
No laboratório de análises clínicas, estamos acostumados com aquelas ponteiras tradicionais, as amarelas e as azuis. E elas são muito úteis na rotina, além de serem mais baratas.
Porém em determinadas análises é necessário um tipo de ponteira diferente, a ponteira com filtro.
Dispositivo para smartphone permite analisar a motilidade dos seus espermatozoides
A empresa americana Medical Electronic Systems criou um dispositivo para smartphone, chamado YO Sperm Test, capaz de testar a motilidade dos espermatozoides humanos.
Como o YO Sperm Test funciona?
O teste usa um aplicativo e um mini microscópio “clipe” que é colocado na parte de cima do seu celular, permitindo o acesso à luz do aparelho e às capacidades de foco e gravação.
O paciente prepara a amostra em uma lâmina e a coloca no clipe, e em dois minutos os espermatozoides podem ser vistos em movimentação na tela do smartphone.
Aproximadamente um minuto após, o resultado do exame fica pronto. O vídeo e o resultado ficam armazenados no aplicativo.
O teste tem precisão?
Segundo Marcia Deutsch, diretora executiva da empresa, foram realizados extensivos testes num período de quatro anos. A tecnologia é capaz de ler a amostra seminal 99% das vezes, se as instruções forem seguidas.
Os resultados têm mais de 97% de precisão baseados em estudos da FDA em 316 participantes.
O teste não revela valores, faz uma análise da motilidade e concentração de espermatozoides e libera o resultado qualitativamente da “concentração de espermatozoides móveis” em baixa (< 6 milhões) ou normal/moderada (≥ 6 milhões), de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).
É o fim do espermograma convencional?
Não. Apesar de ser uma ideia bacana para aqueles que têm vergonha de ir no laboratório colher a amostra, o YO Sperm Test não substitui a análise completa do sêmen.
Sabemos que são realizadas muitas outras análises além da motilidade, como volume do sêmen, concentração e morfologia dos espermatozoides e dosagens bioquímicas, como frutose e ácido cítrico.
Além disso, outro fator importante para o resultado é a fase pré-analítica, pois a preparação do paciente é essencial.
O dispositivo já está disponível para compra por 60 dólares no site www.yospermtest.com.
Por que o HIV não é transmitido por mosquitos?
Por que não ocorre a contaminação
Para o vírus ser inoculado no indivíduo, ele teria que estar presente nas glândulas salivares do mosquito.
A maioria dos micro-organismos que são transmitidos por essa via, são capazes de se multiplicar dentro do inseto e migrar para tais glândulas.
O HIV é digerido pelas enzimas digestivas do vetor e por isso não consegue se replicar.
O sangue da ingesta anterior do mosquito não passa para a circulação do indivíduo, ou seja, o mosquito não regurgita.
Os sentidos são únicos: a saliva é inoculada e o sangue é sugado. Não há misturas desses líquidos, pois estão em canais diferentes.
Outra explicação é que a carga viral ingerida pela mosquito não é suficiente para iniciar uma infecção numa pessoa imunocompetente. Para isso ocorrer seriam necessários milhões de mosquitos picando a mesma pessoa.
Com informações de Discovery Fit&Health, Vanguard.
O hemograma é um dos exames laboratoriais mais solicitados na prática médica. Ele contempla as contagens das células sanguíneas, a diferenciação dessas células e suas alterações morfológicas, a dosagem de hemoglobina e a determinação do hematócrito, além de outros parâmetros derivados, como o VCM, HCM, CHCM etc.
É muito comum ainda vermos a denominação HEMOGRAMA COMPLETO sendo utilizada na solicitação do exame, assim como na lista de exames realizados pelos laboratórios. Mas a dúvida que fica é: todo hemograma já não é completo?
Passando pra dizer que todo hemograma é completo.
— No Caminho da Enf (@nocaminhodaenf) May 5, 2017
Vamos analisar mais detalhadamente.
Para profissionais da saúde
Atualmente, quando solicita-se um hemograma, faz-se, obrigatoriamente, todas as análises listadas a seguir:
- Eritrograma: contagem de hemácias, hemoglobina, hematócrito, VCM, HCM, CHCM e RDW;
- Leucograma: contagem total de leucócitos e contagem diferencial de leucócitos;
- Plaquetograma: contagem de plaquetas; às vezes VPM, plaquetócrito e PDW.
Além disso, qualquer alteração observada na microscopia da distensão sanguínea é relatada no laudo.
