O cérebro humano é um enigma... ele é curiosamente grande em relação ao tamanho de nosso corpo, consome uma quantidade imensa de energia para o seu peso e tem o córtex cerebral bizarramente denso.
Os cérebros mostrados no vídeo abaixo estão sendo dissecados de acordo com um protocolo internacional e foram armazenados em um banco de tecidos para pesquisas posteriores.
Os órgãos foram doados por pessoas com Doença de Parkinson ou Esclerose Múltipla, ambas doenças degenerativas e incuráveis do sistema nervoso central.
Aqui tem mais alguns vídeos interessantes:
Banco de lâminas digitais em Patologia (grátis)
A plataforma PathPresenter fornece acesso gratuito a milhares de lâminas digitais. Você pode usar as imagens para estudar e ensinar, incluindo em suas apresentações de slides.
Para utilizar o banco de lâminas digitais é necessário apenas fazer um castro rápido e confirmar seu e-mail.
Depois basta procurar a lâmina de seu interesse, que está separada por seções:
- Osso e tecidos moles;
- Mama;
- Citologia;
- Endócrino;
- Olho;
- Gastrointestinal;
- Geniturinário;
- Ginecológico;
- Cabeça e pescoço;
- Hematopatologia;
- Fígado;
- Neuro;
- Oral;
- Pediátrico;
- Pele;
- Torácico;
Como uma das minhas áreas preferidas é a hematologia, fui logo acessando a seção de hematopatologia. Fiquei impressionado com a quantidade de lâminas disponíveis.
Você pode clicar em display para visualizar ou no ícone “i” (azul) para obter informações sobre a lâmina, como diagnóstico, coloração e órgão.
Após abrir o visualizador da lâmina você pode ir dando zoom até o aumento máximo. Além disso é possível adicionar setas, quadrados e círculos para marcar ou sinalizar alguma célula/estrutura.
Outra opção interessante é o modo apresentação, em que você pode adicionar várias lâminas em uma apresentação e visualizá-las de forma similar ao PowerPoint.
Acesse www.pathpresenter.com
Resolução que regulamenta a Anatomia Patológica na Biomedicina é anulada
Segundo ofício do conselho regional de biomedicina, enviado a todos os coordenadores de curso, a resolução nº 145/2007 que dispõe sobre a atribuição do profissional Biomédico no exercício da Anatomia Patológica está anulada.
“”
Isso quer dizer que tal resolução perdeu sua eficácia e o profissional biomédico que trabalha nessa área em específico não está mais resguardado por ela.
O Conselho Federal já estuda um novo projeto de resolução para revogar a resolução 145, adequar a nomenclatura e definir atribuições (veja a nova resolução abaixo).
Por enquanto não poderão mais ser oferecidos estágios supervisionados em Anatomia Patológica. O perfil curricular de quem cumpriu as 500 horas de estágio em Anatomia Patológica será enquadrado como de “Citologia Oncótica”.
Anatomia Patológica e Biomedicina
De acordo com a resolução nº 145, o Biomédico habilitado em Anatomia Patológica poderia militar e realizar:
a) macropsia, b) microtomia, c) diagnósticos histoquímicos e imunohistoquímicos, firmando os respectivos laudos, d) técnicas de biopsia de congelação, e) técnicas de necropsia, f) diagnóstico molecular, firmando o respectivo laudo, g) processamento das amostras histopatológicas.
Sentença
A sentença é da 8ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.
Quem entrou com a ação (em 2009) foi o Conselho Federal de Medicina (CFM), afirmando que a realização de exames de anatomia patológica pelos biomédicos é ilegal, por ser tratar de ato privativo de médico.
Em resumo, o processo diz que a grade curricular do biomédico não o capacita para exercer tal função, visto que o médico estuda no mínimo nove anos para poder se habilitar e ainda fazer prova de proficiência antes de começar a atuar na anatomia patológica.
Ainda segundo o processo, “os exames anatomopatológicos não são meros exames laboratoriais, porque são atos médicos complexos, que integram conhecimentos científicos e a prática clínica para a formulação de diagnósticos e determinação de prognósticos de doenças neoplásicas”.
Em conclusão diz que “o biomédico não tem conhecimentos para diferenciar um aspecto morfológico do outro já que seu curso de graduação não é voltado para o ensino das numerosas doenças que acometem o ser humano. O biomédico não tem formação adequada para distinguir doenças com manifestações semelhantes e proceder o diagnóstico diferencial.”
(atualizado em 26/02/15) Nova resolução
Clique aqui para ver a nova resolução que regulamenta o biomédico na área de anatomia patológica.
Marcadores utilizados em Imunohistoquímica
Marcadores de diferenciação
Os indicadores que permitem a identificação da histogênese são chamados marcadores de diferenciação celular. Isso porque os diferentes tipos celulares expressam antígenos distintos, dependendo de sua maturação (moléculas de diferenciação) e de seu estado funcional. Assim, tumores bem diferenciados expressam fenótipos mais similares aos das células normais da mesma histogênese. Células de tumores pouco diferenciados, ao contrário, não mantêm esta fidelidade.
Os marcadores de diferenciação são muito usados na avaliação das neoplasias hematológicas, com reconhecimento dos diversos estágios do desenvolvimento celular. Os antígenos presentes nas células tumorais refletem os que se encontram presentes nas células normais. Com o surgimento do fenótipo neoplásico, elas passam a ganhar, perder ou sofrer modificação de seus antígenos.
