Tecnologia e inteligência artificial na estética e dermatologia

Na matéria, o Biomédico João Ortega, fala sobre esses avanços e da importância de ser um profissional bem qualificado e saber aplicar essas tecnologias de forma segura, conhecendo cada paciente individualmente.
6 condições médicas que utilizam a toxina botulínica A como tratamento
O Botox® (nome da marca) é produzido através da toxina botulínica A e, além de ser usado para diminuir as tão indesejadas rugas, ele tem outras aplicações na medicina.
A toxina botulínica é um bloqueador neuromuscular, ou seja, ela paralisa o músculo no qual foi injetada. E, devido aos vários problemas musculares em diferentes condições médicas, a gama de aplicação da toxina tem se expandido.
TOXINA BOTULÍNICA
Origem - Bactéria Clostridium botulinum
Forma de contaminação - Inalação ou ingestão de água ou alimentos contaminados
Dose letal - 0,4 nanograma/kg
Antídoto - Antitoxina trivalente equinaDez mil vezes mais potente do que os venenos de cobra, essa toxina age sobre o sistema neurológico, causando paralisia dos músculos respiratórios e morte. Curiosamente, em pequenas doses, essa substância é usada em tratamentos estéticos para amenizar rugas - é o famoso Botox.
Se você é biomédico esteta ou pretende ser, saiba que há várias outras utilidades para a toxina. Confira seis situações em que a toxina botulínica é utilizada.
6 – Estrabismo
A primeira vez em que o Botox foi utilizado como tratamento médico foi em 1981, para pessoas com estrabismo, patologia oftalmológica que consiste no desalinhamento dos olhos. Em 1989, o órgão americano Food and Drug Administration (FDA), equivalente à ANVISA no Brasil, aprovou oficialmente o uso da substância para essa condição. Injetando a toxina nos músculos que movimentam o olho, há redução da aparência de desalinhamento dos olhos.
5 – Hiperidrose
O uso do Botox na redução do excesso de suor pode ser útil. Ele inibe a liberação pré-sináptica de acetilcolina, limitando assim a estimulação simpática das glândulas sudoríparas que causam o excesso de transpiração. No caso da hiperidrose focal primária, as glândulas sudoríparas são normais em tamanho, número e densidade, por isso a toxina botulínica atua inibindo as fibras colinérgicas simpáticas pós-ganglionares hiperativas que inervam essas glândulas. O tratamento da hiperidrose foi aprovado pelo FDA em 2004.
Artigo recomendado: Vlahovic, TC. Plantar Hyperhidrosis: An Overview. Clin Podiatr Med Surg. 2016. (link)
4 – Dor crônica
O Botox pode ajudar no tratamento de pessoas com a Síndrome da dor miofascial, uma condição crônica que envolve dor muscular.
Em um estudo de 2014, publicado no periódico Anesthesia & Analgesia, pesquisadores injetaram toxina botulínica nos músculos do pescoço e ombro de 114 pacientes com a síndrome. Eles descobriram que as dores dos participantes diminuíram após as injeções.
3 – Sialorreia na doença de Parkinson
Pessoas com a doença de Parkinson que desenvolvem problemas nas funções musculares e engolem com menos frequência do que o normal, podem ter saliva em excesso (sialorreia). O uso do Botox pode ajudar no tratamento desse sintoma.
Em um estudo de 2006, publicado no periódico Movement Disorders, pesquisadores administraram a toxina nas glândulas salivares de 32 pessoas com Parkinson que estavam sofrendo com o excesso de saliva. O resultado foi que após o tratamento, as pessoas produziram menos saliva. Não houve efeitos colaterais, segundo o estudo.
2 – Enxaquecas crônicas
A enxaqueca crônica é outra condição na qual o Botox pode ajudar a tratar, pois certos mecanismos musculares têm sido relacionados com o desenvolvimento de enxaquecas. Para ser considerada crônica a pessoa tem que ter enxaqueca por mais de 14 dias no mês, por mais de três meses.
