntariamente de um projeto de pesquisa que trabalhava com o isolamento de bactérias provenientes da fermentação do cacau para utilização em probióticos. Depois acabei mudando a linha de pesquisa na iniciação científica, mas continuei a pesquisar e trabalhar com a microbiologia. Durante o período de estágio curricular obrigatório surgiu a oportunidade de concorrer a uma vaga para estágio no setor de garantia da qualidade de uma Indústria Multinacional localizada na região, a Dairy Partners Americas - NESTLÉ. Optei por participar da seleção, pois seria a oportunidade de ter experiência em uma área diferente da saúde, e dentro da indústria eu teria a possibilidade de atuar com a bromatologia e microbiologia de alimentos.
Quais são as atribuições do biomédico na microbiologia de alimentos?
Louise Rodrigues: Antes de falar sobre a atuação do Biomédico na área, vale salientar que os micro-organismos podem ser classificados em grupos distintos de acordo com a interação com o produto. Alguns organismos podem fazer parte do processo de produção trazendo alterações benéficas, e outros, considerados como contaminantes, trazem alterações inadequadas ou levam risco à saúde.
Utilizando como base a legislação específica para o alimento que será produzido, o profissional biomédico é responsável pela pesquisa e controle de micro-organismos desde a matéria-prima que chega à fábrica até o produto final. Além de garantir que os alimentos liberados para o consumo possuam qualidade e não ofereçam riscos a saúde com contaminação de micro-organismos patogênicos.
Qual a diferença da microbiologia clínica e microbiologia de alimentos?
Louise Rodrigues: Na microbiologia clinica o profissional tem como objetivo investigar os micro-organismos envolvidos em processos patológicos e mecanismos de resistência antimicrobiana, auxiliando no diagnóstico para um tratamento adequado e direcionado ao agente patogênico em questão.
A microbiologia de alimentos envolve a garantia da segurança alimentar relacionada a qualidade e vida útil do produto. O objetivo é trabalhar sempre de forma preventiva e com garantia da inocuidade do produto final.
Onde o biomédico microbiologista de alimentos pode atuar e como você avalia o mercado de trabalho para os biomédicos nessa área?
Louise Rodrigues: Podemos atuar na garantia da qualidade de indústrias alimentícias que desenvolvam o processamento de produtos tradicionais e de novos produtos alimentícios. Além de centros de pesquisas no desenvolvimento de produtos com alegações funcionais e de promoção à saúde, como os probióticos e prebióticos; e na identificação e seleção de micro-organismos que melhorem ou otimizem a produção de alimentos que dependam deles, a exemplo das leveduras utilizadas nas produções de pães, vinhos entre outros.
Considero o mercado de trabalho muito promissor, pois o produto alimentício precisa passar por controle de qualidade e microbiológico antes da liberação para o consumidor. Para quem mora ou possui interesse em mudar para cidades com centros industriais vale a pena pesquisar quais alimentos são produzidos no local para se preparar antes da entrevista. Um diferencial das empresas é que além da entrada por entrevista e seleção, existe a possibilidade de iniciar como estagiário e progredir para contratação, ou por programas de Trainee que possibilitam a entrada do recém-formado no mercado de trabalho para desenvolver experiências de aprendizado que irão proporcionar novas perspectivas para sua carreira.
Que dicas você dá para quem quer seguir nessa área?
Louise Rodrigues: Para atuar na área o mínimo que se espera do profissional é conhecimento e afinidade com a microbiologia. Além disso, é importante a dedicação em estudar as legislações específicas; o interesse em entender sobre o funcionamento industrial; e principalmente, possuir a capacidade de trabalhar em equipe, pois em determinadas situações a intervenção em conjunto com os demais colaboradores auxilia no resultado mais eficiente para o controle de contaminações.
Considerações finais.
Louise Rodrigues: A área da microbiologia é muito ampla e encantadora e ter experiência dentro de uma indústria me trouxe aprendizados únicos que permite aplicação em outras áreas de atuação.
