5 dicas de como transportar seu pôster científico em viagens de avião

Por Brunno Câmara - segunda-feira, outubro 29, 2018


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Quem apresentou ou vai apresentar um pôster/banner em um congresso científico provavelmente já se deparou com a seguinte situação: ir de avião e ter que levar o pôster.

Mas as dúvidas sempre aparecem: “Será que posso levar o pôster como bagagem de mão?”; “Será que tenho que despachá-lo e pagar como se fosse uma bagagem?”

Para vocês não serem pegos de surpresas, decidi fazer esse post para ajudá-los, principalmente a economizar dinheiro.

Minha experiência

Eu já fui em alguns congressos nacionais, como o HEMO e o Congresso Brasileiro de Virologia, e quando fui de avião me deparei com essas mesmas dúvidas.

Pedi para que meus pôsteres fossem de lona com suporte de madeira, já que é um material mais resistente.

O que percebi é que a cia aérea conta muito na hora de levar o pôster. Já fui de Gol e Avianca, e em ambas as vezes consegui despachar o trabalho junto com minha mala, contando como um único volume. Sem ter que pagar excesso de bagagem.

Mas isso foi antes das mudanças feitas nas regras das cias aéreas, quando os passageiros ainda tinham direito de despachar uma mala de 23kg sem valor adicional. Hoje a tarifa mais barata só dá direito a uma bagagem de mão.

O que dizem as companhias aéreas

Entrei em contato com as quatro principais cias aéreas que atuam no Brasil (Gol, LATAM, Avianca e Azul) e perguntei se eu poderia levar o pôster como bagagem de mão, e infelizmente todas foram categóricas em afirmar que eu deveria pagar para despachar, como se fosse uma mala.

Geralmente, as dimensões de um pôster são 90 cm de largura x 120 cm de altura, o que ultrapassa os limites da bagagem de mão a que temos direito.

Alternativas sugeridas pelos leitores do blog

Como somos brasileiros, sempre damos aquele jeitinho de não ter que pagar por mais isso, já que as passagens por si só já são caras.

Pedi lá no Instagram, que os seguidores relatassem as experiências que eles tiveram e vou compartilhar com vocês aqui.

1 - Impressão em tecido

Essa alternativa foi uma baita novidade para mim. Nunca tinha ouvido falar nisso antes, nem pensado nessa aplicação para trabalho cientifico.

Pesquise por gráficas que fazem impressão em tecido e encomende nas dimensões que o evento pediu.

A principal vantagem é que o trabalho ficará leve e poderá ser dobrado sem ficar marcado, e você poderá levar dobrado na mala.

Como nunca vi um trabalho nesse material, não tenho certeza, mas talvez a qualidade da impressão não seja a melhor.

Se você tiver um trabalho com imagens em alta resolução, em que os detalhes são importantes, talvez não seja a melhor opção.

Além disso, pelas fotos que andei vendo, é necessário um suporte que deixe o tecido bem esticado, caso contrário o resultado não ficará bom.

2 - Sem bastão de madeira

Outras pessoas mencionaram que mandaram fazer o trabalho em lona, mas pediram sem aquela madeira que é colocada tanto em cima quanto embaixo, deixando a lona esticada, servindo também como suporte para o cordão.

Outras falaram que mandaram fazer o trabalho de papel, com o suporte de plástico, ao invés de madeira.

Em ambos os casos, eles relataram que puderam levar o pôster como bagagem de mão. Porém, muitos disseram que viajaram antes das mudanças nas regras, então não dá pra saber se atualmente isso funcionaria.

Além disso, parece que o humor do atendente também influencia. Alguns deixaram levar como bagagem de mão tranquilamente, enquanto outros não deixaram, isso com funcionários da mesma cia aérea.

3 - Fazer uma vaquinha para despachar

Se você está indo com outros amigos e colegas de laboratório, vale a pena pensar em comprar um porta banner, se ainda não o tiverem, e colocar todos juntos.

Depois, uma pessoa compra a bagagem despachada e posteriormente o valor pode ser dividido pelos autores dos trabalhos.

Desse modo, vocês podem levar o pôster em papel ou lona, que são materiais mais tradicionais, além de deixar o suporte de madeira ou plástico, que ajuda a pendurar o trabalho no suporte fornecido pelo evento.

4 - Dobrado dentro da mala

Essa é a alternativa que mais gostei. Inclusive vou testá-la pela primeira vez esse ano, levando meu trabalho para o HEMO 2018.

Encomendei meu pôster em lona, mas sem os bastões de madeira. Mas ao invés de levá-lo na mão, irei dobrar e colocar dentro da minha bagagem de mão.

Porém, nem todo material pode ser escolhido, por exemplo o papel, pois ficaria muito amassado. Então os materiais mais indicados para dobrar são a lona e o tecido.

Uma dica adicional, que ainda vou testar, é desamassar a lona com um secador de cabelo. Depois conto para vocês se deu certo.

5 - Deixar para imprimir na cidade do evento

Se você não quiser se preocupar com o transtorno de ter que levar o pôster na mão que, querendo ou não, chama a atenção, pode deixar para imprimi-lo na cidade do evento.

Basta procurar na internet alguma gráfica na cidade, fazer o orçamento e encomendar. De preferência, escolha uma mais próxima do local do evento.

Além disso, muitos congressos oferecem o serviço de impressão, claro que com um preço mais elevado do que o normal.

Mas a vantagem é que você não corre o risco de ter que pagar excesso de bagagem. Então, ponha na ponta do lápis, qual é mais vantajoso.

Brunno Câmara Autor

Brunno Câmara - Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Coordenador e docente do curso de pós-graduação em Hematologia e Hemoterapia da AGD Cursos. Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

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