Não se sabe ao certo qual o mecanismo de atuação da toxina na enxaqueca. Um estudo americano recente, por Rami Burstein e colaboradores, usando modelos animais, sugeriu que a toxina botulínica inibe a enxaqueca crônica reduzindo a expressão de certas vias da dor, envolvendo células nervosas no sistema trigeminovascular.
O FDA aprovou o uso do Botox para esse fim no ano de 2010, com injeções da droga administradas nas áreas do pescoço e cabeça, a cada 12 semanas, durante 56 semanas.
1 – Síndrome da bexiga hiperativa
Em 2013, o FDA aprovou o uso do Botox para tratar a síndrome da bexiga hiperativa em adultos que não podem usar, ou não foram ajudados por, medicamentos que normalmente são utilizados no tratamento dessa condição. A síndrome é uma condição em que a bexiga comprime-se frequentemente ou comprime-se sem aviso. Sintomas incluem incontinência urinária, necessidade urgente de urinar e micção frequente.
Quando a toxina é injetada no músculo da bexiga, ocorre seu relaxamento, aumentando a capacidade de armazenamento de urina e reduzindo os episódios de incontinência urinária.
Com informações de LiveScience e FDA
Biomédicos devem ter cuidado com a publicidade de seus serviços
Vamos falar de uma coisa muito séria. Publicidade na Biomedicina. Para isso temos que saber o que o Código de Ética do Biomédico (2011) dispõe sobre esse tema.
De acordo com o CAPÍTULO V, que fala dos limites para divulgação e propaganda da atividade biomédica, existem certas regras que todos os biomédicos devem seguir, caso contrário podem estar cometendo infrações, passíveis de penalidades.
Separei as mais relevantes atualmente:
CAPÍTULO V - Dos Limites para Divulgação e Propaganda da Atividade Biomédica
Art. 8º - Os anúncios, individuais ou coletivos, deverão restringir-se:
a) ao nome do biomédico e respectivo número de inscrição no Conselho;
b) às habilitações devidamente registradas;
c) aos títulos da profissão;
d) aos endereços e horários de trabalho.
Art. 10º - É vedado ao Biomédico:
a) oferecer seus serviços profissionais através de qualquer mídia para promover-se profissionalmente;
b) divulgar nome, endereço, laudos ou qualquer outro elemento que identifique o paciente;
c) publicar fotografia de pacientes, salvo em veículo de divulgação estritamente científica e com prévia e expressa autorização do paciente ou de seu representante legal;
d) anunciar preços de serviços, modalidade de pagamento e outras formas de comercialização.
Uma das áreas que mais cresceram nesses últimos anos foi a Biomedicina Estética. Como a estética está intimamente ligada ao corpo, a maneira mais atrativa de vender seu serviço profissional é mostrando seus pacientes em redes sociais, com fotos de antes e depois, e até mesmo os momentos em que são realizados os procedimentos.
Para ver como isso é verdade, basta realizar uma busca no Instagram por termos como #Biomedicina e #BiomedicinaEstética, por exemplo.
Essas atitudes vão de confronto ao artigo 10º do Capítulo V do nosso código de ética, que proíbe oferecer seus serviços profissionais através de qualquer mídia para promover-se profissionalmente.
Além disso, é vedado ao Biomédico publicar fotografia de pacientes, a não ser que seja em divulgação estritamente científica e com prévia e expressa autorização do paciente.
Será que as faculdades não estão ensinando o nosso código de ética? Será que os cursos de pós-graduação não estão alertando seus alunos sobre isso?
Uma solução seria criar uma normativa que regulamentaria a publicidade na Biomedicina Estética, especificamente. Adicionalmente, deveria ser feita uma maior fiscalização por parte dos órgãos responsáveis.
Se você já atua na estética ou quer seguir nessa área, esteja ciente e atento a isso, pois senão, podemos perder nossa credibilidade perante a sociedade. Temos que dar exemplo e ser profissionais de excelência.
Sou totalmente a favor da Biomedicina Estética. Porém, devemos refletir sobre isso e agir de maneira ética, pois afinal, é seu nome, profissão e habilitação que estão em jogo.