Para chegar no laudo final do hemograma, várias etapas são realizadas. Hoje em dia, a automação da realização do hemograma trouxe mais qualidade, confiabilidade e rapidez na sua execução, com alguns aparelhos liberando o resultado em um ou dois minutos, no máximo.
Hemograma completo com contagem de plaquetas?
Porém, num passado não tão distante, quando os aparelhos atuais não faziam parte da rotina laboratorial, o hemograma era feito manualmente. E com isso, um resultado poderia levar horas para ficar totalmente pronto.
Como muitas vezes o solicitante do hemograma não poderia esperar todo esse tempo para obter o resultado do exame, ele solicitava partes do hemograma, como por exemplo só as contagens de hemácias e leucócitos e dosagem de hemoglobina. Assim, o resultado sairia mais rápido e o paciente poderia receber um diagnóstico em menos tempo, o que é crucial para muitas situações, como uma infecção bacteriana, por exemplo.
Agora, quando o paciente não estava em situação de urgência/emergência, o profissional de saúde solicitava o hemograma completo, com todas as análises que citei acima.
Isso explicaria, em parte, por que essa cultura de ainda utilizar a denominação de hemograma completo.
Pesquisando em livros de hematologia e de técnicas laboratoriais, achei também a seguinte explicação:
“O hemograma consiste na contagem total de leucócitos, na contagem de eritrócitos, hemoglobina, hematócrito, índices hematimétricos e contagem de plaquetas. Uma contagem sanguínea completa (hemograma completo) consiste no hemograma e na contagem diferencial dos leucócitos.”
A hemogram consists of a white blood cell count (WBC), red blood cell count (RBC), hemoglobin (Hb), hematocrit (Hct), red blood cell indices, and a platelet count. A complete blood count (CBC) consists of a hemogram plus a differential WBC.
Então, teoricamente, se você basear-se por essa definição, quando falar apenas hemograma significa que a contagem diferencial dos leucócitos não foi solicitada. Já quando você falar hemograma completo todas as análises são realizadas, inclusive a diferenciação dos leucócitos.
Para pacientes
Muitas pessoas leigas no assunto acabam interpretando a palavra “completo” como algo que seja capaz de diagnosticar várias alterações e doenças, de tal forma que, se o seu hemograma completo está normal, com todos os valores dentro da referência, significa que elas estão saudáveis.
Outras vão ao médico querendo fazer um “check up” e acham que o hemograma completo vai dar todas as informações sobre sua saúde, como a glicemia, perfil lipídico etc.
O hemograma analisa basicamente suas células sanguíneas. Para fazer a dosagem de outras substâncias do seu corpo, como glicose, hormônios, lipídios, o sangue que foi coletado é processado (separado) e utiliza-se a parte líquida, chamada de plasma (com anticoagulante) ou soro (sem anticoagulante).
Referências
Frances T Fischbach. A Manual of Laboratory and Diagnostic Tests, 7ª edição, 2003.
Renato Failace. Hemograma - Manual de Interpretação, 6ª edição, 2015.
As 5 armas biológicas mais perigosas do mundo
“As armas biológicas são uma das mais sérias ameaças à paz no século XXI”, afirma o biofísico americano Steven Block, da Universidade Stanford, na Califórnia.
Estimativas feitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na década de 70, equiparam o efeito de uma tonelada de carbúnculo ao de três bombas atômicas.
O cenário seria diferente, mas não menos aterrorizante, começando por hospitais lotados e poucas vacinas disponíveis para os milhares de pacientes atingidos. Levaria dias para o agente infeccioso ser identificado.
Plantas e animais também seriam contaminados, mas o bombardeio biológico deixaria as cidades intactas, diferente de um bombardeio nuclear. O mundo sofreria um ataque invisível -- sem cor nem cheiro.
Dê play no áudio e conheça as 5 armas biológicas que podem causar danos irreparáveis (Biomed Express #5):
Obs.: Utilize fones de ouvido para uma melhor experiência.
Gostou? Curte aí a página do Biomedcast no Facebook: facebook.com/biomedcast
Clique aqui para ouvir no seu iPod, iPhone e iPad
Acesse o site: www.biomedcast.com
6 condições médicas que utilizam a toxina botulínica A como tratamento
O Botox® (nome da marca) é produzido através da toxina botulínica A e, além de ser usado para diminuir as tão indesejadas rugas, ele tem outras aplicações na medicina.
A toxina botulínica é um bloqueador neuromuscular, ou seja, ela paralisa o músculo no qual foi injetada. E, devido aos vários problemas musculares em diferentes condições médicas, a gama de aplicação da toxina tem se expandido.
