Infecções de pele causadas por estafilococos

Por Brunno Câmara - quinta-feira, janeiro 23, 2020



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Os estafilococos são bactérias gram-positivas esféricas que formam agrupamentos irregulares, semelhantes a um cacho de uva.

Geralmente são classificados em dois grupos: os que produzem coagulase e os que não produzem coagulase, uma enzima que coagula a fibrina do sangue.
Dentre os estafilococos, o Staphylococcus aureus é o mais patogênico.

Quando o S. aureus infecta a pele, uma resposta inflamatória intensa é desencadeada, com muitos neutrófilos e macrófagos atraídos para o local da infecção.

Mesmo assim, o S. aureus possui diversos mecanismos para evadir da resposta imune do hospedeiro.

Foliculites e furúnculo

Geralmente apresentam-se como espinhas ou pelos encravados.

O hordéolo, popularmente conhecido como terçol, é uma infecção de um folículo nos cílios.


O furúnculo é uma infecção mais séria dos folículos pilosos. É um tipo de abcesso, região localizada com pus e com tecido inflamatório ao seu redor.


Se o organismo não consegue isolar o furúnculo, o dano pode resultar em um carbúnculo, que é uma massa de tecido sob a pele endurecia e inflamada.

Impetigo

Os estafilococos são os principais agentes etiológicos do impetigo.

É uma infecção que afeta principalmente crianças entre 2 e 5 anos.

Tanto S. aureus quanto Streptococcus pyogenes podem causar o impetigo.

A doença pode manifestar-se de duas formas:

  • Impetigo não bolhoso: é mais comum; os sintomas são desencadeados pela resposta imune do hospedeiro; lesões se rompem e formam crostas de cor clara;
  • Impetigo bolhoso: é causada pela toxina A estafilocócica; é uma forma localizada da síndrome da pele escaldada.


Síndrome da pele escaldada

Os estafilococos também produzem a toxina B que circula para locais mais distantes.

A toxina causa a separação das camadas da pele (esfoliação).


Pode aparecer também nos estágios mais tardios da síndrome do choque tóxico.

Nesses casos, aparecem febre, vômitos e erupções semelhantes a queimaduras solares.

Em seguida, o paciente entra em choque, e eventualmente, falência de órgãos, principalmente os rins.

Referência

Tortora, GJ., Funke, BR., Case, CL. Microbiologia. Artmed, 10ª ed. 2011.

Brunno Câmara Autor

Brunno Câmara - Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Coordenador e docente do curso de pós-graduação em Hematologia e Hemoterapia da AGD Cursos. Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.
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