Leia o Código de Ética do Biomédico na íntegra:
Imagem: Agência Influência
Biomédicos estetas agora podem implantar fios de sustentação tecidual para fins estéticos
A normativa nº 04/2015, do conselho federal, publicada no dia 5 de novembro de 2015, dispõe sobre procedimentos realizados por Biomédicos Estetas, utilizando-se de fios de sustentação tecidual para fins estéticos.
Segundo a normativa, os fios de sutura devem ser absorvíveis, hipoalergênicos, biocompatíveis, estéreis, de uso único e individual, devidamente aprovados pela Anvisa.
Devem ser implantados em planos dérmicos, subcutâneos até supraperiostal, sendo vedada a implantação de fios de sutura para fins estéticos definidos como “permanentes” ou “ definitivos”.
Os profissionais Biomédicos somente poderão realizar procedimentos para implantação de fios de suturas para fins estéticos que amoldam-se às definições e classificações estabelecidas pela Anvisa, sendo vedada a utilização de técnicas que exijam procedimento invasivo cirúrgico, mesmo que o produto seja absorvível.
O procedimento deve ser realizado por Biomédico esteta em estabelecimento que possua Alvará de Licença Sanitária.
Conselho de Biomedicina convida Biomédicos Estetas para reunião
No dia 17 de outubro, o conselho federal de biomedicina irá realizar uma reunião com os Biomédicos Estetas.
O objetivo dessa reunião é a discussão e apreciação de propostas de normativas sobre a Biomedicina Estética.
Os interessados que estiverem com sua inscrição regular, podem realizar sua inscrição gratuita pelo e-mail cfbm@cfbiomedicina.org.br, constando no corpo do e-mail: nome completo, número para contato, número de inscrição e região.
Anote aí:
Data: 17 de outubro de 2015.
Horário: A partir das 09h.
Endereço: Scs, Quadra 07, Edifício Torre do Pátio Brasil, Bloco "A", nº 100, Salas 804/808, Asa Sul, Brasília-DF.
Coordenação: Presidente da Comissão de Saúde do Conselho Federal de Biomedicina, Dr. Frank Sousa Castro.
Biomédica esteta fala sobre aplicação de toxina botulínica em rede nacional
A presidente da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME), Dra. Ana Carolina Puga, participou de reportagem do canal de televisão SBT, onde falou sobre a aplicação da tão famosa toxina botulínica tipo A.
O produto é utilizado na biomedicina para reduzir a movimentação de certos grupos musculares da face, responsáveis pela formação de rugas de expressão, como as rugas finas ao redor dos olhos e bocas e rugas da testa. Também é utilizada para o tratamento da hiperhidrose (sudorese em axilas, mãos e pés).
Confira o vídeo:
Com informações de Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME)
Lições que podemos tirar do caso da “Falsa Biomédica”
Vocês devem se lembrar do caso da mulher que se passou por biomédica para aplicar uma substância, chamada hidrogel, nos glúteos de clientes que se submetiam a tal procedimento. O caso foi muito divulgado na mídia, inclusive nacionalmente, pois como consequência desse procedimento, uma mulher morreu, provavelmente de embolia pulmonar.
No começo, toda a mídia publicou nos títulos de suas notícias que “biomédica tinha matado mulher”, muito pelo fato de o nome BIOMÉDICA chamar atenção, gerar cliques e audiência. Canais de televisão sensacionalistas utilizaram nosso título profissional mesmo depois de ser comprovado que a tal mulher não tinha sequer curso superior. Depois começaram a dizer que “suposta biomédica tinha matado mulher”. Hoje, mesmo depois de toda a investigação comprovar que ela não era biomédica, a mídia insiste em deixar o termo BIOMÉDICA em suas notícias, chamando do caso da “falsa biomédica”.
Todos nós fomos afetados por essa irresponsável, mas os biomédicos estetas foram ainda mais. Por ser a habilitação mais nova que temos, e realizar procedimentos antes realizados somente por médicos, houve críticas infundadas sobre nossa habilitação. Porém, estamos totalmente respaldados pelo nossos conselhos. Apesar de tudo, acredito que saímos mais forte, pois vários meios de comunicação mostraram quais são nossas atribuições para a sociedade, e ficamos mais conhecidos.