TOXINA BOTULÍNICA
Origem - Bactéria Clostridium botulinum
Forma de contaminação - Inalação ou ingestão de água ou alimentos contaminados
Dose letal - 0,4 nanograma/kg
Antídoto - Antitoxina trivalente equinaDez mil vezes mais potente do que os venenos de cobra, essa toxina age sobre o sistema neurológico, causando paralisia dos músculos respiratórios e morte. Curiosamente, em pequenas doses, essa substância é usada em tratamentos estéticos para amenizar rugas - é o famoso Botox.
Se você é biomédico esteta ou pretende ser, saiba que há várias outras utilidades para a toxina. Confira seis situações em que a toxina botulínica é utilizada.
6 – Estrabismo
A primeira vez em que o Botox foi utilizado como tratamento médico foi em 1981, para pessoas com estrabismo, patologia oftalmológica que consiste no desalinhamento dos olhos. Em 1989, o órgão americano Food and Drug Administration (FDA), equivalente à ANVISA no Brasil, aprovou oficialmente o uso da substância para essa condição. Injetando a toxina nos músculos que movimentam o olho, há redução da aparência de desalinhamento dos olhos.
5 – Hiperidrose
O uso do Botox na redução do excesso de suor pode ser útil. Ele inibe a liberação pré-sináptica de acetilcolina, limitando assim a estimulação simpática das glândulas sudoríparas que causam o excesso de transpiração. No caso da hiperidrose focal primária, as glândulas sudoríparas são normais em tamanho, número e densidade, por isso a toxina botulínica atua inibindo as fibras colinérgicas simpáticas pós-ganglionares hiperativas que inervam essas glândulas. O tratamento da hiperidrose foi aprovado pelo FDA em 2004.
Artigo recomendado: Vlahovic, TC. Plantar Hyperhidrosis: An Overview. Clin Podiatr Med Surg. 2016. (link)
4 – Dor crônica
O Botox pode ajudar no tratamento de pessoas com a Síndrome da dor miofascial, uma condição crônica que envolve dor muscular.
Em um estudo de 2014, publicado no periódico Anesthesia & Analgesia, pesquisadores injetaram toxina botulínica nos músculos do pescoço e ombro de 114 pacientes com a síndrome. Eles descobriram que as dores dos participantes diminuíram após as injeções.
3 – Sialorreia na doença de Parkinson
Pessoas com a doença de Parkinson que desenvolvem problemas nas funções musculares e engolem com menos frequência do que o normal, podem ter saliva em excesso (sialorreia). O uso do Botox pode ajudar no tratamento desse sintoma.
Em um estudo de 2006, publicado no periódico Movement Disorders, pesquisadores administraram a toxina nas glândulas salivares de 32 pessoas com Parkinson que estavam sofrendo com o excesso de saliva. O resultado foi que após o tratamento, as pessoas produziram menos saliva. Não houve efeitos colaterais, segundo o estudo.
2 – Enxaquecas crônicas
A enxaqueca crônica é outra condição na qual o Botox pode ajudar a tratar, pois certos mecanismos musculares têm sido relacionados com o desenvolvimento de enxaquecas. Para ser considerada crônica a pessoa tem que ter enxaqueca por mais de 14 dias no mês, por mais de três meses.
Não se sabe ao certo qual o mecanismo de atuação da toxina na enxaqueca. Um estudo americano recente, por Rami Burstein e colaboradores, usando modelos animais, sugeriu que a toxina botulínica inibe a enxaqueca crônica reduzindo a expressão de certas vias da dor, envolvendo células nervosas no sistema trigeminovascular.
O FDA aprovou o uso do Botox para esse fim no ano de 2010, com injeções da droga administradas nas áreas do pescoço e cabeça, a cada 12 semanas, durante 56 semanas.
1 – Síndrome da bexiga hiperativa
Em 2013, o FDA aprovou o uso do Botox para tratar a síndrome da bexiga hiperativa em adultos que não podem usar, ou não foram ajudados por, medicamentos que normalmente são utilizados no tratamento dessa condição. A síndrome é uma condição em que a bexiga comprime-se frequentemente ou comprime-se sem aviso. Sintomas incluem incontinência urinária, necessidade urgente de urinar e micção frequente.
Quando a toxina é injetada no músculo da bexiga, ocorre seu relaxamento, aumentando a capacidade de armazenamento de urina e reduzindo os episódios de incontinência urinária.
