I Jornada da LABiC PUC-GO | Abordagem Multiprofissional do Transplante de Órgãos

Por Brunno Câmara - terça-feira, agosto 28, 2018


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Você sabia que, no Brasil, existe uma lei que define as doações de órgãos? No Brasil tem mais de 30 mil pacientes cadastrados em lista de espera para um transplante dos seguintes órgãos: rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas e córnea. A maioria aguarda pela doação de um rim seguido da córnea.

De modo geral, há dois tipos de transplantes: o autólogo, cujas células, tecidos ou órgãos são retirados da própria pessoa e implantados em um local diferente do corpo; e o alogênico, que compreende a retirada do material de outra pessoa para ser implantados no paciente. Mas quem pode ser o doador?

De acordo com a legislação, a doação de órgãos ou tecidos pode advir de doadores vivos ou falecidos. Doador vivo é qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde, tenha compatibilidade com o receptor, e tenha parentesco de até quarto grau familiar ou ser casado com a pessoa; fora desse critério, somente com autorização judicial. Já o doador falecido é a pessoa com morte encefálica, cuja família pode autorizar a doação de órgãos e/ou tecidos. Mesmo com a compatibilidade alta após a verificação, o tecido/órgão ainda pode ser rejeitado, para evitar os pacientes devem submeter a medicamentos imunossupressores permanentemente na maioria dos casos. Assim transplantes autólogos, não oferecem riscos de rejeição.

O tempo máximo de preservação fora do corpo do coração e pulmão varia entre quatro e seis horas. Do fígado, de 12 a 24 horas, e dos rins até 48 horas. Pacientes com sangue tipo O demoram mais para receber órgãos, pois dependem de indivíduos com o mesmo tipo sanguíneo.

A cirurgia avançou a ponto de garantir uma alta sobrevida aos pacientes. A ciência passou a buscar alternativas para o transplante tradicional de órgãos. Por exemplo, o xenotransplante é a troca de órgãos entre espécies diferentes. A maior dificuldade é a transmissão de doenças. Alguns vírus encontrados em animais podem causar doenças graves em humanos. Mesmo assim, em agosto de 2017, um estudo publicado pela revista "Science" trouxe uma nova luz sobre o assunto. A nova técnica de edição genética "Crispr", descoberta em 2012, permite que o código seja editado de forma precisa e muito mais barata.

Esse assunto é muito importante e o mês de setembro foi escolhido como mês da conscientização e incentivo a doação! Por este motivo a LABiC (Liga Acadêmica de Bioquímica Clínica) irá promover uma Jornada Acadêmica para todos os estudantes e profissionais da saúde sobre diversos assuntos multiprofissionais a respeito o transplante de órgãos. O evento irá acontecer durante as tardes dos dias 04 e 05 de setembro, e trará palestrantes renomados da área. Tais como: o Me. Brunno Câmara, o Esp. Jeff Chandler, o Me. Diogo Marçal, e os experientes André Fonseca e Me. Leila Faria.

Link para a inscrição

É possível conferir a programação completa do evento e demais informações nas redes sociais da LABiC.

Instagram: instagram.com/labicpucgo

Facebook: facebook.com/labic.puc.goias

Brunno Câmara Autor

Brunno Câmara - Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Meste em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área de concentração: virologia). Coordenador e docente do curso de pós-graduação em Hematologia e Hemoterapia da AGD Cursos. Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

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