Para quem busca um desafio diferente e gosta da biomedicina, mas não se identifica com as habilitações da área de saúde, a microbiologia de alimentos pode ser uma ótima oportunidade de aprendizado que permite atuação na indústria ou a área da pesquisa com o desenvolvimento e melhoramento dos produtos.
Agradeço imensamente à biomédica Louise Rodrigues pelo tempo e disposição em ajudar aqueles com interesse na área mas com dúvidas sobre a microbiologia de alimentos.
Biomédica nas Olimpíadas e doping esportivo
Confira o bate-papo que tivemos com a Biomédica especialista com doping esportivo, Lara Duarte.
Ela trabalha como DCO (doping control officer ou oficial de controle de dopagem) e BCO (bloog collector officer ou oficial de coleta de sangue) para a agência do governo federal, conhecida por ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem), que é ligada ao Ministério do Esporte, para a agência americana responsável pelo UFC no Brasil (USADA - United States Anti-Doping Agency) e é credenciada também como oficial para a CBF e a FIFA.
Atualmente, Lara está trabalhando nos Jogos Olímpicos e falou bastante coisas interessantes sobre o evento. Confira!
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Acesse o site: www.biomedcast.com
Biomédica especialista em dopagem esportiva dá entrevista ao canal Esporte Interativo
A biomédica especialista em dopagem esportiva, Lara Duarte, que já foi entrevistada aqui no blog e pelo Jô, participou do canal Esporte Interativo para comentar o caso do escândalo que vai deixar a equipe de atletismo da Rússia fora dos Jogos Rio 2016.
Confira a entrevista:
PALAVRA DE ESPECIALISTA! O Caderno de Esportes entrevistou a especialista em doping esportivo Lara Duarte. Ela explicou o escândalo que vai deixar a equipe de atletismo da Rússia fora dos Jogos Rio 2016. CONFIRA!
Posted by Esporte Interativo on Thursday, July 21, 2016
O vídeo não abriu? Clique aqui
Entrevista sobre Doping Esportivo com a Biomédica Lara Duarte
Confira a entrevista com a biomédica Lara Duarte, que atua com Doping Esportivo. Recentemente, ela foi entrevistada pelo Jô Soares.
Conte-nos um pouco da sua trajetória acadêmica e profissional.
Lara Duarte: Me formei há dois anos na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e estágio científico em Biomoléculas na Universidade de São Paulo (USP). Me habilitei em análises clínicas e depois fiz pós-graduação na Universidade Estadual de Maringá (UEM) na área de Biotecnologia e Bioprocessos e especialização em coleta de materiais biológicos no Comitê Paralímpico Internacional (IPC).
Como você conheceu a área de doping esportivo?
Lara Duarte: Sempre gostei muito de esportes e achava fascinante a maneira como ele pode transformar vidas e pessoas. Não me contentava em ficar apenas nos bastidores e a maneira de ter contato com pessoas, ouvir histórias e exercer a Biomedicina, minha paixão, numa área que envolvia algo que gostava se encaixava perfeitamente na área dos esportes. Buscando alternativas, cheguei ao controle de dopagem.
Quais são suas atribuições nessa área?
Lara Duarte: Eu trabalho como DCO (doping control officer ou oficial de controle de dopagem) e BCO (bloog collector officer ou oficial de coleta de sangue) para a agência do governo federal, conhecida por ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem), que é ligada ao Ministério do Esporte; para a agência americana responsável pelo UFC no Brasil (USADA - United States Anti-Doping Agency); e acabo de me credenciar também como oficial para a CBF e a FIFA. Para a Confederação Brasileira de Esgrima e Confederação Brasileira de Levantamentos Básicos, sou consultora e atualmente também coordeno, junto com um comitê especial, a implantação do controle de dopagem nas competições da Liga Nacional de Basquete, como por exemplo a NBB Caixa.
Quais os tipos de amostras coletadas e as principais substâncias pesquisadas?