Com informações de LiveScience e FDA
Já ficou na dúvida se esses dois termos eram a mesma coisa? Descubra a diferença entre Homeostase e Hemostasia
Homeostase
Em 1878, Claude Bernard apresentou a ideia de que o organismo é dividido em meio externo e meio interno. A habilidade de manter o meio interno em constante equilíbrio, funcionando contra as mudanças no meio externo, é chamada Homeostase.
Em humanos, a temperatura corporal é mantida aproximadamente em 36°C, a pressão arterial média fica em torno de 100 mmHg e a pressão osmótica plasmática gira em torno de 300 mOsm. Algumas flutuações nos fatores externos raramente afetam esses parâmetros.
O conceito de homeostase foi usado pela primeira vez por Walter Cannon em 1926. O termo “homeo-” refere-se a similar (ao contrário de “homo-”, que significa igual) e o termo “-stase” refere-se a condição.
Os sistemas Nervoso e Endócrino têm um papel importante na manutenção da homeostase. Acredita-se também que o sistema imunológico tenha um papel importante na manutenção da homeostase. Mudanças no meio externo que afetam um organismo são consideradas estressantes como estresse físico ou químico, assim como o biológico, por exemplo pela exposição a bactérias.
Hemostasia
Já a Hemostasia é uma série complexa de fenômenos biológicos que ocorre em resposta à lesão de um vaso sanguíneo com objetivo de parar uma hemorragia.
O mecanismo hemostático inclui três processos: hemostasia primária, coagulação (hemostasia secundária) e fibrinólise. Esses processos têm em conjunto a finalidade de manter a fluidez necessária do sangue, sem haver extravasamento pelos vasos ou obstrução do fluxo pela presença de trombos.
Aqui, estão envolvidos vasos sanguíneos, plaquetas, fatores pró-coagulantes e fatores anticoagulantes. Tudo em equilíbrio para parar o sangramento e depois dissolver o coágulo formado.
Conclusão
Podemos dizer então, que, a hemostasia faz parte da homeostase. Ou seja, a hemostasia é um mecanismo do organismo para manter o equilíbrio do meio interno.
A comprehensive approach to Life Science. The University of Tokyo.
Quando esse paciente soube o que estava escorrendo do seu nariz ficou apavorado
Um paciente chegou ao seu médico queixando-se que seu nariz estava “escorrendo” há mais de um ano. Quando soube do que se tratava ficou apavorado.
Como serão as aulas de anatomia do futuro [vídeo]


Veja o vídeo:


Esse é o seu cérebro em uma contusão
Parece que esse modelo de cérebro é feito de gelatina, mas sua consistência é a mesma de um cérebro real.
O cérebro é feito de um tecido mole e fica suspenso em fluido dentro do crânio. Quando esse move-se rapidamente, o órgão pode sofrer muitos atritos, o que pode levar a sintomas neurológicos.
A maioria das contusões são recuperáveis, mas algumas podem ser difíceis de identificar e pacientes podem apresentar sintomas mais sérios.
Impressionante!
Com informações de University of California
Dosagem de beta-hCG sérico em homens
Sim, você leu certo. Há um tempo, quando estava conferindo exames de hormônios, me deparei com essa situação: uma dosagem de gonadotrofina coriônica humana-beta (beta-hCG) em um paciente do sexo masculino.
Nossa primeira reação é achar que isso é um erro, pois esse é um exame muito solicitado para mulheres, tanto para diagnóstico de gravidez ou controle de mola hidatiforme, por exemplo. Porém, existem determinadas patologias em pessoas do sexo masculino, em que é possível detectar o hormônio hCG.
hCG e gravidez
O hCG possui estrutura molecular e função semelhante ao do hormônio luteinizante (LH). Sua molécula possui duas subunidades, alfa e beta. A subunidade alfa é também parte dos hormônios LH, FSH e TSH, sendo assim, os testes que detectam apenas a subunidade beta do hCG são mais específicos.
Na gravidez, células trofoblásticas da placenta são responsáveis pela secreção de hCG, que impede a ocorrência da menstruação, garantindo que o útero fique nas condições adequadas para o desenvolvimento do embrião.
A secreção desse hormônio pode ser dosada pela primeira vez no sangue 8 a 9 dias após a ovulação, pouco depois da implantação do blastocisto no endométrio.
Tumores de células germinativas (TCG)
Os TCG ocorrem em qualquer idade, tanto em homens quanto em mulheres. TCG malignos são mais frequentes em homens, predominantemente nos testículos.