Esse caso serviu de alerta, mesmo a mulher não sendo biomédica, para podermos refletir sobre a biomedicina estética:
1. Fazer especialização
Mesmo que você consiga sua habilitação na biomedicina estética com estágios na graduação, uma pós-graduação é imprescindível. É se especializando que você vai ter dedicação para a área e adquirir maturidade para realizar os procedimentos certos de maneira mais adequada. Lida-se com pessoas diretamente e saber a melhor forma de agir em cada caso é essencial.
2. Escolher uma instituição de pós-graduação
Esse é o ponto chave. Não adianta apenas fazer uma especialização. Tem que ser numa instituição conceituada, com excelentes professores atuantes no mercado de trabalho. Ela deve oferecer bastante prática em estágios, com todos os procedimentos que estamos aptos a realizar. Tome cuidado com as empresas que só visam o lucro e não se importam com o conteúdo, pois depois não será só você o prejudicado, e sim toda a categoria.
3. Conteúdo
Não é só por que você escolheu a área da estética que deve deixar de lado as outras áreas. Pelo contrário, esse é nosso diferencial. Estude muito anatomia, até por que você estará manipulando um corpo vivo e saber onde cada estrutura localiza-se é o mínimo, ainda mais no caso das aplicações de substâncias de semi-preenchimento, por exemplo. Outras matérias obrigatoriamente você deve dominar são fisiologia e histologia.
4. Remuneração
A estética possui um mercado milionário, e os procedimentos podem dar muito lucro. Porém, nunca deixem o dinheiro falar mais alto, e nem tratem seus pacientes como mercadoria. Fazendo um atendimento humanizado, com qualidade, você atingirá a satisfação dos seus clientes, e a melhor propaganda é aquela em que uma pessoa indica para a outra, o famoso “boca a boca”.
Sabe como provamos aos que duvidam que somos excelentes naquilo que fazemos? Mostrando que sabemos e temos conhecimento prático e científico. E não se esqueça que temos um código de ética de deve ser respeitado.
Biomédica esteta, Lorena Soares, comenta caso de mulher que se passou por biomédica
Primeiramente, quero pedir a Deus pela família de Maria José, que leve conforto e cuide de todos. Segundo, também peço pela Raquel e seu namorado Fábio, que Deus os proteja e seus familiares, infelizmente aprenderam da pior forma o que é senso de responsabilidade e, que lidar com procedimentos em pessoas não é tão simples quanto a técnica parece. Mas tenho plena convicção que a intenção nunca foi de levar a óbito nenhum paciente.
Saiba mais aqui: Mulher se passa por biomédica, aplica substância em cliente, que morre após o procedimento
Sou Biomédica Esteta, pioneira em projeto de pós-graduação lato sensu no Brasil, com formação de seis turmas pelo Brasil: duas turmas em Goiânia, duas turmas em São Paulo, uma turma em Brasília e uma turma em Belo Horizonte. Ainda dou aulas em turmas de Salvador, Brasília e Goiânia. Já fui convidada a ministrar em Maceió. Sou organizadora e professora também de 15 cursos de capacitação em Saúde Estética pelo meu Instituto Vida Saúde e Estética. Trabalho juntamente com minha sócia Viviane Cândida e uma equipe fantástica com a Saúde Estética há três anos. Então acredito que tenho gabarito para aqui defender a Biomedicina Estética.
Nossa habilitação surgiu no dia 22 de fevereiro de 2011, e sempre se mostrou, cuidadosa, cautelosa, ética e responsável. Fiquei extremamente magoada nessa última semana em saber que a simples possibilidade, ou melhor, o simples fato de alguém se apresentar como biomédica, fez com que profissionais, imprensa e pessoas nos atacassem sem o mínimo de respeito.
Sempre ensinei aos meus alunos, e posso pedir o testemunho de todos aqui hoje: primeira coisa que vocês têm que lembrar ao realizar qualquer coisa em um paciente é que estão lidando com vidas, com organismos vivos, e que jamais poderão esquecer das matérias básicas da biomedicina, que ficamos anos sentados nos bancos universitários estudando, como anatomia, fisiologia, bioquímica, histologia, imunologia etc, ainda os lembro de que para sempre nossa bíblia será o tratado de fisiologia.
