Entendendo cientificamente por que tatuagens são permanentes

Por Brunno Câmara - segunda-feira, agosto 11, 2014


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Animação: TED-Ed Lesson

A agulha utilizada pelo tatuador abre uma ferida que sinaliza ao corpo para começar um processo inflamatório, atraindo células imunes para o machucado na tentativa de reparar a pele. Os macrófagos fagocitam o material invasor (a tinta) na tentativa de limpar toda a bagunça inflamatória.

À medida que essas células circulam através do sistema linfático, algumas são carregadas de volta aos linfonodos cheias de tinta enquanto outras permanecem na derme. Sem maneiras de descartar o pigmento, a tinta em seus interiores continua visível através da pele.

Parte da tinta também fica suspensa na matriz extracelular da derme, enquanto outra parte é fagocitada por fibroblastos. Inicialmente, o pigmento é depositado na epiderme também, mas à medida que a pele recupera-se, as células são eliminadas e substituídas por outras novas, livres de tinta.

Células da derme, por outro lado, continuam no mesmo lugar até morrerem. Quando morrem, são reabsorvidas com tinta e tudo, por células jovens, ficando a tinta no mesmo local.

Fonte: What makes tattoos permanent? - Claudia Aguirre <link>

Brunno Câmara Autor

Brunno Câmara - Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior dos cursos de graduação em Biomedicina e Farmácia. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestrando no Programa de Pós-graduação em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - UFG (IPTSP-UFG). Coordenador e docente do curso de pós-graduação em Hematologia e Hemoterapia da AGD Cursos. Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

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