Nesses casos, as células tumorais produzem hCG, também alfa-fetoproteína (AFP) e desidrogenase láctica (DHL). Essas três moléculas servem como marcadores tumorais e são úteis no diagnóstico e monitoramento dos pacientes.
Existem dois tipos principais de TCG: seminomas e não seminomas. Os seminomas se desenvolvem a partir das células germinativas do testículo produtoras de espermatozoides. Existem quatro tipos de TCG não seminomas: Carcinoma Embrionário, Carcinoma de Saco Vitelino, Coriocarcinoma e Teratoma.
A presença de apenas algumas células gigantes no seminoma pode ser o suficiente para que o beta-hCG sérico seja detectado.
Em casos raros, homens com câncer de células germinativas apresentam a região mamária dolorida ou aumentada. Este sintoma ocorre porque certos tipos de TCG secretam altos níveis de beta-hCG, que estimula o desenvolvimento da mama.
Interpretação
Níveis séricos de beta-hCG estão elevados em aproximadamente 40 a 50% dos pacientes com TCG não seminoma; e 20 a 40% dos pacientes com TCG seminoma.
Níveis muito elevados de beta-hCG (>5.000 IU/L) não são comuns nos seminomas puros, indicando a presença de um câncer testicular misto.
TCG ovarianos apresentam elevação dos níveis de beta-hCG em 20 a 50% dos casos.
Entre os tumores não-reprodutivos, associados com a produção de beta-hCG, estão os hepatobiliares e os neuroendócrinos.
Uma resposta terapêutica completa é caracterizada pelo declínio dos níveis séricos de beta-hCG, com uma meia vida de 24 a 36h e eventual retorno às concentrações dentro dos valores de referência.
Referências:
- Instituto Oncoguia. Sobre o Câncer de Testículo. 2013;
- Trojan A, et al. False-Positive Human Serum Chorionic Gonadotropin in a Patient with a History of Germ Cell Cancer. Oncology, 2004;
- Mayo Medical Laboratories. Beta-Human Chorionic Gonadotropin. 2015.
Essa mulher teve o resultado de PET/CT falso-positivo por causa de suas tatuagens
Um mulher de 32 anos, da Califórnia, EUA, tinha sido recentemente diagnosticada com câncer cervical. Em novembro de 2012, seus médicos solicitaram um exame de PET/CT para ver se havia ocorrido alguma metástase.
O resultado do exame de imagem mostrou que, além do tumor cervical, haviam pontos brilhantes nos linfonodos em sua pelve, sugerindo que o câncer tinha se espalhado.
No PET/CT, que combina Tomografia por Emissão de Pósitrons com a Tomografia Computadorizada, é necessário a administração de um traçador radioativo. Geralmente o 2-[F18]-fluoro-2-deoxi-glicose, chamado de FDG, é o traçador utilizado, sendo o Flúor-18 o elemento radioativo e a glicose o composto químico.
Uma pequena quantidade deste açúcar radioativo é injetada no paciente e, após um período de captação, são realizadas as imagens. O PET scan capta os sinais de radiação emitidos pelo Flúor-18 transformando-os em imagens, mostrando os locais onde há presença deste açúcar, demonstrando o metabolismo da glicose.
A grande maioria das células tumorais apresenta utilização acentuada de glicose como fonte de energia, em comparação com as células normais. Então, quando aparecem locais com brilho de intensidade aumentada, é um forte indício que nesse locais há células neoplásicas.
Para tratar o câncer, a mulher fez uma cirurgia para remover seu útero, cérvice, tubas uterinas e os linfonodos pélvicos. Quando os médicos viram o exame anatomopatológico dos linfonodos, viram que, na verdade, as células continham depósitos de tinta de tatuagem. A mulher tinha mais de 14 tatuagens em suas pernas. Essa tinta nos linfonodos fez com que houvessem as alterações no resultado do PET/CT.
Os macrófagos fagocitam o material invasor (a tinta) na tentativa de limpar toda a bagunça inflamatória causada pela agulha. À medida que essas células circulam através do sistema linfático, algumas são carregadas de volta aos linfonodos cheias de tinta enquanto outras permanecem na derme.
No caso dessa paciente, a interferência no exame de imagem não mudou o plano cirúrgico, mas é importante ficar atento para situações como essa, pois um tratamento errado pode ser realizado e mudar a vida do paciente completamente. Exames de imagem podem sofrer muitas interferências e dar resultados falso-positivos em pessoas com tatuagens.
O relato de caso foi publicado em 08 de junho, no jornal Obstetrics and Gynecology.