Leia mais: O lado científico da Biomedicina Estética
Vocês acham que entramos na estética e esquecemos nossa grade curricular extensa e completa? Vocês acham que o conselho federal de biomedicina nos deram uma habilitação sem critérios? Lógico que não. Sabemos onde podemos ir, e sabemos que vamos onde daremos conta de tratar as consequências. Poderia dar uma aula aqui sobre cada procedimento que é permitido ao profissional biomédico esteta e explicar o antes, durante e após, e em caso de algo dar errado, pois não somos máquinas previsíveis, como lidaremos com esses "efeitos colaterais", pois é assim que se decide até onde cada profissional pode ir em sua área de atuação.
RESPONSABILIDADE E ÉTICA. Não se ganha uma habilitação em estética; se conquista, estuda, se prepara com anos de graduação, mais anos de especialização e ainda não para por ai, o resto da vida de atualizações. Estamos habilitados a realizar: prescrição, toxina botulínica tipo A, preenchimentos faciais semi-permanentes (jamais em nenhuma pós-graduação sob meu comando em nenhum dos meus 15 cursos foi ministrado preenchimentos corporais, e foi sempre deixado claro que devido aos riscos é somente procedimento médico), lasers, eletroterapias, intradermoterapias e vários outros, que estão bem descritos em nossas resoluções todas publicadas no Diário Oficial da União.
Leia mais: Biomédicos estetas agora estão habilitados a prescrever substâncias para fins estéticos
Então, peço aqui humildemente RESPEITO AO PROFISSIONAL BIOMÉDICO ESTETA. Aliás, a todos os profissionais da saúde que buscam dar seu melhor. Antes de se submeter a qualquer procedimento, lembre-se de que existe um registro nos conselhos de classe, que o nosso se chama CRBM; peça ele ao profissional que está lhe atendendo e ligue no conselho e confirme se esse profissional está inscrito, qual é a sua habilitação e o que está permitido a ele. Isso vai ajudar muito os biomédicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, médicos e nutricionistas sérios, que estudam e buscam excelência, a serem valorizados no mercado.
Sobre aqueles que utilizam nossas profissões, sem ao menos ter passado por todo sacrifício, estudo, preparação para realmente apresentar-se como Dr, com CRBM e usar nossa profissão para conquistar vocês como pacientes, e depois algo acontece de errado e denegrir justamente nós, que estamos lhe esperando com todo conhecimento, respeito e ética para levar o melhor.
Falhas todos podem cometer, mas com cuidado essas falhas diminuem e os riscos são menores e teremos todo respaldo para conduzirmos a melhor conduta. Sabemos até onde podemos ir, sabemos dar os primeiros socorros e encaminhar aos nossos colegas médicos para a melhor conduta terapêutica, caso se faça necessário.
Leiam na íntegra toda a reportagem do portal de notícias G1 Goiás, que para mim é o único que tem critério e cuidado ao emitir qualquer notícia antes de sair afirmando que "biomédica mata paciente". Odeio jornal sensacionalista.

Dra. Lorena Soares
CRBM-GO 4677
Biomédica Esteta
www.facebook.com/lorenaaraujosoares
Biomédicos estetas agora estão habilitados a prescrever substâncias para fins estéticos
- Nome da substância ou formulação, forma farmacêutica e potência do fármaco prescrito;
- A quantidade total da substância, de acordo com a dose e a duração do tratamento;
- A via de administração, o intervalo entre as doses, a dose máxima por dia e a duração do tratamento;
- Nome completo do biomédico prescritor, assinatura e número do registro no conselho regional, local, endereço e telefone do prescritor de forma a possibilitar contato em caso de dúvidas ou ocorrência de problemas relacionados ao uso das substâncias prescritas;
- Data da prescrição.
- Identificação das necessidades estéticas do paciente;
- Definição e prescrição do tratamento para fins estético;
- Seleção do tratamento ou intervenções relativas aos cuidados à saúde estética e qualidade de vida;
- Redação da prescrição;
- Orientação ao paciente;
- Avaliação dos resultados;
- Documentação do processo de prescrição e do tratamento adotado.
