Ascaris lumbricoides

Por Brunno Câmara - quinta-feira, junho 04, 2015


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Frederick W. Dubs, RBP ©Johns Hopkins University Baltimore, MD

Na família Ascarididae, subfamília Ascaridinae, são encontradas espécies de grande importância médico-veterinária representadas principalmente pelo Ascaris lumbricoides, que parasita o intestino delgado de humanos. Estes helmintos são citados com frequência, pela ampla distribuição geográfica e pelos danos causados aos hospedeiros.

São popularmente conhecidos como lombriga ou bicha, causando a doença denominada ascaridíase e, menos frequentemente, ascaridose ou ascariose.

O A. lumbricoides é encontrado em quase todos os países do mundo e ocorre com frequência variada em virtude das condições climáticas, ambientais e, principalmente, do grau de desenvolvimento socioeconômico da população.

Morfologia – OVOS

Originalmente são brancos e adquirem cor castanha devido ao contato com as fezes. São grandes, com cerca de 50 µm de diâmetro, ovais e com cápsula espessa, em razão da membrana externa mamilonada, secretada pela parede uterina e formada por mucopolissacarídeos.

Ovos férteis de A. lumbricoides

Frequentemente pode-se encontrar nas fezes ovos inférteis. São mais alongados, possuem membrana mamilonada mais delgada e o citoplasma granuloso
.
Ovos inférteis de A. lumbricoides

LARVAS

Larva saindo do ovo
 

ADULTO
Fêmeas medem de 20 a 35 cm com uma cauda reta; machos são menores, medindo de 15 a 31 cm e tendem a ter uma cauda curvada.

Fêmea                                                                Macho
femeamacho

Fêmea adulta

Transmissão

Ocorre através da ingestão de água ou alimentos contaminados com ovos contendo a L3. A literatura registra grande número de artigos que avaliam a contaminação das águas de córregos que são utilizadas para irrigação de hortas levando a contaminação de verduras com ovos viáveis. Poeira, aves e insetos (moscas e baratas) são capazes de veicular mecanicamente ovos de A. lumbricoides.

Diagnóstico laboratorial

É feito pela pesquisa de ovos nas fezes. Como as fêmeas eliminam diariamente milhares de ovos por dia, não há necessidade, nos exames de rotina, de metodologia específica ou métodos de enriquecimento, bastando a técnica de sedimentação espontânea. Contudo, o método de Kato modificado por Katz é bastante eficiente e recomendado pela Organização Mundial de Saúde para inquéritos epidemiológicos.

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Com informações de NEVES, D. P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu.
Imagens: Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern

Brunno Câmara Autor

Brunno Câmara - Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior dos cursos de graduação em Biomedicina e Farmácia. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestrando no Programa de Pós-graduação em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - UFG (IPTSP-UFG). Coordenador e docente do curso de pós-graduação em Hematologia e Hemoterapia da AGD Cursos. Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

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