Entenda por que a tinta da tatuagem foi parar nos linfonodos – link
Quem tem tatuagem pode fazer Ressonância Magnética?
Com informações de CETAC e LiveScience
Parece ser um assunto simples, mas você já parou para pensar por que utilizamos determinado tipo de luva no laboratório, como Equipamento de Proteção Individual (EPI)? Você sabe de que é feita aquela luva branquinha que utilizamos na maioria das vezes? Confira a seguir.
Luvas de látex
O látex é uma secreção esbranquiçada extraída de certos tipos de árvores. É esse material que vai dar origem às luvas descartáveis mais utilizadas nos serviços de saúde.
Uma das vantagens desse tipo de luva é seu baixo custo. Além disso, são confortáveis e oferecem uma excelente barreira de proteção individual, pois têm uma capacidade de auto-oclusão de pequenos orifícios. Porém, sabemos que qualquer sinal de rompimento de sua integridade, devemos descartá-las imediatamente.
Uma das desvantagens são as reações alérgicas, desenvolvidas por algumas pessoas, causadas pelo material. Essas reações podem ser devido à hipersensibilidade tipo I (reação imediata ou anafilática), que é mediada por IgE, ou hipersensibilidade tipo IV (dermatite de contato), mediada por células.
Atualmente, podemos encontrar luvas de látex com ou sem talco; também estéreis e não estéreis.
Luvas de nitrila
Ao contrário das luvas de látex, as luvas de nitrila são produzidas a partir de borracha sintética.
Não possuem, obviamente, as proteínas do látex e oferecem excelente resistência. São também mais resistentes à perfuração do que a maioria dos outros tipos de luvas utilizados nos serviços de saúde, além de oferecer resistência a muitas substâncias químicas.
É a luva de escolha para aquelas pessoas que apresentam sensibilidade ao látex.
Ao contrário de outras luvas, as luvas de nitrila têm baixa resistência à fricção, o que facilita na hora de calçá-las. Mas, pode-se acrescentar talco para deixar ainda mais fácil. São populares pelo seu alto grau de flexibilidade e resistência superior a solventes, muitos óleos e alguns ácidos.
Geralmente a luva de procedimento nitrílica é fabricada sem pó e na cor azul, porém existem fábricas que produzem na cor branca e roxa.
Qual luva escolher
Na hora da escolha, temos que considerar a proteção desejada, a qualidade da luva, material utilizado e se ela pode causar ou não reações alérgicas.
Luvas de nitrila oferecem menos agilidade do que as luvas de látex, por isso não são a melhor escolha em todas as situações.
Se você for o dono do laboratório, com certeza irá analisar o preço também. As luvas de látex são mais baratas do que as de nitrila. Essa pode ser uma das razões pelas quais utilizamos mais as de látex do que as outras.
Com informações de wiseGeek e Super EPI
Conhecendo a história do analista clínico
A medicina laboratorial existe como parte da área da saúde há quase cem anos. Inicialmente médicos patologistas e pesquisadores acadêmicos treinavam pessoas para fazer procedimentos sob sua supervisão. Em meados de 1920, assim que esses procedimentos adquiriram aplicações clínicas, países industrializados estabeleceram programas de treinamento formal básico.
Nessa época, o número limitado de técnicas laboratoriais era baseado em metodologias manuais e realizado por um auxiliar que tinha pouca ou nenhuma educação técnica ou teórica. Esses trabalhadores eram dirigidos e supervisionados por um médico patologista, que recebia os pedidos de exames dos médicos dos pacientes.
Em muitos países desenvolvidos, no final dos anos 20, treinamentos e programas educacionais para técnicos e auxiliares de laboratório foram criados. No final dos anos 40, técnicas de análises laboratoriais e os resultados dos exames foram estabelecidos em hospitais como parte da prática da medicina e área da saúde.
Nos anos 50 e 60, a explosão de conhecimento nas áreas biológicas e ciências clínicas, o desenvolvimento da automação e técnicas laboratoriais mais sofisticadas, o crescimento expressivo da gama de testes oferecidos e o aumento do número de laboratórios clínicos, mostraram a necessidade de criação de programas de análises clínicas bem definidos e mais academicamente organizados.
O que começou como um programa de treinamento na bancada dos laboratórios com palestras formais, rapidamente tornou-se um curso com currículo organizado nas instituições de ensino. O conteúdo aplicou princípios da biociência (biologia, química, física, matemática, estatística, anatomia e fisiologia) e técnicas manuais/automatizadas com controle de qualidade assegurados antes da liberação dos resultados dos testes.