As alterações na expressão de antígenos em células tumorais são tanto mais significativas quanto menor for a diferenciação do tumor. Também podem surgir alterações em células jovens que nunca adquiriram antígenos de diferenciação e passam a produzir substâncias estranhas à sua histogênese, como os hormônios ectópicos.
O surgimento de um determinado antígeno usualmente ausente no tecido normal pode não ser conclusivo para a definição de um tipo de neoplasia, porque a expressão também pode ocorrer em tecido regenerativo. A maioria dos marcadores tumorais pertence ao grupo de antígenos de diferenciação e podem ser proteínas estruturais, produtos de secreção, antígenos de superfície etc.
Marcadores tumor-associados
Alguns tumores podem expressar antígenos que não se exprimem em células normais e são chamados tumor-associados. Os Acs contra estes antígenos não identificam se a célula é maligna ou benigna, mas a sua presença permite diferenciar uma neoplasia de outra, como no estudo de metástases (exemplo: antígeno próstata-específico). Outra situação é a de heterogeneidade das células tumorais, com porções da população expressando diferentes antígenos, talvez por representar a presença de diferentes clones.
Marcadores de proliferação celular
A proliferação celular é tradicionalmente determinada pelas figuras de mitose à microscopia óptica, análise de fase S por citometria de fluxo ou por detecção de antígenos associados à proliferação através de Acs monoclonais. Os antígenos estudados com maior freqüência são PCNA e Ki-67, que se expressam exclusivamente em núcleos em proliferação, permitindo determinação da fração de crescimento dos tumores.
Retirado de Sérgio Franco Medicina Diagnóstica
Foto: Instituto de Patologia
As técnicas de imunohistoquímica (IHQ) detectam moléculas (antígenos) teciduais, sendo de grande valor nos diagnósticos anátomo-patológicos e na investigação científica. O mecanismo básico é o reconhecimento do antígeno por um anticorpo (Ac primário) associado a diversos tipos de processos de visualização.
Atualmente há disponibilidade de grande número de anticorpos para uso em tecidos fixados em formol e incluídos em blocos parafina, permitindo o estudo de blocos arquivados por longos períodos.
A técnica de IHQ mais usada é a indireta, associada ao complexo avidina-biotina-enzima. O complexo é formado pela ligação de uma molécula de (strept) avidina com várias de biotina associadas a uma enzima (peroxidase ou fosfatase alcalina), que tem como função a conversão de um cromógeno incolor em um produto final que pode conferir diversas cores aos antígenos teciduais marcados. As cores mais comuns são a castanha (peroxidase+ diaminobenzidina-DAB) e a vermelha (fosfatase alcalina + fast red).
Indicações
Em diversos casos é necessário utilizar o exame imunohistoquímico, procedimento sensível de detecção molecular que pode auxiliar no diagnóstico de doenças inflamatórias, infecciosas e neoplasias, ou ainda fornecer dados mais precisos e individualizados sobre o melhor tratamento e provável evolução do câncer. A imunohistoquímica pode auxiliar em diversas situações, tais como:
Diagnóstico de tumores indiferenciados - algumas vezes o exame histopatológico não consegue definir se um tumor é um carcinoma, linfoma, melanoma ou sarcoma. Como cada tipo de tumor tem um tratamento e evolução diferente, é importante tentar diferenciá-los através da imunohistoquímica, que vai pesquisar moléculas associadas a diferentes tipos de tumor.
Diagnóstico diferencial entre tumores e estados reacionais - alguns processos inflamatórios (reacionais) podem ser de difícil distinção com câncer pelo exame histopatológico. Por exemplo: linfadenites x linfoma; alterações prostáticas benignas x câncer de próstata; doenças benignas X câncer de mama.
Foto: Instituto de Patologia
Diagnóstico de diversas doenças infecciosas - por vezes é difícil determinar o agente etiológico de doenças infecciosas, particularmente os vírus. A imunohistoquímica pode identificar as moléculas produzidas por diversos agentes infeciosos, como o da toxoplasmose e muitos vírus, como o Citomegalovírus (CMV), vírus de Epstein-Barr (EBV), Herpes simplex tipos I e II, vírus das Hepatites B e C, HSV8 etc.
Determinação de fatores preditivos de neoplasias - alguns marcadores imunohistoquímicos podem ser utilizados para identificar móleculas-alvo para tratamentos modernos e individualizados, beneficiando os pacientes, como os receptores de estrogênio e progesterona e oncoproteína c-erbB2/Her-2-neu no câncer de mama, o CD20 nos linfomas, o EGFR e VEGFR em diversos tipos de tumores etc.
Determinação de fatores prognósticos de neoplasias - alguns marcadores imunohistoquímicos podem ser utilizados para identificar o provável comportamento de uma determinada neoplasia, como a oncoproteína p53 e o antígeno Ki-67 em carcinomas, linfomas e tumores cerebrais etc.
Determinação / sugestão de sítio primário de adenocarcinoma – alguns pacientes descobrem um adenocarcinoma sem sítio primário identificado clinicamente. A imunohistoquímica pode sugerir o sítio primário mais provável e auxiliar na escolha do tratamento mais adequado, bem como conhecimento do prognóstico.
Determinação de tipo / subtipo de linfomas e leucemias - a adequada classificação destas neoplasias permite o tratamento personalizado e mais eficaz, bem como conhecimento do prognóstico.
Texto retirado do Instituto de Patologia
