Para os amantes da micologia, um material muito bom para estudo. Acesse!
O material utilizado para a realização das lâminas foi o microscópio “Olympus BX61VS” e a câmera digital “Allied”.
Caixa Virtual de Lâminas de Micologia Médica VOLUME 1 – link
Caixa Virtual de Lâminas de Micologia Médica VOLUME 2 – link
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Como visualizar
Acesse os links acima, clique nos links das lâminas e uma nova janela se abrirá.
Na tela do computador, através de um link, aparece a lâmina (figura 01) que foi capturada e os elementos contidos na página. Na parte superior direita há um pequeno quadrado com a miniatura da imagem da lâmina, observa-se ainda um retângulo amarelo, que mostra qual área está ampliada na porção maior da tela, onde vemos a lâmina em estudo.
À esquerda uma barra de zoom que permite ampliar (+) e reduzir (-) a imagem e uma barra de ferramentas na qual podemos ajustar o brilho e contraste da imagem, devendo ser sempre utilizada. Essa ferramenta permite que sejam feitos ajustes similares aos realizados no diafragma e no condensador de um microscópio ótico padrão. Este recurso deve ser ativado na barra de ferramentas, clicar em “aplicar” para adequar às definições ajustadas e “reset” para voltar à definição original.
Recomendado para os navegadores Chrome. Esta imagem pode ser movimentada em qualquer direção, usando-se o cursor do mouse ou setas do teclado, e ampliada de 20 a 40x (representando as objetivas do microscópio – barra de zoom ou botão de rolagem do mouse).
Autor: Dr. Jeferson Carvalhaes de Oliveira, professor adjunto da disciplina de Micologia, da Universidade Federal Fluminense e Dr. em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz.
Pesquisa de Biomédica isola vários micro-organismos em academias
A pesquisa foi realizada em seis academias da região de Campinas. A coleta foi realizada pela biomédica Andréa Luft e por um colega em 61 aparelhos de ginástica em seis academias da região de Campinas. As amostras coletadas revelaram a presença de oito tipos de fungos e quatro tipos de bactérias.
Uma das bactérias identificadas foi a Escherichia coli, uma enterobactéria do intestino humano. Então isso significa que faltou higienização das pessoas que frequentam os banheiros, faltou higienização das mãos para poder utilizar os equipamentos.
No chão dos banheiros dessas academias, os pesquisadores chegaram a isolar grande quantidade de micro-organismos. Segundo a biomédica microbiologista Rosana dos Santos, esses fungos e bactérias podem causar diarreias, febres, infecções de pele como micoses, principalmente se a pessoa já estiver com a imunidade baixa.
Esses micro-organismos são levados para a academia pelos próprios usuários. Muitos têm micose, muitos têm problemas no couro cabeludo. A conversa, também, porque muitas dessas bactérias estão na mucosa bucal e se você tiver já algum agravante, um arranhão, uma ferida, isso acaba sendo porta de entrada para os micro-organismos.
As academias disponibilizam produtos de limpeza e podem ser usados pelos usuários quando utilizarem os aparelhos. No entanto, mesmo com o estímulo de profissionais de educação física e do próprio dono da academia, nem todos os usuários fazem a higienização do aparelho.
Fonte: G1 Campinas | Imagem: reportagem
Resumão sobre Micologia. Universo microscópico: Fungos
A micologia é uma área da microbiologia que nem todos gostam. Mas, apesar de muitas vezes não darmos a devida atenção, ela é muito importante.
Conheça um pouco mais sobre as características gerais dos fungos e o que os diferencia dos demais seres vivos, como as plantas e bactérias.
Se um fungo for corado pela coloração de Gram, como ele ficaria? E por quê? Ouvindo o cast você irá descobrir.
Conheça os principais fungos de importância médica e os fungos perigosos.
Saiba mais sobre o tratamento antifúngico e um pouco da pesquisa de doutorado do nosso convidado ilustríssimo, o biomédico micologista Antônio Evangelista (Tony).
E para finalizar, falamos sobre fungos famosos, curiosidades e fungos que usamos no dia a dia para produzir alimentos, como cerveja, queijo e pão.
Não é todo dia que você tem uma aula de micologia desse jeito. Ouça o Biomedcast #36 – Universo microscópico – Fungos!
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Ouça também:
O Universo Microscópico: Bactérias
O Universo Microscópico: Vírus
Como diferenciar uma hifa de uma pseudo-hifa
Alguns fungos podem ter vários tipos de esporos assexuais morfologicamente diferentes. Assim, o talo de alguns fungos pode reversivelmente mudar de levedura, para pseudo-hifas e para hifas sob condições ambientais específicas.
Essas formas são independentes umas das outras e apresentam características específicas de desenvolvimento.
Hifa
As hifas são estruturas tubulares. O citoplasma é cercado por uma parede rígida que separa o fungo, fisicamente e funcionalmente, do meio externo.
Na maioria dos casos, a hifa é divida em compartimentos. A parede que a divide é chamado septo. O septo é incompleto nos estágios iniciais da vida de uma hifa.
O alongamento da hifa acontece no ápice. A região da ponta se estende enquanto o citoesqueleto distribui vesículas contendo materiais e enzimas para a dissolução da velha e construção da nova parede no ápice.
Pseudo-hifa
De acordo com o dicionário, o prefixo pseudo- significa: de teor falso; cujo conteúdo não corresponde à realidade. Sendo assim, uma pseudo-hifa (nova grafia após acordo ortográfico), quando vista ao microscópio, pode ser muito semelhante a uma hifa e causar confusão.
Uma pseudo-hifa é definida como uma série de leveduras alongadas unidas entre si, que tem constrições nos sítios septais. Ou seja, após o brotamento, as leveduras não se separam, alongando-se e ficando com o aspecto semelhante às hifas.
Uma colônia de pseudo-hifas pode ser chamada de pseudomicélio. A extensão de alongamento das células pode variar consideravelmente, dependendo das condições de crescimento.
Todas as pseudo-hifas compartilham algumas propriedades, como divisões celulares sincronizadas, o que as distinguem das hifas verdadeiras.
Uma grande variedade de espécies de fungos formam pseudo-hifas, incluindo as espécies mais patogênicas de Candida e muitos fungos pleomórficos que exibem transições entre as formas de crescimento filamentosa e unicelular.
Critério de diferenciação
O critério para a diferenciação entre hifa verdadeira e pseudo-hifa está na observação da formação do tubo germinativo (hifa verdadeira).
A partir da célula leveduriforme, na formação da hifa verdadeira não há a constrição entre a célula-mãe e o filamento, já pseudo-hifas possuem a constrição entre a célula-mãe e o comprimento do filamento.
Referências
Barbedo, LS; Sgarbi, DBG. Candidíase. DST - J bras Doenças Sex Transm, 2010.
Bastidas, RJ; Heitman, J. Trimorphic stepping stones pave the way to fungal virulence. PNAS, 2009.
Wightman et al. In Candida albicans, the Nim1 kinases Gin4 and Hsl1 negatively regulate pseudohypha formation and Gin4 also controls septin organization. JBC, 2004.
Veses, V; Gow, NA. Pseudohypha budding patterns of Candida albicans. Med Mycol, 2009.