Níveis de educação
Houve um desenvolvimento contínuo do nível acadêmico da profissão; partindo do auxiliar, passando pelo técnico, pelo tecnólogo e chegando ao cientista. Como resultado, os requisitos profissionais avançaram com o tempo, chegando aos programas de mestrado e doutorado nos últimos 30 anos.
Nos países desenvolvidos, onde programas de certificação de profissionais para trabalhar nas análises clínicas ainda existem, a regra geral tem sido o estabelecimento de caminhos acadêmicos para permitir que profissionais tenham acesso às instituições acadêmicas. Isso fornece oportunidades aos portadores desses diplomas para começar um bacharelado e seguir para mestrado e doutorado.
Em países em desenvolvimento o nível de conhecimento, educação e competências dos profissionais das análises clínicas variam consideravelmente, dependendo do grau de desenvolvimento da medicina, da disponibilidade de profissionais e do ambiente econômico. Hoje, a maioria dos profissionais da área possuem bacharelado, como é o caso do Brasil, com biomédicos, farmacêuticos e biólogos sendo os profissionais de excelência.
Vejamos como a patologia clínica está organizada em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil.
Auxiliar e Técnico
Educação: geralmente auxiliares e técnicos de laboratório têm Ensino Médio completo e conhecimentos científico e teórico limitados. Fazem cursos técnicos para aprender a realizar os testes, mas sem aprofundar na parte teórica. A maior parte do treinamento é na bancada ou no trabalho em laboratórios.
Atuação: realizam desde a coleta, preparação do material até a execução dos testes, sempre sob a supervisão de um profissional de nível superior.
Bacharel
Educação: o conhecimento inclui uma experiência ampla, mas sólida, nas ciências básicas, os princípios e técnicas de inúmeros procedimentos, um alto nível de habilidades na realização de determinados exames, avaliação contínua dos controles de qualidade e conhecimento básico em administração.
Atuação: integração da informação e interpretação dos resultados como um cientista; utilização dos conhecimentos sobre as técnicas e aplicação dos equipamentos, garantindo práticas seguras e também o controle de qualidade. Pode também desenvolver pesquisas.
Mestre
Educação: o mestrado garante o desenvolvimento de habilidades de alto nível em uma disciplina específica da profissão.
Atuação: são qualificados para gerir laboratórios ou ser responsável por uma seção inteira, podem ser consultores, palestrantes, professores, pesquisadores, administradores e trabalhar na indústria.
Doutor
Educação: o doutorado é focado no desenvolvimento de habilidades de pesquisa na área.
Atuação: descobrem novos marcadores biológicos e desenvolvem novos métodos mais modernos de diagnóstico. Podem assumir chefias, lecionar em universidades de ponta e realizar as mesmas atividades dos níveis anteriores.
Com informações de International Federation of Biomedical Laboratory Science
Célula do fígado humano (hepatócito)
Hepatócitos, como o da imagem acima, são os mais abundantes tipos de células no fígado humano. Eles têm papel importante produzindo proteínas; produzindo a bile, um líquido que ajuda na digestão de gorduras; e quimicamente processando moléculas encontradas normalmente no corpo, como hormônios, assim como substâncias exógenas, como medicamentos e álcool.
Imagem de Donna Beer Stolz, University of Pittsburgh
Incrível! Pesquisadores revelam como o rim se desenvolve
Isso mesmo. O que você está vendo nessa imagem é um monte de células se transformarem em um órgão. O vídeo, que foi feito por Nils Lindstrom, da University of Edinburgh, Reino Unido, mostra como células são instruídas para se estruturarem e formar o rim de um camundongo.
Analisando as imagens, Lindstrom e seus colegas descobriram que uma proteína chamada beta-catenina administra o desenvolvimento do órgão, fazendo com que as células formem as estruturas básicas dos rins, os néfrons.
As áreas amarelas mostram onde a proteína está mais ativa. A quantidade de atividade parece determinar qual parte da estrutura as células devem formar.
(Imagem: Nils Lindstrom, University of Edinburgh)
A imagem acima mostra dois néfrons desenvolvidos em laboratório. Áreas em vermelho e dourado indicam onde o sangue é filtrado, no glomérulo; as áreas em azul são os túbulos renais.
Identificando as mensagens moleculares que direcionam o desenvolvimento dos néfrons vai ajudar a entender por que algumas vezes eles não funcionam corretamente.
Veja mais imagens e vídeos diretamente do artigo: Lindström, N. O. et al. Integrated β-catenin, BMP, PTEN, and Notch signalling patterns the nephron. eLife 2015;4:e04000 <link>
Para onde vai a gordura quando emagrecemos?