Lara Duarte: Basicamente, coleta-se sangue e urina. Dentre as análises em ambas amostras, especificamente há testes para várias substâncias e métodos que constam na lista de proibições do órgão internacional regulador, a WADA. Essa lista é modificada anualmente, de acordo com os avanços científicos da luta contra a dopagem. Algumas substâncias comuns são GH [hormônio do crescimento], esteroides, drogas recreativas, diuréticos e EPO [eritropoetina]. Há também os exames de passaporte biológico, que traça um gráfico com perfil sanguíneo e metabólico do atleta e agora, mais moderno, há também o teste de perfil esteroidal, mais eficiente para detectar uso de esteroides mesmo se o atleta estiver fazendo "ciclos" na tentativa de burlar o teste.
Onde são realizadas as análises das amostras?
Lara Duarte: Existem laboratórios específicos para isso, credenciados e autorizados pela WADA. Existem 34 espalhados pelo mundo, e um deles fica no Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). São utilizados aparelhos e técnicas super modernos, como a espectrofotometria, com acurácia elevada, e por isso o custo dos exames é altíssimo.
Você já participou de quais eventos esportivos? Você vai participar dos Jogos Olímpicos 2016, aqui no Brasil?
Lara Duarte: Nossa, são muitos eventos! Mas posso dizer que trabalhei com a Organização Desportiva Pan-americana (ODEPA) na última edição dos Jogos Pan-americanos de Toronto, no Canadá (2015), e alguns dos grandes eventos do UFC, aqui no Brasil. Minha convocação para os jogos olímpicos Rio 2016 acabou de sair e eu estou muito ansiosa pela experiência que há de vir. Não há como sair da mesma maneira que se entrou de um evento desse porte.
Como é o mercado de trabalho e qual a forma de inserção do biomédico nessa área?
Lara Duarte: É uma área restrita e com poucos profissionais de biomedicina atuando. Uma sugestão é seguir os estudos em fisiologia esportiva, biomoléculas e bioquímica. A porta de entrada pode ser por meio da análise das substâncias no laboratório ou por meio da coleta de materiais biológicos, que é o que eu exerço, atualmente. Pensar fora do óbvio é a melhor maneira de encontrar algo novo para fazer dentro da nossa formação, que é uma das mais completas do mercado.
Que dicas você dá para quem quer seguir nessa área?
Lara Duarte: Não despreze os conhecimentos que a faculdade lhe traz, como por exemplo a coleta de sangue. Muitos alunos acham que essa é uma função do técnico de enfermagem, por exemplo. Porém, no controle de dopagem no Brasil, apenas profissionais médicos, enfermeiros e biomédicos têm autorização legal para esse tipo de coleta e com um pequeno detalhe: não podemos errar pois, por regra, temos um limite de tentativas e locais permitidos para venopunção.
Se eu não tivesse aprendido as técnicas na Faculdade, jamais poderia fazer meu trabalho. Outro ponto importante é o idioma estrangeiro. Participamos de muitas competições internacionais e as línguas mais faladas são espanhol, inglês e francês. É uma habilidade fundamental para essa carreira.
Qual é a sensação de ser entrevistada pelo Jô Soares?
Lara Duarte: O Jô foi muito atencioso, assim como toda a equipe do programa. Foi uma honra e um orgulho poder falar da Biomedicina e sua importância nesse cenário, em um ano em que o Brasil é o principal personagem da maior competição esportiva do mundo. É uma pena que seja tão rápido! Há muito mais o que falar, mas saí de lá com a sensação de dever cumprido.
Considerações finais.
Lara Duarte: Gostaria de agradecer o espaço que me foi dedicado no blog, respeito, interesse e acima de tudo paciência com a minha agenda, que não está fácil! Tenho um orgulho imenso da minha formação e não pretendo parar os estudos ao longo da carreira. O doping esportivo, antes de tudo, é uma das inúmeras questões de saúde publica que devem ser observadas, pois além da questão ética e moral, há doenças graves relacionadas a este tipo de prática e que a ciência tenta combater e prevenir por meio dos controles e da informação.