Biomédicas criam instituto de saúde estética em Goiânia-GO
Tudo começou com a ideia de criar cursos de capacitação para os profissionais biomédicos que estavam fazendo pós-graduação em Biomedicina Estética, em Goiânia.
As biomédicas, Lorena Soares e Viviane Cândida, viram uma oportunidade de contribuir com os pós-graduandos, passando seus conhecimentos teóricos e práticos através desses cursos, com apoio de muitas pessoas e empresas, como a Asgard Cursos e o Biomedicina Padrão.
Eis que chegaram ao 15º Curso de extensão universitária, que acontecerá agora em maio. Ele será mais especial, pois marcará o encerramento de uma etapa e o começo de outra. Após este curso será lançada a pós-graduação em Saúde Estética e Cosmetologia, pelo Instituto Vida – Saúde e Estética.
Fico feliz por ter participado desta história e desejo todo sucesso nesse novo empreendimento.
Hipersensibilidade Tipo II - Citotoxicidade mediada por anticorpos
A Hipersensibilidade Tipo II é também conhecida como Hipersensibilidade Citotóxica mediada por anticorpos. Nesse tipo de reação, os anticorpos IgG ou IgM são autoimunes e ligam-se a antígenos (normalmente endógenos) presentes na membrana celular.
A reação pode ser desencadeada por três mecanismos principais:
Opsonização e Fagocitose
O sistema complemento é ativado por esses autoanticorpos, que opsonizam células de um determinado tecido. As células-alvo são fagocitadas e destruídas pelos fagócitos que possuem receptores para a porção Fc da IgG e IgM. Um exemplo é a anemia hemolítica autoimune.
Eritrócitos opsonizados por autoanticorpos, que serão destruídos pelos fagócitos no baço.
Situação que acontece na anemia hemolítica autoimune.
Inflamação
Antígenos ligados a anticorpos são depositados no tecido, ativando o sistema complemento. Os fragmentos gerados irão recrutar macrófagos e neutrófilos, que uma vez ativados, liberam mediadores pró-inflamatórios, enzimas lisossomais e espécies reativas de oxigênio. O resultado é um processo inflamatório que leva à lise celular. Doença reumática do coração é um exemplo.
Desorganização funcional
Anticorpos ligam-se a receptores normais, causando alterações na função desses receptores ou interferindo no funcionamento celular. O resultado pode ser desastroso, ainda mais se o receptor estiver envolvido na sinalização endócrina e neuromuscular. Nesse caso, pode ou não haver inflamação. Exemplos de doenças são a anemia perniciosa e a miastenia gravis.
Diagnóstico
Testes diagnósticos incluem detecção de anticorpos circulantes contra os tecidos envolvidos e a presença de anticorpos e complemento na lesão (biópsia).
Tratamento
Tratamento envolve agentes anti-inflamatórios e imunossupressores.
Referências
Patrick Fisher, Immunology Module, UCSF School of Medicine, 2011.
Goldsby et al., Kuby Immunology, 2009.
Vaz, A. J.; Takei, K.; Bueno, E. C.; Imunoensaios: Fundamentos e aplicações. RJ: Guanabara Koogan, 2007.
O lado científico da Biomedicina Estética
Em meados de março, no Workshop de Procedimentos em Biomedicina Estética da ASGARD Cursos, ministrado pela Biomédica Esteta Lorena Soares, pude conferir um pouco mais a fundo como funcionam esses procedimentos. Nunca tinha parado para pensar o que acontecia; sempre que pensava em estética me vinha à cabeça apenas o lado profissional e mercado de trabalho. Nesse workshop pude ver mais detalhadamente o lado científico dessa área tão promissora na biomedicina.
Novidades tecnológicas na área da estética
Quem pretende se especializar, está fazendo a pós-graduação ou já trabalha na área vai gostar dessa reportagem, feita pelo Olhar Digital. Ela mostra as novidades nos aparelhos utilizados nos procedimentos estéticos. Mesmo não tendo interesse na área, vale a pena assistir, quem sabe você muda de opinião.