Pesquisadores australianos encontraram a resposta para uma pergunta antiga: para onde vai a gordura quando emagrecemos? Eles descobriram que a maioria do peso perdido é eliminado na forma de dióxido de carbono (CO2). O estudo foi publicado no British Medical Journal.
A fórmula química da gordura é conhecida desde 1960 – uma mistura de carbono, hidrogênio e oxigênio – mas ninguém tinha explicado exatamente o que acontece com os átomos que formam a gordura, quando ela é “queimada” durante atividades físicas.
Todo o carbono é transformado em CO2, e todo o hidrogênio torna-se água. O problema é que não estava claro o que acontecia com os átomos de oxigênio pertencentes à molécula de gordura.
Fim do mistério
Após quatro meses de pesquisas, os pesquisadores encontraram a peça final do quebra-cabeça, num artigo publicado em 1949. Ele mostrava que os átomos de oxigênio são compartilhados entre o CO2 e água na proporção de 2:1. Então, quatro átomos de oxigênio são exalados e dois são excretados em fluidos corporais, como suor, urina e lágrimas.
Com isso pode-se chegar à conclusão de que 84% dos átomos que formam a molécula de gordura são exaladas como CO2, e os 16% restantes são perdidos através da água.
Outra conclusão foi que para perder 10 quilos de gordura, nosso corpo precisa de 29 quilos de oxigênio adicionais, resultando em 28 quilos de CO2 e 11 quilos de água.
Com informações de ABC Science
Pesquisadores criam coração bioartificial
A pesquisadora Dra. Doris Taylor, do Centro de Pesquisa de Medicina Regenerativa do Instituto do Coração do Texas, EUA, está envolvida em estudos clínicos e laboratoriais usando a terapia celular no tratamento de doenças.
Em seu atual trabalho revolucionário, foi demonstrado a possibilidade de retirar todas as células de um órgão, incluindo o coração, e deixar apenas o “esqueleto” descelularizado. Estruturas como as válvulas e vasos permanecem preservados.
O órgão, no caso da pesquisadora o coração, pode então ser colonizado com células-tronco que, com suprimento adequado de sangue e oxigênio, regeneram o esqueleto em um coração funcional.
A esperança é que essa pesquisa seja um passo importante na tentativa de criar um coração humano funcional em laboratório. Dra. Taylor também já demonstrou que o processo funciona com outros órgãos, como os rins, pâncreas, pulmões e fígado – abrindo uma porta no campo de transplantes de órgãos.
Confira o vídeo:
Nosso DNA tem 8% de material genético viral
Todo ser humano começa de mesmo jeito, com um espermatozoide e um óvulo tornando-se um só, 23 cromossomos do pai e 23 da mãe, contribuindo para as instruções genéticas que um dia fará, bem… você. Mas os genes, parte do DNA que efetivamente codifica proteínas, compõem apenas um centésimo de todo o DNA em todos os 46 cromossomos.
O DNA do nosso genoma é composto por 8% de material genético de vírus ancestrais.
Retrovírus
Vírus da família Retroviridae são capazes de inserir seu material genético no DNA de seu hospedeiro. O HIV pertence a essa família. Se um retrovírus infecta um óvulo e insere seu genoma, ele pode passar para as próximas gerações. Nós estamos cheios desses resquícios, inativos, mas frutos das infecções do passado.
Em um estudo, publicado na Nature, pesquisadores estavam tentando montar uma lista dos genes que eram ativados durante o desenvolvimento embrionário, logo após a fecundação, pois nos estágios iniciais, uma célula do embrião pode se tornar qualquer tecido, e eles queriam descobrir o motivo.
Eles acabaram descobrindo que mais de 100 genes promotores, responsáveis por dar início ao processo de transcrição, vêm de um lugar improvável: dos retrovírus. Sabe-se que esses genes devem ser ativados para ocorrer o correto desenvolvimento do embrião, mas os “interruptores” que os controlam vêm de infecções ancestrais.
Sem esses genes virais não seríamos quem somos hoje. Como eles têm ação direta nas células-tronco, agora serão alvo de muitos estudos, visto que essas células têm um grande potencial terapêutico.
Macfarlan TS, Gifford WD, Driscoll S, Rowe HM, Bonanomi D, Lettieri K, Firth A, Singer O, Trono D, and Pfaff SL. Embryonic stem cell potency fluctuates with endogenous retrovirus activity. Nature in press. doi10.1038/nature11244.