Me coloco a disposição para conversar sobre o assunto longamente e esclarecer possíveis dúvidas e interesses no nosso trabalho. Muito obrigada!
Contato: facebook.com/lara.duartesanti
Entrevista sobre Reprodução Humana Assistida com a Biomédica Aline Bomfim
Confira a entrevista com a Biomédica Aline Bomfim que atua na área de Reprodução Humana Assistida.
Conte-nos um pouco da sua trajetória acadêmica e profissional.
Aline Bomfim: Eu me formei em 2011 na Faculdade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC em Ipatinga/MG, o que foi um grande privilégio ter o curso de Biomedicina na cidade onde eu morava. Fiz minha especialização em Reprodução Humana Assistida na Associação Instituto Sapientiae em São Paulo/SP, um curso de 12 meses, concluído em 2012, em uma instituição de renome na área, o que fez valer o esforço das viagens mensais para São Paulo. Durante a especialização, iniciei um estágio na Clínica Pró Vida Medicina Reprodutiva em Ipatinga/MG, onde trabalhei por dois anos com uma excelente equipe de profissionais e adquiri toda experiência que tenho hoje na área. Porém, sempre tive muita afinidade pela área acadêmica, o que me fez buscar algo a mais para minha carreira, foi então que em 2014 me mudei para Ribeirão Preto/SP para iniciar meu mestrado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
Como você conheceu a área de RHA?
Aline Bomfim: Eu conheci a Reprodução Humana Assistida (RHA) em um curso sobre a área durante a graduação e foi “amor à primeira vista”, fiquei encantada com a possibilidade de poder ajudar as pessoas a realizarem o sonho de ter filho. Naquele momento tudo ainda era muito novo pra mim, mas ao mesmo tempo fascinante, pois ainda não tinha nenhuma área na Biomedicina que me interessava verdadeiramente. Desde então procurei me informar à respeito de locais de especialização, custos, remuneração, mercado de trabalho, me preparando para que ao final da graduação logo conseguisse seguir esse caminho.
Quais são as atribuições do biomédico nessa área?
Aline Bomfim: As atribuições do biomédico nessa área são diversas, desde a realização de um espermograma, até o acompanhamento do desenvolvimento embrionário. Na RHA, na maioria das vezes, os laboratórios se dividem em Andrologia e Embriologia, que são responsáveis pela realização de exames que avaliam a qualidade do sêmen, e a manipulação de gametas e embriões, respectivamente. Os profissionais da área, chamados Embriologistas, podem atuar em um dos laboratórios ou em ambos, dependendo da organização de cada clínica.
No laboratório de Andrologia, o exame mais rotineiro é o espermograma, que avalia características relevantes do sêmen. Além disso, é realizado o preparo do sêmen para as técnicas de RHA e uma série de testes funcionais que não são necessariamente realizados na rotina laboratorial, mas são úteis em certos casos diagnósticos e podem ser feitos em algumas clínicas. No laboratório de Embriologia, procura-se mimetizar in vivo o que acontece in vitro, portanto é um local que depende de um rigoroso controle de qualidade, pois ocorre a micromanipulação de gametas masculino e feminino, a fim de realizar a fertilização e o desenvolvimento de um embrião, até o momento da sua transferência para o útero da mulher.
O que o biomédico não pode fazer na RHA?
Aline Bomfim: O biomédico não pode fazer na RHA os procedimentos clínicos que são de competência médica. Para iniciar o tratamento, o médico avalia o casal a fim de encontrar a causa da infertilidade, para tanto se solicita uma série de exames, em sua maioria de responsabilidade médica. A partir daí, o médico indica o melhor tipo de tratamento para o paciente, que começa com intervenções farmacológicas, clínicas ou até mesmo cirúrgicas, todas acompanhados pelo médico até o dia do procedimento, que pode ser de baixa complexidade com o depósito dos espermatozoides dentro do útero, ou de alta complexidade com a retirada dos óvulos de dentro da mulher e ao final a transferência dos embriões para o útero. Também é de responsabilidade médica acompanhar o resultado do teste de gravidez e a confirmação por meio de ultrassonografia.
Você considera a RHA um campo ainda muito fechado para o biomédico?
Aline Bomfim: Acredito que a RHA já foi um campo fechado para o biomédico, porém atualmente com a saturação de algumas especialidades biomédicas, acompanhada do aumento da procura de tratamento de RHA por pessoas em busca do sonho de ter um filho, aumentou a demanda de profissionais especializados na área e, consequentemente, a abertura para profissionais competentes, como os biomédicos, para assumir os laboratórios de RHA. Como prova disso, felizmente, algumas faculdades têm inserido disciplinas relacionadas à grade curricular e têm aumentado o número de palestras sobre a área em eventos acadêmicos, para que os alunos conheçam e despertem interesse pela RHA.
Como é o mercado de trabalho e qual a forma de inserção do biomédico nessa área?
Aline Bomfim: O mercado de trabalho na RHA é otimista em relação as outras áreas mais procuradas pelos biomédicos, como a de análises clínicas por exemplo. Mas, ao mesmo tempo, ele exige um profissional especializado e capacitado para exercer a profissão. Portanto, acredito que a melhor forma de inserção do biomédico nessa área é, primeiramente, através de um curso de pós-graduação lato sensu, que possibilita uma formação teórica e prática a respeito de todas atribuições de competência biomédica, seguida de uma pós-graduação stricto sensu, se possível, para aprofundar o conhecimento sobre um determinado assunto da área e estar próximo da literatura, assim como das tecnologias mais recentes.
Que dicas você dá para quem quer seguir nessa área?
Aline Bomfim: Para quem quer seguir essa área, eu aconselho, primeiramente, procurar saber melhor a respeito antes de se especializar, pois apesar de ser uma profissão fascinante e muito gratificante, exige muita dedicação do profissional, pois trabalhamos em finais de semana, feriados e muitas vezes em horários fora do habitual.
Lidamos com estruturas delicadas, gametas e embriões, que exigem cuidados especiais, muitos dos quais com dia e horário devidamente marcado para determinado procedimento ou avaliação. Como assim? Lembrando que mimetizamos in vivo o que acontece in vitro, portanto procuramos fidelizar ao máximo em laboratório o que aconteceria em determinado período dentro do ambiente intrauterino.
Além disso, eu aconselho muita determinação e força de vontade, para estar sempre em busca de aperfeiçoamento e atualização, pois só assim nos tornamos um profissional competente e reconhecido. E, apesar de tudo, eu afirmo que vale a pena o esforço, e quem realmente tem interesse pela área, ao ver um lindo embrião se desenvolvendo ou um teste de gravidez positivo, irá concordar comigo.
Qual a sensação de saber que você está ajudando casais a realizar o sonho de ter um (ou mais) filho?
Aline Bomfim: A sensação de saber que está ajudando casais a realizar o sonho de ter filho é sensacional! Ver a criança, após seu nascimento, que você ajudou em sua formação, é mais sensacional ainda! E é essa sensação que nos impulsiona a tentarmos ser cada vez melhores no que fazemos, que renova os ânimos e nos dá mais gás para continuar tentando e ajudando cada vez mais pessoas a realizarem esse sonho. Realmente sou muito realizada e feliz com a escolha que fiz em seguir essa área.
Fale sobre as palestras e cursos que você oferece sobre o tema.
Aline Bomfim: Desde 2012, ministro palestras sobre RHA e minicursos de espermograma em eventos acadêmicos e cursos da área da saúde, em todo o Brasil. Aos interessados, podem entrar em contato através do e-mail: alinebs@msn.com.
Suas considerações finais.
Aline Bomfim: Agradeço imensamente a oportunidade, é sempre um prazer falar sobre a minha área. E melhor ainda é saber que a partir do compartilhamento de nossas experiências, podemos contribuir na decisão de um futuro profissional. Desejo muito sucesso na carreira de todos atuais e futuros profissionais Biomédicos Embriologistas de nosso país.